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06 novembro 2023

Adega para Armazenamento de Licores_Archiac (Charente-Maritime)_França


© Atelier Rural - Adega de armazenamento, Archiac
'EM CHARENTE-MARITIME, UMA ADEGA DE ARMAZENAMENTO EM  TAIPA (PISÉ) _ATELIER RURAL 
L. P. 
12/11/2021 
Na propriedade Fontanière de Archiac (Charente-Maritime), especializada no cultivo da vinha, a nova adega projectada pelo Atelier Rural é dedicada ao armazenamento de aguardente e conhaques e confere um lugar de destaque à terra crua. 
Foi neste contexto rural, perto de um pequeno lago, sobre um solo argiloso de fraca qualidade e considerado impróprio para utilização em paredes, que os arquitectos do Atelier Rural imaginaram uma construção em terra com quase 500 m2. 
Para isso, optaram por um sistema construtivo padrão, com pilares e vigas de betão corrente, preenchimento de paredes interiroes com blocos de cimento e exteriores com blocos de 40 cm de terra apiloada, sob uma cobertura de telha de inclinação única. 

Terra batida pioneira 
A taipa foi realizada in situ, com terra vermelha de uma pedreira perto de Albi. Depois de misturada com areia cinzenta e brita, a formulação optimizada foi adaptada no local com a adição de argilas cinzentas de Biganos, a cerca de 200 km do projecto. 
Este foi um desafio para um empreiteiro que nunca tinha construído com terra. 
A taipa foi um dos três cenários propostos ao proprietário desta Quinta de conhaques, em conjunto com pedra e madeira, numa região sem oferta especializada no setor de empreitadas de terra e para um programa também ele pioneiro na área. 
Isto porque a terra, como material primário e com a sua capacidade de controlo natural de temperatura e humidade, estava até hoje nesta zona, reservada às caves onde se guardava o vinho.

En Charente-Maritime, un chai de stockage enveloppé de pisé par Atelier Rural

FICHA TÉCNICA
Local da Obra: Archiac (Charente-Maritime)
Dono de Obra: GFA de Fontanière
Projectistas: Atelier Rural Architectures, architecte mandataire ; Martin Pointet, BET terre ; ISB, BET structure ; Archivolte, pisé ; Lalande, VRD ; Gillebert, couverture ; Durozier, bois ; Chevalier, acier ; Sardain, électricité ; Aerelec, plomberie ; Savariau, paysage ; Oxo Line, équipement
Programme : chai de stockage d’eau-de-vie
Área Total: 425 m2
Orçamento: 852 278 € HT

Este texto é resultado de tradução livre a partir do artigo da revista  N°292 de Dezembro de 2020

02 novembro 2023

Premio de Arquitectura Terra Ibérica_2023

Premio de Arquitectura Terra Ibérica 2023
Categoría Vivienda
-Raw Rooms en Ibiza Peris+Toral Arquitectes
Fotografía: José Hevia.
43 viviendas proyectadas por Peris + Toral Arquitectes para el IBAVI, Instituto Balear de la Vivienda, en una zona de nuevo crecimiento urbano al sur de la ciudad de Ibiza. Su propuesta plantea un sistema energético con una baja huella de carbono empleando muros de carga con bloques de tierra compactada (BTC) de 20 centímetros de espesor.

Fotografía: José Hevia.
El jurado ha valorado la complejidad técnica de su diseño y el «resultado excepcional de integración en el entorno y aprovechamiento de recursos de la arquitectura vernácula».
En esta categoría se ha entregado un segundo premio aequo a dos obras:

-Proyecto Entre Tierra (Cal Jordi & Anna) en Poal , Lleida, de Hiha Studio.

-Rehabilitación de dos casas entre medianeras en Terrassa , Barcelona, de arqbag coop.
Y, finalmente, se ha otorgado un accésit a la Casa de tierra en Boadilla de Rioseco (Palencia) por Lara Fuster Prieto de Heredera Estudi.

Categoría Edificio de otros usos. Premio ex aequo
-Intervención en la torre de Castilfalé (León), de Ramón Cañas Aparicio
El trabajo del arquitecto Ramón Cañas Aparicio ha consistido en la consolidación, restauración, protección y acceso al cuerpo superior desarrolladas en el entorno de la torre.
-Aula de Natura de Franqueses del Vallés, Barcelona, de Edra Arquitectura Km0 y Bunyesc Arquitectes
Edra Arquitectura Km0 y Bunyesc Arquitectes han respondido al encargo de proponer un aula de interpretación de la naturaleza en un entorno de alto valor ecológico rompiendo el volumen en tres contenedores construidos con materiales naturales y locales: madera prefabricada y tierra procedente de los desprendimientos del meandro del río Congost.
Ambas propuestas comparten una misma filosofía en común, ha destacado el jurado, «la búsqueda de la contemporaneidad» en un diálogo con el paisaje que «respeta lo ya existente».
En esta categoría se ha entregado un accésit a la obra:

-Centro Comunitario de Manica, Mozambique, de CAS Studio
CAS Studio ha diseñado un espacio comunitario y una escuela de formación social y cívica que el jurado ha valorado por su «puesta en valor de la labor social de la arquitectura».

