segunda-feira, 29 de junho de 2009

Oficina de Construção com Terra_CdT_Abela_Santiago do Cacém

Uma vez mais a Oficina de Construção com Terra foi um sucesso!!
As inscrições esgotaram rapidamente, com um total de 24 formandos, compostos maioritáriamente por arquitectos, 3 engenheiros, 1 operário de construção e 1 profissional de cinema.
O interesse e o entusiasmo por estas técnicas de construção tem crescido de modo consistente em Portugal nos últimos anos e esta oficina vem comprovar isso mesmo.
Na primeira manhã (26), a oficina decorreu na sala da Biblioteca Municipal de Santiago do Cacém, onde a Arq. Teresa Beirão, presidente da associação Centro da Terra apresentou o panorama geral da Arquitectura de Terra em Portugal e noutros países, tendo de seguida Francisco Seixas da empresa Betão e Taipa apresentado a actividade desta empresa com sede em Serpa, especializada em construção em terra.

À tarde realizaram-se os testes e ensaios à terra sob a orientação da Arq. Catarina Pereira e prepararam-se as terras para as diferentes técnicas. Terminou-se o dia com uma visita ao Museu do Trabalho Rural da Abela.
No dia seguinte (27), realizaram-se as diferentes técnicas em dois grupos de trabalho, o Arq. Miguel Mendes desenvolveu com os formandos os adobes e os BTC's e a Arq. Teresa Beirão acompanhou a técnica da taipa.

Pela tarde houve convívio com habitantes locais que em tempos foram taipeiros e adobeiros e visitou-se um monte em ruínas num fim de tarde luminoso e fantástico. As pessoas não queriam que o dia acabasse. A conversa durou até à hora do jantar.
Segundo a organização, este foi um curso muito gratificante e ficou o desejo de se realizarem neste local mais acções de formação como esta.

Aqui ficam algumas fotografias para a posteridade.









quinta-feira, 25 de junho de 2009

Acção de Formação_Marrakech_Julho_2009

Durante este Verão, vai decorrer em Marrakech, dos dias 10 a 23 de Julho e de 25 de Julho a 07 de Agosto, uma acção de Formação em Preservação do Património construído em Marrocos.
Mais informação sobre esta acção organizada pela Escola Nacional de Arquitectura (através do PATerre Marrakech), em concertação com a União Rempart ENA França, a Inspecção dos Monumentos Historicos e Conservação do Pallais Bahia Palace, em Marrakech, está disponível aqui (clicar nas imagens).



Red Earth_David Gissen

Fazemos agora a ligação a uma interessante reflexão teórica de David Gissen, arquitecto, historiador e crítico de Arquitectura, no seu blog www.htcexperiments.org sobre diferentes perspectivas conceptuais de utilização contemporânea da terra.
Cruzando exemplos do recente livro Earth Architecture de Ron Rael com projectos experimentais, Gissen desenha uma ideia da terra afastada do senso comum, um conceito de material vivo, com alma, ao mesmo tempo forte, histórico, pobre, frágil, imaterial, associado à morte e à vida.

"
I always enjoy talking to my friend and colleague Ron Rael. Ron is the author of Earth Architecture, an excellent book that outlines the history and explores in-depth contemporary uses of earth in architecture.

Ron’s book is a book about design, but it’s also a powerful corrective to those commentators that view buildings made of earth, or the matter that constitutes earth buildings (mud, sand, gravel, soils), as primitive, poor, or crude. One of Ron’s points is that earth buildings have a far more complex history; describing earth matter as inherently “poor” is often just a way to tie specific practices to specific (often global southern) geographies and histories. As Ron notes, earth is free; but this does not suggest that it is a defacto representation of poverty. In more recent discussions, Ron describes earth as a type of infrastructure. In his narrative and case studies earth emerges as a material with far reaching technologies and representational implications.

Ron’s book is engaged with aesthetics, technology, and history; it’s less explicitly concerned with political problems. But in releasing earth’s denigrating associations with poverty, we are left with more than just “rich” earth; we arrive at a less denigrating poverty of earth that is tied more to the “common” than the geographically poor. When I consider free earth molded into something more than a representation of the poverty of those building with it, I begin to imagine it also being part of a terrapolitical structure — a “red earth.” This earth that may be at some base level “poor” but also open to a new image, much more than “not poor”.

In arguing for a red earth, I’m not arguing that earth holds an innate leftist proletarian politics in its chemical composition, nor am I completely arguing for the social construction of earth. I am arguing that our engagement with earth offers the possibilities for new liberatory ways of understanding space, that remain tied to earth’s commonness.

