terça-feira, 26 de outubro de 2010

Casa em taipa vence Concurso da Trienal de Arquitetura de Lisboa

A Trienal de Arquitetura de Lisboa divulgou recentemente os vencedores do concurso "Casa em Luanda: pátio e pavilhão", organizado em parceria com a Trienal de Luanda, e o vencedor é...uma casa de taipa!!

O projecto vencedor foi desenvolvido pela equipa liderada pelo arquitecto português Pedro Sousa e formada ainda por Tiago Ferreira, Tiago Coelho, Bárbara Silva e Madalena Madureira.
Muitos parabéns a toda a equipa!!
Interior do pátio
O concurso propôs a criação de um pátio, com baixo custo de construção, destinado a famílias de baixa renda constituídas por sete a nove pessoas. O sistema de construção teria que privilegiar a lógica de sustentabilidade, podendo considerar-se a execução em fases ou até mesmo a auto-construção por parte dos seus futuros moradores, além de utilizar sistemas, práticas e materiais correntes da arquitectura local.

A equipa vencedora desenvolveu uma habitação em taipa de pilão, composta por seis pátios ligados por um corredor central e que se relacionam com as diferentes funções da casa, como a cozinha, sala, banheiro e quartos.

Vista a partir da sala do pátio

Segundo os arquitectos, o projeto define "uma casa onde o interior comunica permanentemente com o exterior. Um interior íntimo e protegido, onde cada membro da família pode ter a sua privacidade e autonomia." A escolha de somente um material para a construção da casa vem da ideia de que a riqueza e diversidade da proposta ficassem evidentes na riqueza da tipologia, do espaço e da luz, e não na diversidade de materiais.

Concepção do projeto

O projecto vencedor, juntamente com os outros 30 finalistas, está em exposição desde o 9 de Outubro, na trienal de Lisboa, que acontece até o dia 16 de janeiro de 2011.

Pátios ligados por corredor central

Vencedores:

1º Lugar
Coordenador: Pedro Sousa (Portugal)
Equipa: Tiago Ferreira, Tiago Coelho, Bárbara Silva e Madalena Madureira

2º Lugar
Coordenadora: Cristina Peres (Portugal)
Equipa: Diogo Aguiar, Teresa Otto, Tiago Rebelo de Andrade

3º Lugar
Coordenador: Pablo Allen Vizán (Espanha)

4º Lugar
Coordenador: João Navas (Portugal)
Equipa: Fernando Reis Martins, Filipe Zumáran, João Ribeiro da Fonseca, Eduardo Viana, Luís Leocádio

Menção Honrosa
Coordenadores: Julian Restrepo e Pablo Forero (Colombia)
Equipa: Maria Buenahora, Manuela Mosquera e Carlos Lince

Tijolos de Terra com fibras de lã


Tijolos de terra com lã.
(Créditos da fotografia: Galán Marín et al.)

Investigadores espanhóis e escoceses acrescentaram fibras de lã à terra argilosa utilizada para fazer tijolos e combinou-os com um alginato, polímero natural extraído de algas marinhas.

O resultado das experiência é a criação de tijolos mais resistentes e "amigos do ambiente", de acordo com o estudo publicado recentemente na revista Construction and Building Materials.

"The objective was to produce bricks reinforced with wool and to obtain a composite that was more sustainable, non-toxic, using abundant local materials, and that would mechanically improve the bricks' strength," Carmen Galán and Carlos Rivera, authors of the study and researchers at the Schools of Architecture in the Universities of Seville (Spain) and Strathclyde (Glasgow, United Kingdom), said.

The wool fibres were added to the clay material used in the bricks, using alginate conglomerate, a natural polymer found in the cell walls of seaweed. The mechanical tests carried out showed the compound to be 37% stronger than other bricks made using unfired stabilised earth.

The study, which has been recently published in the journalConstruction and Building Materials, was the result of close collaboration between the British and Spanish universities. The clay-based soils were provided by brick manufacturers in Scotland, which was also the source of the wool, since the local textile industry cannot use everything it produces. "The aim was to produce a material suitable for adverse climatic conditions, such as the specific ones in the United Kingdom," the authors explain.

Advantages of environmentally-friendly bricks

The researchers studied the effect of reinforcing various soil types with sheep's wool, and arrived at various conclusions. "These fibres improve the strength of compressed bricks, reduce the formation of fissures and deformities as a result of contraction, reduce drying time and increase the bricks' resistance to flexion."

This piece of research is one of the initiatives involved in efforts to promote the development of increasingly sustainable construction materials. These kinds of bricks can be manufactured without firing, which contributes to energy savings. According to the authors: "This is a more sustainable and healthy alternative to conventional building materials such as baked earth bricks and concrete blocks."

Untreated clay was one of the earliest building materials to be used by humankind. The oldest examples of this can be found in houses in the Near East dating from between 11,000 and 12,000 years ago. Earthy material mixed with plants and pebbles to make them stronger has also been found in certain archaeological deposits from 1400BCE in Sardinia (Italy).

"

Journal References:

  1. Galán-Marín. Effect of Animal Fibres Reinforcement on Stabilized Earth Mechanical Properties. Journal of Biobased Materials and Bioenergy, 2010; 4 (2): 121
  2. C. Galán-Marín, C. Rivera-Gómez y J. Petric. Clay-based composite stabilized with natural polymer and fibre.Construction and Building Materials, 2010; 24 (8): 1462

Fonte: Plataforma SINC. "Bricks Made With Wool."ScienceDaily 6 October 2010. 26 October 2010 http://www.sciencedaily.com/releases/2010/10/101005085503.htm

Inauguração_Sede da Associação Centro da Terra_30 Out.2010



Data: Sábado, 30 de Outubro, pelas 16h00
Local: Antiga Escola Primária da Cova do Gato, Freguesia da Abela – Santiago do Cacém

PROGRAMA

Início pelas 16h00

– Acto Inaugural

– Descerramento de placa/lápide;

– Alocução pela Arqta. Teresa Beirão, presidente da associação CENTRO DA TERRA;
– Palestra “A Construção em Terra em Portugal” – pelo Arqto. Fernando Pinto, presidente da Assembleia Geral da associação CENTRO DA TERRA;
– Projecção Multimédia – Historial da acção da associação CENTRO DA TERRA;
– Exposição de equipamentos e utensílios para a construção com Terra
– Exposição de fotografia "Fotografias de Terra";
– Exposição e venda de livros sobre Arquitectura de Terra
– Beberete com produtos gastronómicos da Região do Alentejo

A associação agradece toda a divulgação do evento e convida todos os sócios e amigos a estarem presentes no dia 30, na Cova do Gato!