Categoría Innovación y divulgación

- Manual 'Criterios de intervención en la arquitectura de tierra', de Camilla Mileto y Fernando Vegas López‐Manzanares

Un informe enmarcado en el Proyecto Coremans, impulsado por el Instituto de Patrimonio Cultural de España (IPCE) del Ministerio de Educación, Cultura y Deporte con el objetivo de crear líneas guía de referencia para las intervenciones de restauración que se lleven a cabo en el patrimonio construido, cuyo contenido está disponible en: Criterios de intervención en la arquitectura de tierra.

Artigo_Técnicas para melhorar a durabilidade da construção em terra_Rute Eires_Aires Camões_Maria Ponte

Técnicas para melhorar a durabilidade da construção em terra 

Rute Eires1 & Aires Camões1

C-TAC, Universidade do Minho, Departamento de Engenharia Civil Azurém, P - 4800-058 Guimarães, Portugal 

Maria Ponte2

Universidade de Coimbra, Departamento de Arquitectura, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Coimbra Portugal

'(...)

5 - ESTABILIZAÇÃO DO MATERIAL TERRA PARA AUMENTAR A DURABILIDADE 

Entre os estabilizantes mais utilizados na construção em terra desde a Antiguidade encontra-se a cal. 

Este material tem sido adicionado ao solo para construção de paredes em terra e para preparação de argamassas à base de terra, utilizando-se diferentes tipos de cal, sendo sobretudo utilizada cal aérea hidratada, Ca(OH)2, ou cal viva, CaO (Eires, 2012). 

O principal propósito desta adição é incrementar as resistências mecânicas e a resistência à ação da água. Este aumento pode ser explicado através da reação de carbonatação que ocorre na cal na presença de CO2, mas também pela reação pozolânica entre partículas de argila presentes no solo e cal (Santos, 2010 in Eires, 2012). 

A incorporação de biopolímeros na construção em terra, também tem sido utilizada a fim de melhorar o seu comportamento face à ação da água. Existem inúmeros exemplos de biopolímeros que têm sido usados como complemento estabilizante do solo. 

Alguns são de origem vegetal, tais como farinhas, amidos, gomas, cato, óleos, ceras ou resinas de plantas, outros de origem animal, como gorduras animais, soro de leite, caseína, claras de ovos, sangue, excrementos e urina (Eires et al, 2010). No presente texto os biopolímeros são considerados como polímeros de origem natural e biológica, sem qualquer tipo de síntese laboratorial. Entre estes biopolímeros, os óleos ou gorduras, têm sido os mais utilizados para tornar os edifícios em terra mais impermeáveis. Estes materiais são sobretudo incorporados na hidratação da cal, mediante dois métodos distintos na sua preparação. Pode ser por simples hidratação, juntando-se óleos ou gorduras com a cal e a quantidade adequada de água para a hidratação, adicionando-se posteriormente essa mistura no solo a ser estabilizado, ou pode ser utilizado um processo chamado "hidratação a quente", misturando simultaneamente o solo ou areia argilosa com óleos e gorduras com a água necessária (Eires, 2012). 

Em termos históricos, a hidratação de cal com óleos já foi citada por Vitrúvio, que mencionou sobre tubos de barro para a água o seguinte: "as juntas terão de ser revestidas com uma mistura de cal viva e óleo", Vitruvius (século I a.C.). No século XVI, o refugo de óleo de baleia, que era utilizado na iluminação da época, era utilizado como aditivo hidrófugo. Este óleo com cal formava um material chamado "gala-gala", comumente usado nos Açores e Brasil (Veiga, 2008 in Eires, 2012). Em Portugal, a cal viva hidratada a quente com óleos ou gorduras também era usada para estabilizar as paredes de terra ou argamassas. Foi mencionado também este tipo de uso em edifícios tradicionais construídos em terra e madeira em Lisboa (CML, 2005 in Eires, 2012). 