A powerful concept of red earth, tied to its ubiquity and free nature, might be found in the roots of much red thought — Marx himself. In his Critique of German Ideology, Marx understood earth (as concept and thing) as the base of political economic philosophy. In one of his most famous passages, he wrote “In total contrast to German [idealist] philosophy, which descends from heaven to earth, we here ascend from earth to heaven.” Marx saw earth (both soil and “the earth”) as the base of his philosophy because it was the defacto element that contained the material and ideological possibilities of society (its nourishment, production, and metaphysics). For Marx, earth contains the conditions of society by society. Earth not only delivers the grains grown by a farmer, but when a person digs his shovel into earth to grow something he or she becomes “a farmer.” When a person binds the earth into bricks he or she becomes “a builder.” The earth is social matter and structure, how we engage with it repeats existing structures and opens up new concepts.

Red earth also becomes red through its potential to release the history of the common, the poor, the defeated. Earth is an endless historical archive of tragedy that does not have to be nurtured, funded, or maintained (like most archives) to hold records of such tragedy. As an archive of social misfortune, our engagement with earth is a barometer of how we come to grips with our crimes. Murder, corruption, and lurking forms of power are hidden through manipulations of earth (from mass graves to buried toxic pits). But these things often reappear through manipulations of the earth.

What is the fascism and corruption that appears in contemporary film but a big earth-burying operation? The justice that often appears in film is a big excavation. Consider some of John Sayles recent films in which the bad guys bury their crimes and the good guys, quite literally, go into the earth to excavate those crimes. Or just about any film that explores genocide involves mass burials and excavations.

This more red earth, that is the condition of society and the history of society, appears in a few contemporary works of architecture. One of my favorite “earth” projects, The Irish National Pavilion is discussed by Ron in his book; it’s a project about history, denigration, and earth. Another more explicitly red project (not in Ron’s book) is the Open Air Cafe proposal by Manuel Herz, which I wrote about in my article “Debris” in the current issue of AA files (and that also appears in Subnature (along with the Irish Pavilion)).

In this latter project (see image here), Herz proposes excavating the ground of Cologne — site of one of the most notorious bombings during World War II — and heaping the mixture of earth and war debris (held within the earth of Cologne) over a series of concrete armatures for a park cafe. The war debris becomes a type of historical material that forces residents of Cologne to consider the history within earth and the conditions of a future nature in this particular city. It’s a proposal that enables us to see earth, the crimes it holds, and its potential representational structure in historical terms.

This brief discussion of a red earth builds on Ron’s observations. I think it also positions some ideas about earth differently from those concepts of earth and ground in either contemporary green or parametric design. Both of these latter movements see earth as an uncorrupted source of vitalism for a future architecture; an instrument of literal or digital vectors springing out of its surfaces. The earth of Herz (or the Irish Pavilion) is an earth examined (versus generalized); it’s an earth that is historical without being historicist; and it offers us images of earth as both life and violence against life, versus a more flippant vision of life and beauty."

By David Gissen in Red Earth June 5, 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

Oficina de Bioconstrução_PERIFERIAS 09



No decurso do PERIFERIAS 09, III Encuentro Internacional de Cerámica em Nigrán, a decorrer entre 13 e 18 de Julho de 2009, no Colégio Panxón (Pontevedra) vai realizar-se uma Oficina de Bioconstrução, consequência da preocupação pelo aproveitamento de recursos e o meio ambiente, associado ao entusiasmo actual pela terra no sector cerâmico na Galiza.

O Arq. Iñaki Alonso (ver mais aqui) guiará este curso de construção tradicional e novas técnicas, centrando-se na construção com terra crua, sobretudo na sua modalidade mais acessivél: o adobe e a taipa.


Preço do curso: 300 € (inclui 5 refeições e seguro)

A página do PERIFERIAS 09 facilita informação sobre a organização, alojamentos e fotos de anteriores encontros.

Ficha de inscrição aqui.
Informações e contactos do PERIFERIAS 09:
628781587

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Oficina de Construção com Terra_CdT_Preparação



Porque temos uns amigos infiltrados muito bem relacionados junto da organização da Oficina de Construção com Terra, que se vai realizar em Santiago do Cacém já nos dias 26 e 27 de Junho, conseguimos umas fotografias inéditas da preparação e montagem da mesma e que aqui mostramos para aguçar a vontade de quem vai participar e divulgar a quem ainda não ouviu falar.