Relativamente à conexão entre a cal e os biopolímeros é referido por Čechová que em ambientes básicos, por exemplo, em argamassas à base de terra e cal ou em solo estabilizado com cal, com a adição de óleos ou gorduras os triglicérois, presentes na sua constituição, quando hidratados, resultam em sais insolúveis de cálcio de ácidos gordos. Estes sais são hidrófugos e conectam-se bem com o cálcio da cal e proporcionando maior repelência à água (Čechová, 2009). 

Na Universidade do Minho, foi desenvolvido um trabalho de pesquisa sobre o estudo da estabilização de solo com cal e biopolímeros, adaptando o conhecimento antigo para melhorar a durabilidade relacionada com a ação da água. O principal objetivo do estudo era conseguir uma estabilização do solo adequada para a construção com terra compactada (taipa ou blocos de terra compactados, BTC) sem revestimento adicional, obtendo boa durabilidade contra a ação da água sem comprometer o potencial estético do material da terra. Desta forma, desenvolveu-se um estudo geral relacionado com a incorporação de biopolímeros (amido de milho, farinha de trigo, açúcar, óleo de linhaça, glicerol, caseína, óleo de cozinha usado e compostos de água de pasta de celulose e de palha) e aditivos minerais (hidróxido de sódio, silicato de sódio, alúmen, cloreto de cálcio, cloreto de sódio e borato de sódio). 

A percentagem adicionada de biopolímeros fixou-se em 0,4% e 1,0% da massa de solo e a percentagem de aditivos minerais foi 0,1%. 

Os principais resultados obtidos, relativamente à absorção de água por capilaridade e resistência à compressão no estado saturado, mostraram que, entre os biopolímeros testados, os óleos proporcionavam um melhor comportamento e entre os aditivos minerais testados o hidróxido de sódio apresentava melhores resultados, (Eires, 2012). 

Foi também testada a estabilização de solo com: cal viva (CV), cal hidratada (CH) e cimento (C) (4% da massa de solo por cada estabilizante), óleo de cozinha usado (O) (1,0% da massa de solo), e a adição simultânea de hidróxido de sódio (CV_NaOH e CV_O_NaOH) (0,1% da massa de solo), cujos principais resultados se encontram na Figura 7, Eires (2012). 







Estes resultados mostram que o solo estabilizado com cal viva mostrou um melhor desempenho, acima de tudo, com a adição de óleo de cozinha usado e hidróxido de sódio.

Comparando o solo de referência, não estabilizado (REF), com as composições de solo com cal viva (CV) os resultados dos ensaios de resistência à compressão revelam: um aumento de 102% sobre a resistência devido à estabilização com cal viva; um aumento de 131% com adição complementar de óleo (CV_O); e um aumento de 150% com adição simultânea de óleo e de hidróxido de sódio (CV_O_NaOH). 

As composições com cal viva e óleo também mostraram um bom desempenho na absorção de água por capilaridade (diminuição de água absorvida em cerca de 95%). Em testes de erosão acelerada, usando um jato em spray para simular a ação de chuva, estas composições de cal viva com óleo também apresentaram bons resultados, com uma erosão reduzida, apresentando uma redução da erosão face ao solo de referência de 99,5% (Eires, 2012).

(...)'

31 outubro 2023

Documentário_A Argila

https://www.youtube.com/watch?v=FXO1S-vL1g4

A Argila
Episódio 2 de 5 Duração: 52 min
Existe uma rocha particularmente espantosa. Mole e frágil quando seca, que fica maleável em contacto com a água e pode solidificar de forma irreversível sob a ação do fogo.
Influencia a vida como nenhuma outra, graças à sua capacidade de troca. Transformou o rumo da história desde que o Homem a descobriu.
Essa rocha é a argila.

Ficha Técnica
Título Original
Secrets de Roches
Realização
Christophe Cousin, Matthieu Maillet
Produção
ARTE France, Haut et Court Doc, Haut et Court Tv, Ushuaia
Autoria
Escrito por: Christophe Cousin, Gautier Dubois
Música
Jérôme Plasseraud
Ano
2022
Duração
52 minutos

17 outubro 2023

Cátedra UNESCO de Arquitectura de tierra_Conferencia_18 Oct 2023“Hot mixed lime. Mortars and earthen structures”_Nigel Copsey

(ES) 
Desde la Cátedra UNESCO de Arquitectura de tierra, culturas constructivas y desarrollo sostenible sigue información relativa la próxima conferencia que tendrá lugar el miércoles 18 de octubre de 2023 a las 13:00h en el Aula de Proyecciones de la Escuela Técnica Superior de Arquitectura de la Universitat Politècnica de València. El título de la conferencia es “Hot mixed lime. Mortars and earthen structures” y correrá a cargo de Nigel Copsey, artesano de Earth & Stone Lime Company.
(EN)
The UNESCO Chair Earthen Architecture, constructive cultures and sustainable development would like to inform you about the next conference.
The conference’s title is “Hot mixed lime. Mortars and earthen structures” by Nigel Copsey, craftsman at Earth & Stone Lime Company. It will take place on Wednesday October 18th 2023, at 13:00h, in the Aula de Proyecciones of the Escuela Técnica Superior de Arquitectura - Universitat Politècnica de València.


13 outubro 2023

Call for abstracts_Terra Education IV_Changing Scale_Changer d’échelle_Cambiar de escala_Grenoble_France_4-6 July 2024

Call for abstracts

Terra Education IV
Changing Scale Changer d’échelle | Cambiar de escala

Grenoble, France
4-6 July 2024


























[EN] Dear all,

Since the middle of the last century, efforts have been made to better exploit the potential of earth as a building material. All over the world, interest in earthen architecture is growing, and research centres are multiplying, as are training efforts.
However, the major projects carried out in the 1970s (e.g. "Village terre" in Villefontaine, France ; a social housing and infrastructure programme in Mayotte, etc.) did not become widespread. Their appropriation has often remained at the prototype or demonstrator stage. A situation which is not always easy to decipher. Is it lack of support from public authorities? Lack of interest from professionals? Lack of standards? Inadequacy for widespread use?
The Terra Education IV conference aims to take stock of this phenomenon(s) and to decipher the underlying mechanisms and/or strategies, in order to better integrate them into the research and training programs of the UNESCO Chairs network, and beyond. What actions have been taken and what conditions have been put in place to facilitate the implementation of large-scale projects? What partnerships have been established? What technological developments or construction processes have been developed? What scale of development is most appropriate for the sector (industrial, semi-industrial, artisanal, etc.)? Shouldn't strategic approaches be systematized, including the complementary activities of research, training, experimentation, support, etc.? 
THEMES
To address these questions, Terra Education IV invites you to contribute under one of 7 themes:
1. Conservation, rehabilitation and adaptation of heritage
2. Reverse engineering of local building cultures
3. Training (programs, professional certification, local ranchoring, etc.)
4. Partnerships and multidisciplinarity
5. Production sectors (innovation, production, technological research)
6. Characterization – Standardization
7. Strategic approaches : beyond the architectural project, the development project
Deadline submission of abstracts : November 26th, 2023
More information about the submission of abstracts and the conference can be found on the Conference website: https://terraeducation4.sciencesconf.org/
Terra Education IV is the 4th event of its kind, organised under the aegis of the UNESCO Chair "Earthen Architecture, Building Cultures andSustainable Development" and to mark the 40th anniversary of the creation of the post-master's degree in earthen architecture.

[FR] Chers collègues,
Depuis le milieu du siècle dernier, des efforts ont été déployés pour mieux valoriser le potentiel de la terre en tant que matériau de construction. Partout dans le monde, l’intérêt pour l’architecture de terre progresse, les centres de recherche se multiplient, ainsi que les efforts de formation.
Cependant, les grands projets réalisés dans les années 1970 (village de la terre à Villefontaine, France ; programmes de logements sociaux et d’infrastructures à Mayotte, etc.) ne se sont pas généralisés. Leur appropriation est souvent restée à l’étape du prototype ou du démonstrateur. Une situation qu’il n’est pas toujours facile de décrypter. Manque de soutien des pouvoirs publics ? Manque d’intérêt des professionnels ? Demande sociale trop limitée ? Absence de normes ? Inadaptation des solutions expérimentées à une diffusion large ?
La conférence Terra Education IV vise à faire le point sur ce(s) phénomène(s) et à en décrypter les mécanismes et/ou stratégies sous-jacentes, afin de mieux les intégrer dans les programmes de recherche et de formation du réseau de la Chaire UNESCO, et au-delà. Quelles actions ont été menées et quelles conditions ont été mises en place pour faciliter la mise en œuvre de grands projets ? Quels partenariats ont été établis ? Quelles évolutions technologiques ou processus constructifs ont été développés ? Quelles échelles de développement de la filière sont les plus adaptées (industriel, semi-industriel, artisanal, …) ? Ne faut-il pas systématiser des approches stratégiques, comprenant des activités complémentaires de recherche, de formation, d’expérimentation, d’accompagnement, etc. ?
THEMES
En réponse à ces questions, Terra Education IV vous invite à participer au travers de 7 thèmes :
1. Conservation, réhabilitation et adaptation du patrimoine
2. Rétro-ingénierie des Cultures Constructives locales
3. Formation (cursus, certification professionnelle, ancrage local, ...)
4. Partenariats et pluridisciplinarité
5. Filières de production (innovation, production, recherche technologique)
6. Caractérisation – Normalisation
7. Approches stratégiques : au-delà du projet architectural, le projet de développement
Date limite de soumission des résumés : 26 novembre 2023
De plus amples informations sur la soumission des résumés et sur la conférence sont disponibles sur le site web de la conférence : https://terraeducation4.sciencesconf.org/
Terra Education IV est la 4ème édition du genre, organisée sous l‘égide de la Chaire UNESCO « Architecture de terre, cultures constructives et développement durable » et à l’occasion du 40ème anniversaire de la création du diplôme post-master Architecture de terre.