Local de recreio da Escola onde decorrerá a Oficina



Ensaios preliminares com diferentes tipos de terra



Assim sendo, ficam desde já TODOS convidados a passar pela Escola Primária da Cova do Gato na Freguesia de Abela (ver mapa aqui), mesmo aqueles que não vão pôr as mãos na terra, para ficarem a conhecer o trabalho desenvolvido durante a Oficina, e no caso de aparecerem no Sábado à tarde, participarem num convívio com habitantes da zona que noutros tempos fizeram construção em taipa e que assistiram a obras com terra no Concelho.
Apareçam! Venham passear pelo Alentejo e conhecer o que é a Construção com Terra!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Apresentação_Hubert Guillaud_Tierra2001


Construção em Terra no Vale das Rosas, em Marrocos (c) Xavier Fabre

Postamos aqui um excerto introdutório da apresentação pelo Professor-Arquitecto Hubert Guillaud, Director científico do CRATerre-EAG, no Congresso TIERRA: CONSTRUCCIÓN, RESTAURACIÓN em Valladolid, Espanha, em Maio de 2001 .
A apresentação está em Espanhol e o tema é « La conservación y el restauro de las arquitecturas de tapial : métodos, diagnostico y tipologia de las intervenciones ». Divulgamo-la pela sua clareza e para introduzir a temática da Recuperação de Estruturas em Terra de que falaremos nos próximos posts.

"La cuestion crucial del mantenimiento y de la conservación de las culturas constructivas y arquitecturas de tierra

En todo el mundo existe un riquísimo y vasto tanto como mucho diverso patrimonio arqueológico-arquitectónico construido con tierra.
Tal situación suggiere un enorme esfuerzo en la conservación, restauración o rehabilitación de esta herencia excepcional. Podemos considerar la dimensión de la tarefa, verdaderamente colosal, si tomamos en conto todas las declinaciones del uso de la tierra en construcción y la tipología arquitectonica mucha ámplia cubriendo ciudades históricas enteras, sitios monumentales, arquitectura vernácula en regiones rurales, paisajes culturales, superficies decoradas, así como la variedad de las culturas constructivas y la complejidad de los sistemas constructivos.

Si la tierra es utilizada por milenios desde la antiguëdad en muchas regiones del mundo, uso universal que llegó a traves de los tiempos hasta hoy, si sabemos que muchas partes del mundo pueden siempre manifestar practicas vivas de construcción con tierra, sabemos también que la mayor parte del saber hacer en las prácticas de mantenimiento o de construcción ha desaparecido, particularmente en regiones desarrolladas que han quasi totalmente eradicado estas culturas milenarias.

Sin embargo, la importancia del patrimonio arquitectónico de tierra, su valor cultural y social como su valor económica vinculada a un mercado real o potencial de conservación, restauración o rehabilitación exige competencias profesionales para actuar. Porque lo que vemos considerando las practicas de conservación, en su mayoría, es dramático. De facto, muchas veces, las intervenciones no tienen conto de los carácteres específicos del material tierra, de los sistemas constructivos y del diseño arquitectónico próprio.

Excepcionalmente, cuando se actua sobre un patrimonio histórico, las practicas estan mejores por tanto que existe la competencia. Pero esto tipo de situación privilegiada es muy rara y constatamos una falta dramática de estas competencias que sea en el dominio profesional de la conservación arquitectónica como en el sectore de la construcción actual. Lo que vemos es restauración muy féa con el uso del hormigón armado o con bloques de hormigón, con repellos de cemento, con una carencia dramática en la realización previa de un diagnóstico analizando las patologías e integrando no unicamente los aspectos y criterios técnicos pero también los factores de los entornos físicos, climáticos, sociales y culturales que son también en la origen de problemas y degradaciones mayores.


Conjunto de edifícios em "pisé" (taipa), Saint Trivier, Moignans, em França

Así para hoy y para el futuro, la regeneración del saber hacer y de la competencia profesional es un reto crucial. Tan crucial que el interés por el estudio y la conservación de las arquitecturas de tierra, también si es creciendo, esta siempre reciente. No existe una amplia « toma de conciencia » de la parte de la comunidad profesional dedicada a la conservación o a la construcción. Esto interes se ubica en medios sensibilizados que son privilegiados, más a nivel científico o académico que a nivel profesional.
El reto de la actualización de las culturas constructivas de la tierra, para la conservación como para la construcción nueva es claramente vinculado al desarrollo más amplío del campo de estudio de las arquitectura de tierra, al reconocimiento de esto campo como una disciplina o como una ciencia y necesita el desarrollo de programas integrados de formación académicas, de capacitación profesional, de investigación, de aplicación en muchos más proyectos demostrativos y de difusión de los conocimientos científicos como técnicos relacionada a una dynamización de la concientización.