[ES] Estimados colegas
Desde mediados del siglo pasado, se han realizado esfuerzos para explotar mejor el potencial de la tierra como material de construcción. En todo el mundo crece el interés por la arquitectura de tierra y se multiplican los centros de investigación y los programas de formación.
Sin embargo, los grandes proyectos realizados en los años 70 no se generalizaron. Su apropiación se ha quedado a menudo en la fase de prototipo o de demostrador. Una situación que no siempre es fácil de descifrar. ¿Falta de apoyo de las autoridades públicas? ¿Desinterés de los profesionales? ¿Demanda social limitada? ¿Falta de normas? ¿Soluciones probadas no aptas para un uso generalizado?
La conferencia Terra Education IV pretende hacer balance de este(os) fenómeno(s) y descifrar los mecanismos y/o estrategias subyacentes, con el fin de integrarlos mejor en los programas de investigación y formación de la red de la Cátedra UNESCO, y más allá. ¿Qué acciones se han emprendido y qué condiciones se han establecido para facilitar la realización de grandes proyectos? ¿Qué alianzas son necesarias? ¿Qué avances tecnológicos o procesos de construcción se han desarrollado? ¿Qué escala de desarrollo del sector es la más adecuada (industrial, semiindustrial, artesanal, etc.)? ¿No convendría sistematizar los enfoques estratégicos: investigación complementaria, formación, experimentación, apoyo, etc.? 
THEMES
En respuesta a estas preguntas, Terra Education IV le invita a participar en los 7 temas siguientes:
1. Conservación, rehabilitación y adaptación del patrimonio
2. Ingeniería inversa de las Culturas Constructivas Locales
3. Formación (plan de estudios, certificación profesional, arraigo local, etc.)
4. Asociaciones y multidisciplinariedad
5. Sectores productivos (innovación, producción, investigación tecnológica)
6. Caracterización - Normalización
7 Enfoques estratégicos: más allá del proyecto arquitectónico, el proyecto de desarrollo
Fecha límite para la presentación de resúmenes: 26 de noviembre de 2023
Encontrará más información sobre el envío de resúmenes y la conferencia en la página web de la conferencia: https://terraeducation4.sciencesconf.org/
Terra Education IV es el cuarto evento de este tipo, organizado bajo los auspicios de la Cátedra UNESCO "Arquitectura de Tierra, Culturas Constructivas y Desarrollo Sostenible" y con motivo del 40 aniversario de la creación del postgrado en arquitectura de tierra.

03 outubro 2023

Publicação_Proyecto COREMANS: criterios de intervención en la arquitectura de tierra

























Proyecto COREMANS: criterios de intervención en la arquitectura de tierra

El proyecto Coremans es una iniciativa del IPCE, desarrollada en estrecha colaboración con profesionales e instituciones de todo el país, dedicados a la investigación y preservación del patrimonio cultural. Su objetivo es elaborar y difundir documentos que sirvan de referencia para los tratamientos de conservación y restauración de bienes culturales, de acuerdo con sus singulares características materiales y constitutivas. 
Criterios de intervención en la arquitectura de tierra constituye el cuarto documento de esta serie Coremans, este nuevo texto enriquece la colección aportando una nueva perspectiva relativa a un conjunto patrimonial caracterizado por su gran diversidad y la abundancia de elementos conservados.
PRIMER PREMIO TERRA IBÉRICA 2023 en la categoria de “Innovación e Divulgación” por el manual 'Criterios de intervención en la arquitectura de tierra', coordinado por Camilla Mileto y Fernando Vegas López‐Manzanares. 
Se trata de un manual enmarcado en el Proyecto Coremans, impulsado por el Instituto de Patrimonio Cultural de España (IPCE) del Ministerio de Educación, Cultura y Deporte con el objetivo de crear líneas guía de referencia para las intervenciones de restauración que se lleven a cabo en el patrimonio construido. 
En este manual ha participado autores y expertos nacionales e internacionales en el tema.
Se puede descargar gratuitamente en:

28 setembro 2023

Future Materials Conference_Budapest Hungary_2023








https://futurematerials.mome.hu/

Watch keynotes & lectures of the architecture and textile tracks


22 setembro 2023

8 logements sociaux et un commerce_Dechelette Architecture_Boulogne Billancourt_France





@dechelette.architecture
@salem.mostefaoui
@terrio_cie
@stmlbtp
@philippedart

More_Bamboo Hostels_Longquan_Baoxi_China



21 setembro 2023

FF – Distance Edition: Rael San Fratello

Link to Youtube Here https://youtu.be/iyxOjBsNhLE?si=NAJR8dpuz3yIKFMX
The Architectural League’s monthly First Friday events are informal social gatherings that allow members to visit the offices of leading design practices and see work in progress. On 2020 November 5, the League paid a visit to rural Colorado to learn about Rael San Fratello’s Casa Covida, a 3D-printed house made of mud taken from the site. 
Partners Ronald Rael and Virginia San Fratello gave a tour of the project and discussed its relation to their wider body of work, including their long exploration of earthen architecture.
They also guided viewers through their workshop, explaining how experiments with small-scale 3D-printed pottery contributed to the house’s development. 
The presentation is followed by a Q+A moderated by Christina De León, associate curator of Latino Design at the Cooper Hewitt, Smithsonian Design Museum.

LWL Open-Air Museum_ ACMSarchitekten_Detmold_Alemanha













O museu ao ar livre LWL Detmold, localizado em Detmold, na região de North Rhine-Westphalia, no sopé da Floresta de Teutoburg, será o maior museu ao ar livre da Alemanha. 
Cobrindo cerca de 90 hectares e com cerca de 120 edifícios históricos, fornece informações sobre o desenvolvimento e a mudança na história cultural da Westphalia. Com mais de 200.000 visitantes por ano, é o museu mais visitado do OWL.
A Associação Regional Westphalia-Lippe está a construir uma nova entrada e edifício de exposições para o museu ao ar livre LWL em Detmold. A principal função do novo edifício do museu é a comunicação didática da construção de conexões ecológicas no contexto histórico de um museu ao ar livre. O edifício será ao mesmo tempo uma exposição de objetos históricos e tangíveis para uma cultura de construção ecológica e inovadora.
O novo edifício terá uma área bruta de cerca de 5.000 metros quadrados, e exposições especiais de alto nível serão exibidas em cerca de 900 metros quadrados.
Com o novo edifício do museu ao ar livre LWL, está a ser desenvolvida uma nova geração de edifícios de museu neutros em CO 2 . Devido à sua função, os museus são frequentemente intensivos em recursos e emissões, e tem havido pouca atenção ao aproveitamento do potencial energético na construção e operação de museus.
O novo edifício em Detmold é um dos primeiros edifícios de museu com um conceito holístico e sustentável. A utilização circular de matérias-primas renováveis ​​ou recicladas como madeira, palha e terra/argila, bem como uma estrutura e construção inteligente do edifício serão optimizadas de forma a que o suporte técnico possa ser minimizado sem restringir os padrões climáticos e de conservação. As necessidades energéticas são cobertas localmente através de fontes renováveis.
Com a compactação de 760 m2 de terra compactada in situ e produção de 430 m2 de elementos pré-fabricados no local, o novo edifício de entrada e exposições do LWL Open-Air Museum será assim, o maior museu ao ar livre da Alemanha!
Projetado pelo gabinete ACMSarchitekten, o novo edifício será um projeto emblemático de construção sustentável com o objetivo de estabelecer um alto padrão para os edifícios públicos no país. O objetivo é atingir o mais alto nível de classificação da DGNB com um certificado de platina.
Através de uma longa e completa fase de desenvolvimento, o novo museu pretende mudar a realidade de emissões atual, concentrando-se na circularidade e no baixo consumo de energia primária nos seus materiais, utilizando taipa estrutural de origem local e vigas de madeira maciça sem colas e/ou aço.
Ele reflete a cultura de construção do local da região de Westphalia, demonstrando as vantagens sustentáveis ​​de processos de construção semelhantes que fizeram as tradicionais casas de madeira e terra locais.





























Dot.Ateliers Gallery by Adjaye Associates_Accra, Ghana





























08 maio 2023

Seminário Internacional: Que futuro para a Arquitetura Vernácula e Arquitetura de Terra?_Porto_15-16 Junho 2023_ VERSUS+ | Heritage for People


Seminário Internacional: Que futuro para a Arquitetura Vernácula e Arquitetura de Terra?
a realizar no Porto nos dias 15 e 16 de Junho de 2023, no âmbito do projecto VERSUS+ | Heritage for People
Nos últimos anos, a arquitetura vernácula e a arquitetura de terra têm enfrentado múltiplos desafios em todo o mundo, os quais ameaçam sua sobrevivência.
Em várias regiões, o conhecimento intangível está a desaparecer rapidamente, em parte devido ao facto de haver menos pessoas a manterem viva a cultura construtiva e seu know-how.
Para discutir o futuro da arquitetura vernácula e da arquitetura de terra, convidamos profissionais e investigadores interessados, a reunirem-se no Porto, nos dias 15 e 16 de junho de 2023.
O evento será estruturado em três sessões com debates e uma mesa-redonda. O Seminário Internacional de Arquitetura Vernácula e Arquitetura de Terra será dedicado à documentação vernácula, ao Património Mundial, ao conhecimento intangível, à transferência de conhecimento, à ação climática, à adaptação; e uma mesa redonda final, com contribuições das participantes. O objetivo principal da mesa-redonda será definir caminhos a seguir, para manter viva a arquitetura vernácula e a arquitetura de terra.
Uma publicação, com os artigos dos palestrantes e as notas da mesa-redonda, será publicada em 2023.

Seminário Internacional & Mesa Redonda sobre:
Que futuro para a arquitetura vernácula e a arquitetura de terra?
Sessão 1: Preservar o Passado
Documentação vernácula e Património Mundial
Sessão 2: Valorizar o Presente
Conhecimento intangível e transferência de conhecimento
Sessão 3: Preparar-se para o Futuro
Ação climática e adaptação
Mesa-Redonda: Que futuro para a arquitetura vernácula e a arquitetura de terra?
Organização:
DAMG-UPT | Departamento de Arquitetura & Multimedia Gallaecia da Universidade Portucalense.
CIAUD-UPT | Pólo do Centro de Investigação em Arquitetura, Urbanismo & Design, na Universidade Portucalense.
ICOMOS-Portugal
Enquadramento:
VERSUS+ | Património para as pessoas
Cátedra UNESCO em arquitetura de terra, culturas construtivas, & desenvolvimento sustentável.
Parceria:
UPV, Spain; UNIFI, Italy; UNICA, Italy; CRAterre-ENSAG, France.
Informação importante:
- Os interessados devem enviar email para: ciaud-upt@upt.pt (até: 15 de maio).
- O e-mail deve incluir: título da sessão; título do artigo; autores; afiliação (instituição e país) e resumo curto (máx. 200 palavras).
- Os organizadores responderão: nos três dias seguintes, a informar sobre a aceitação (ou não) do resumo.
- Se o resumo for aceite: os palestrantes apresentarão a sua comunicação, no Porto, nos dias 15 e 16 de junho.
- Os palestrantes devem enviar: um artigo de 4 a 6 páginas até 7 de julho de 2023. Mais instruções serão enviadas após a aceitação do resumo. O artigo será publicado após o Seminário Internacional.
- Idioma da comunicação e artigo: inglês.
Vários especialistas já confirmaram a sua participação, pelo que todos os potencias palestrantes, interessados em participar, deverão enviar um resumo, o mais breve possível.

in English
On the last years, vernacular architecture and earthen architecture have faced multiple challenges worldwide, which have threaten their survival. In several regions, intangible knowledge is disappearing fast, in part due to the fact there is less people keeping the building culture and its know-how alive.
To discuss the future of vernacular architecture and earthen architecture, we are inviting interested professionals and researchers to meet in Porto, on June 15 & 16, 2023.
The event will be structured in three sessions with debates and a round-table. The International Seminar on Vernacular and Earthen Architecture will be dedicated to vernacular documentation, World Heritage, intangible knowledge, knowledge transfer, climate action, adaptation, and a final round-table discussion with input from participations. The key-purpose of the round-table will be to establish ways forward, on how to keep vernacular and earthen architecture alive.
A publication with the paper’s proceedings, and the round-table notes, will be published in 2023.