Esto reto es también mucho importante a nivel cultural si consideramos la pertinencia de un desarrollo sostenible que debe favorecer el transfero transgeneracional de la biodiversidad y de la tecnodiversidad para contraponerse a los devastadores efectos, ya patentes, de la transculturación en materia de arquitectura y en otros dominios en muchas regiones del mundo donde existe una herencia de excelencia de la arquitectura de tierra expuesta a un riesgo de desaparición rapida si no actuamos para crear y consolidar las condiciones culturales y sociales, técnicas, económicas y legales, también políticas adecuadas.

En favor de estas perspectivas podemos considerar que quizás, la conservación del patrimonio construido con tierra tendrá inevitablemente que pasar por la promoción del « nuevo ». Pero solamente una modernidad basada en el profundo conocimiento y consideración de la historia, así como de las tradiciones especificas y de los saber hacer locales parece ser factible y viable. (...)"

Workshop e Seminário sobre Arquitectura em Terra_Angola

Esta notícia foi-nos enviada por um bom amigo angolano, também ele empenhado e interessado pelas soluções de construção sustentável.
Obrigado Mário.

"A fim de prestigiar a conclusão das obras do Centro de Formação em Artes e Ofícios (CEFAO), o Centro de Estudos do Deserto (CE.DO), realiza em Njambasana Kuroka, Município do Tombwa, Província do Namibe, entre 27 de Julho e 1 de Agosto um Workshop e Seminário sobre Arquitectura em Terra destinados a pessoas interessadas nestas tecnologias e em particular aos membros das comunidades vizinhas.
A construção em terra é a técnica construtiva mais antiga e mais amplamente utilizada pelo Homem em todo o Mundo. Ultimamente, preocupações económicas e ambientais elegeram a terra como uma alternativa de construção corrente em betão armado, económica e ambientalmente mais sustentável.
Uma relação estreita entre os conhecimentos adquiridos ao longo de uma experiência milenar do uso deste material e o recurso às novas tecnologias para a sua aplicação, têm demonstrado uma abordagem conscienciosa e sábia sobre estas matérias.
Várias experiências têm sido preconizadas por diversos países, demonstrando a sua viabilidade, não havendo ainda conclusões e certezas de aplicação universal, uma vez que se atravessa uma fase de grande experimentação. A taipa e o adobe são as principais técnicas utilizadas, destacando-se no meio de dezenas de técnicas que se diferenciam de acordo com especificidades locais e regionais.
É neste sentido que o Centro de Estudos do Deserto CE.DO, realiza um workshop no qual especialistas na matéria e outros técnicos interessados irão compartilhar as suas experiências e debater as formas de divulgar o uso desta tecnologia em apoio aos esforços do Governo na construção de um milhão de habitações até 2012, procurando ultrapassar preconceitos enraizados contra este tipo de construção.
Em paralelo irá decorrer também um seminário que visa esclarecer os membros das comunidades locais para o interesse que esta tecnologia oferece como forma de melhorar as suas condições de habitação e capacitá-los para a sua utilização. Esta acção não visa substituir a habitação tradicional das populações pastoris, ecologicamente conforme s condições económicas e sociais das suas culturas, mas promover uma melhor qualidade de vida, no que respeita à habitação, nas aldeias e periferias urbanas.
Várias raízes apontam a Arquitectura de terra como o modelo de construção mais adequado para esta região:
- As construções em terra têm técnicas construtivas relativamente simples, utilizando matéria-prima local e poucos recursos energéticos.
- As matérias-primas principais são: a terra (argila e areia), a palha e a água.
- São matérias-primas abundantes, estando disponíveis em praticamente todas as localizações onde existe a presena humana;
- O sistema construtivo utilizado para as construes em terra econmico: implica baixos custos de transporte, tem um bom comportamento trmico, pode recorrer a mão-de-obra pouco especializada e permite prazos de execução de obra muito curtos;
- Os materiais são ecológicos pois utilizam recursos abundantes na natureza e não carecem de processos de transformação das matérias-primas que recorram a meios energéticos dispendiosos,
- É reciclável, e reutilizável, incombustível e não tóxico. Deste modo a imputação dos custos de impacto ambiental neste sector da construção tornam esta tecnologia privilegiada entre as outras, pelo que o CE.DO, opta pela sua divulgação e estudo, como uma premissa de desenvolvimento. "