International Seminar & Round-Table on:
Which future for vernacular architecture & earthen architecture?
Session 1: Preserving the Past
Vernacular documentation & World Heritage
Session 2: Valuing the Present
Intangible knowledge & knowledge transfer
Session 3: Preparing for the Future
Climate action & adaptation
Round-Table: Which future for vernacular architecture & earthen architecture?
Organisation:
DAMG-UPT | Department of Architecture & Multimedia Gallaecia at Portucalense University
CIAUD-UPT | Research Centre in Architecture, Urbanism & Design at Portucalense University
ICOMOS-Portugal
Framework:
VERSUS+ | Heritage for People
UNESCO Chair on earthen architecture, building cultures, & sustainable development.
Partnership:
UPV, Spain; UNIFI, Italy; UNICA, Italy; CRAterre-ENSAG, France.
Important information:
- Interested speakers should send an email to: ciaud-upt@upt.pt (no later than: May 15).
- The email should include: session title; paper title; authors; affiliation (institution, & country), and short abstract (max. 200 words).
- Organisers will respond: in the following three days, informing about the acceptance (or not) of the abstract.
- If the abstract is accepted: speakers will present their communication in Porto, on June 15 & 16.
- Speakers should submit: A 4 to 6 page paper should be send by July 7, 2023. Further instructions will be sent, following the acceptance of the abstract. The paper will be published in the Seminar proceedings following the event.
- Paper presentation and publication: Will be in English.
Several experts already confirmed their participation, so all the interested speakers should send an abstract, as soon as possible.

Construção em Terra, o Adobe de Aveiro_Ana Velosa














Construção em Terra, o Adobe de Aveiro
22 Abril, 2023
Por Ana Luísa Pinheiro Lomelino Velosa*
Sendo a terra um material de construção usado desde tempos ancestrais, devido à sua disponibilidade e facilidade de utilização, continua a ser utilizada na atualidade na execução de materiais de construção com uma forte componente ecológica.
A terra crua, sem recurso à utilização de processos de cozedura, é um material acessível que foi amplamente utilizado através dos séculos em obras emblemáticas tais como a Muralha da China, o Alhambra de Granada, a cidadela de Chan Chan, no Peru, ou a cidade antiga de Shibam, no Iémen, todas classificadas como património mundial pela UNESCO.
O uso da terra como material de construção compreende uma elevada versatilidade, sendo aplicável em várias técnicas construtivas para a execução de paredes. Embora as técnicas de construção em terra estejam muitas vezes associadas à arquitetura vernácula, é indubitável a sua utilização lata por diversos tipos de edifícios, englobando muralhas, estruturas monumentais e edifícios urbanos e rurais. De entre os vários tipos de construção em terra, destacam-se as paredes executadas com blocos de adobe, em taipa ou paredes de tabique, todas elas com ampla utilização em Portugal.
Aveiro situa-se numa zona onde não abunda a pedra e sendo prática o recurso da construção tradicional a materiais locais, até há algumas décadas atrás, o adobe foi o material de eleição para construções rurais e urbanas. Na região de Aveiro, a construção em alvenaria resistente de adobe teve grande relevância nos finais do séc. XIX, e primeira metade do séc. XX, decrescendo o seu uso até aos anos sessenta do século XX. O adobe de Aveiro é conhecido como “adobe de cal” devido à especificidade da sua composição, com base em agregados provenientes de areeiros locais e cal aérea. Foi empregue numa zona mais vasta que abrange a Murtosa, a norte, e a zona de Mira, a sul. Produzido por adobeiros, que garantiam uma produção em série e marcavam os seus adobes, tinha também uma componente de produção própria associada a fenómenos de auto-construção. No entanto, na proximidade de Aveiro, devido à presença de matérias-primas distintas, também foram executados adobes com lodo e fibras, com especial relevância na zona de Fermentelos, na vizinhança da Pateira de onde eram extraídos estes materiais.
Sendo os adobes de Aveiro, adobes de cal, seria sempre empregue cal aérea para a sua estabilização. Embora existam relatos da utilização de cal dolomítica, ou “cal churra” como era designada e isso fosse possível devido à proximidade de produção de cal com estas características, análise efetuadas ao adobe revelam preponderantemente o uso de cal cálcica. Também, devido à especificidade de serem “adobes de cal”, era empregue uma quantidade de cal viva significativa que se estima em 1 volume de cal viva para 3 ou 4 volumes de terra. A prática tradicional pressupunha o apagamento da cal juntamente com a terra, permitindo que a reação exotérmica se desse já com a mistura e eventualmente gerando uma maior coesão entre os materiais empregues. Esta necessidade de estabilização é adicionalmente motivada pelo facto de que a terra empregue para manufatura de adobes na região de Aveiro era extremamente arenosa e continha uma baixa fração argilosa.
A produção desenrolava-se entre os meses de maio e setembro e os adobes eram guardados durante um ano antes de se proceder à sua utilização. Este procedimento é fundamental em adobes de cal, pois permite a carbonatação do ligante e o endurecimento dos blocos com vista ao seu manuseamento e uso.

* Professora Associada com Agregação no Departamento de Engenharia Civil (DECivil) da Universidade de Aveiro.

Artigo publicado originalmente no site UA.pt. para assinalar o Dia Mundial da Terra e republicado em https://www.noticiasdeaveiro.pt/construcao-em-terra-o.../

05 maio 2023