PROGRAMA

26.7 Dom.

Viagem Luanda-Namibe
Chegada a Njambasana
Acomodação dos participantes

27.7 Seg.
09h00/14h00 Início do workshop: "A Arquitectura em Terra: uma aposta no desenvolvimento"
15h30/17h00 Tarde cultural

28.7 Ter.
09h00/16h00 Continuação do workshop
16h30/17h00 Encerramento das actividades do workshop

29.7 Qua.
08h00/16h00 Início do Seminário sobre construção em terra

30.7 Qui.
08h00/16h00 Continuação do Seminário

31.7 Sex.
08h00/16h00 Continuação do Seminário

01.8 Sab.
08h00/14h30 Encerramento do Seminário
15h00 Almoço de confraternização

02.8 Dom.
Regresso dos participantes a Luanda

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Entrevista na TSF sobre Arquitectura de Terra

Esta mensagem chega-nos pelas ondas radiofónicas da TSF!
Por isso preparem todos os transistores, que dia 22 de Junho, segunda-feira, entre as 15 e as 16h, no programa Mais Cedo ou Mais Tarde, vamos ouvir falar de Arquitectura de Terra.
O apresentador João Paulo Meneses vai estar à conversa com o Arq. Miguel Mendes, vice-presidente da associação Centro da Terra, para falarem de experiências e alternativas no domínio da construção em Portugal.

É possível gravar e ouvir a entrevista no podcast do programa aqui.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Oficina de Construção com Terra Crua_CdT_Junho 2009


A Associação Centro da Terra em parceria com a Câmara Municipal de Santiago do Cacém e o Núcleo do Alentejo Litoral da Ordem dos Arquitectos vai realizar uma oficina Teórico-Prática de Construção com Terra, nos dias 26 e 27 de Junho, que aqui aproveitamos para divulgar.

O Preço da Oficina é:
80€ para Público Geral
60€ para Estudantes e Sócios da Associação Centro da Terra
Todas as questões referentes à Oficina encontram-se nos documentos que seguem em anexo.

Organização
Câmara Municipal de Santiago do Cacém
Junta de Freguesia da Abela
Núcleo da Ordem dos Arquitectos do Litoral Alentejano

Coordenação
Arqtª Teresa Beirão
Arqtº Miguel Mendes

Duração – 12 horas

Data e Local - 26 e 27 de Junho de 2009
Biblioteca Municipal de Santiago do Cacém
Escola Primária da Cova do Gato, Freguesia da Abela

Pré-inscrições
A enviar por e-mail para cguerreiro@cm-santiagocacem.pt ou por fax para o número 269 829 799 até ao dia 20 de Junho.

Inscrições
O número de participantes é limitado a 20 vagas aceites por ordem de recepção da pré-inscrição.
Confirmação da inscrição por telefone para a Câmara Municipal de Santiago do Cacém para o número 269929790.

A inscrição inclui almoço e cafés.

Objectivos da Oficina
Adquirir conhecimentos sobre as técnicas de construção em terra crua –adobe, taipa e BTC’s (blocos de terra comprimida) - e ensaios possíveis de realizar, com o objectivo de comprovar as características e aspotencialidades destas técnicas para a construção.

Para mais informações ou esclarecimentos contactem o CdT (em breve com Novo Site!) pelo mail info@centrodaterra.org.

Agora que já ouviram falar de Construção com Terra, está na hora de Experimentar!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Arq_Terra_Odeceixe_Arq. Henrique Schreck


Cabo Sardão, Costa Vicentina

Visitámos há umas semanas, na companhia do Arq. Henrique Schreck, uma das suas mais recentes obras, uma pequena e simpática moradia de férias próximo de Odeceixe, para um jovem casal com duas crianças, que vive e trabalha na zona de Lisboa.
Foi para nós uma agradável surpresa, primeiro porque não conheciamos ainda Odeceixe e esta zona sul do Litoral Alentejano, mas sobretudo, e em relação à moradia visitada, pela simpatia com que fomos recebidos pelos donos da casa, pela beleza simples dos espaços construídos e a utilização inteligente dos materiais locais.
Voltámos para Lisboa com uma vontade enorme de regressar e colher mais da experiência de construção em taipa e adobe e dos ensinamentos sobre estas técnicas.
Deixamos aqui algumas fotografias da nossa visita.