sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Património Arquitectónico em terra crua_Região de l'Isère_França

Património Arquitectónico em terra crua da Região de Isère, em França.
Earthen Architectural Heritage from Isère, France.

























Direitos das fotos
Photo Copyrights : Inés Hau Spinosa

Paulo Costa “O equilíbrio construtivo da arquitectura actual através da terra crua e da taipa”, FAUP, Porto, 2010

“Sabe-se hoje que a forma de arquitectura mais universal, acessível a uma grande parte das populações, e provavelmente uma das mais antigas foi e é aquela que utilizou e utiliza a terra como material de construção.
O barro e os materiais vegetais entrançados terão sido, juntamente com alguma pedra, formas elementares de estruturar um abrigo. Mas outros modos haveriam de ocorrer, quer os baseados na taipa (terra prensada dentro de cofragens), quer no adobe (blocos secos ao sol), quer ainda no tabique (estruturas de madeira em engradado, preenchidas com barro).
Todas essas formas de construir existiram em Portugal e interessaram a vários estudiosos, embora não tanto como se impunha, sobretudo num país onde as formas vernáculas de viver e de habitar tenderam a uma modernização muito rápida nas últimas décadas.
Com o advento do Modernismo, a terra foi marginalizada enquanto material de construção.
O seu baixíssimo impacto ambiental, as excelentes propriedades térmicas, plásticas e construtivas são contudo verdadeiramente notáveis e nos últimos anos tem-se assistido a um grande incremento no interesse por esta temática. Tal nota-se inclusivamente em dois extremos (aparentemente) opostos: a consciência de que a arquitectura em terra é mais ecológica e que é menos dispendiosa, podendo produzir obras inovadoras de grande qualidade e conforto.
Numa época em que, por mais gasta que a palavra esteja, é fundamental falar de sustentabilidade em todos os campos da actividade humana, constata-se que as novas respostas construtivas para o habitat humano continuam a ser convencionais ou convencionadas por um mercado vasto e agressivo que é o dos materiais de construção industriais.
Seja por necessidade, seja por opção, a terra crua é um material que se afirma no horizonte do futuro de uma construção mais sustentável.”

in COSTA, Paulo, “O equilíbrio construtivo da arquitectura actual através da terra crua e da taipa”, FAUP, Porto, 2010

Aplicação de Btc´s_Tabiques | Paredes Interiores_Pavimentos






























Fonte das fotos: Franz Volhard http://www.schauer-volhard.de

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Reciclagem_terra crua

Reciclagem_terra crua
Utilizada na construção, uma terra argilosa pode ser reciclada indefinidamente, através de diversas tecnologias construtivas, produzindo novas formas e soluções arquitectónicas.
Esta capacidade contínua de plasticidade, modelação, endurecimento e resistência são algumas das principais características deste material, visíveis através da sua estrutura microscópica lamelar (ver imagem), tendo apenas como ligante natural a água da humidade presente no material.

Recycling_raw earth
Used in construction, a clay soil can be recycled indefinitely, through diferent construction technologies, producing new forms and architectural solutions.
This continuous ability of plasticity, modulation, hardness and resistance are some of the principal characteristics of this material, visible through the microscope lamellar structure (see image), having only the moisture present in the material as a natural binder.



Caulinite Kaolinite,
foto retirada de:
photo taken from: Anger / Fontaine: Batir en Terre, www.editions-belin.com. 2009 p.159

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

EBUK 3rd Anual Conference & AGM 1-2 February 2013











Find out more about the conference:



The EBUK Conference is a chance for a wide diversity of voices to be heard, from larger contractors to smaller builders, academic experience to meet industry testing norms, designers changing the face of earth structures, to the conservationists with practical experience of what works and lasts from the past. The EBUK conference is also the place to find out more about companies making products and the networks of trainers passing on skills for the future.
Session 1.Perspectives and research
Context of building with Earth. Prof. Peter Walker.
Current research on rammed earth (Short papers, Q&A).
The Optimum Moisture Content of Rammed Earth. David C. Okoronkwo University of Wolverhampton.
An objective assessment of methods for determining the optimum water content of rammed earth. Jonathan C. Smith & Charles E. Augarde. University of Durham.
An introduction to ecocork for earth building. Mike Wye & Associates.
The Requirement for Modern Earth Masonry. Daniel Maskell, University of Bath.
Session 2. International.
Perspectives on building with earth. Rowland Keable
Is Earth as a building material could be the sustainable solution to control the housing crisis of urban poor in Greater Khartoum? Amal Balila, University of Reading, UK.
Gundtvig & DEBA. Linda Watson, University of Plymouth
An introduction to Earthbag construction. Paulina Wojciechowska. earthhandsandhouses, UK.
Lunch break
Session 3. Building with earth
3 r’s of sustainability. Prof Tom Woolley
Understanding energy conservation in Traditional Construction. Carol Ryan. Conservation & Design Officer North Dorset District Council
Recent work in Cob – The Rosemoor Shelter. J & J Sharpe Construction.
An exceptional new cob building. Kevin McCabe. Build something beautiful
The Art of Cob. Jackie Abbey & Jill Smallcombe. Abbey and Smallcombe.
Lincolnshire mud and stud, a vernacular building style. Rob Ley. Mud and Stud Construction.
Earth Building Traditions in Scotland: Conservation and Repair; Materials and Methods…….In celebration of diversity. Becky Little. Little and Davie Construction.
The Transition movement and the potential of local building materials. Rob Hopkins.
17.30. Conference conclusion
Please see online for more information on our speakers.
Conference booking.
You can book online and pay via paypal – this allows us to streamline conference bookings and is simple and easy to use. Please note you do not need to have a paypal account.
Please note this is a non-residential conference – though those travelling some distance, or wishing to attend the post conference tour may be looking for accommodation at Dartington Hall. See the EBUK website for more details.
Post conference tour (2/2/2013).
More information shortly – a self-guided tour of local buildings, culminating in a visit to Mike Wye and Associates.

Other news and events of interest
26th November 2012. Earth Conservation Approaches in Practice - Earth building workshop, Holbourne Museum, Bath.
1st December 2012. World Heritage for Tomorrow. University College London.
12th December 2012, Green Infrastructure for Ecosystem Services in the Built Environment http://reset-development.org/#
13th December 2012. ICOMOS Christmas Lecture: Timbuktu Under Threat. 6.30pm - The Gallery, 70 Cowcross Street, London EC1M 6EJ

Oficina sobre construção em adobe_Oliveira do Bairro_16-17 Dez. 2012









 
No âmbito da programação da Arq. OUT, que se estende no concelho Oliveira do Bairro para o próximo mês de dezembro, dias 16 e 17, haverá uma OFICINA sobre construção em adobe "Construção em terra crua (taipa ou adobe)", organizada pela Arq. Olga Santos e orientada pelo Arq. Paulo Costa.
A participação é gratuita e as inscrições poderão ser feitas até sexta-feira, dia 12 de dezembro 2012 para a Biblioteca Municipal.
+ info Biblioteca Municipal 234 740 330/ 939951072

OFICINA DE CONSTRUÇÃO EM TERRA CRUA (TAIPA e ADOBE)
Esta Oficina introduzirá os conceitos base às técnicas de construção em terra crua, por via da construção de uma parede em taipa e/ ou adobes abordando outras técnicas ecológicas complementares. Numa perspectiva «faça você mesmo», será construído um objecto escultórico, de carácter didáctico, utilizando técnicas [ecológicas] tais como: edificação de muros em taipa e em adobe e argamassas naturais.

Objectivo/ Missão
Introdução aos conceitos teóricos e ferramentas práticas associadas à construção com terra crua dotando os participantes dos conhecimentos básicos e consciência sobre tecnologias tradicionais e potencialidades dessa vertente da construção a partir de um modelo didáctico já testado de carácter essencialmente prático.
Sensibilização da população sobre as vantagens ambientais na optimização dos recursos naturais e neste tipo de construção acrescentando-se ainda vantagens para os habitantes dos edifícios em terra crua.
A terra, devido à sua elevada higroscopicidade e inércia térmica, proporciona níveis de conforto climático interiores muito superiores ao da construção em alvenaria de tijolo corrente. O conforto climático atingido nas habitações em terra crua proporciona, por sua vez, um ambiente interior saudável, pelo que este tipo de construção, quando associada a boas soluções de ventilação e aquecimento passivos, contribui para uma melhor saúde na habitação.

1º dia
Utilização da pedra na estrutura de fundação para construções em terra
Marcações no terreno
Contacto com ferramentas e materiais
Introdução, especificidade e diversidade da construção com terra
O Taipal e as ferramentas da taipa
Identificação, análise e ensaios de solos para construção em terra
Fabrico de adobes
Tarde
Início da construção com os participantes

2º dia
Continuação da construção com os participantes
Aplicação dos adobes, se estiverem suficientemente secos.
Acabamentos.
Conclusões e debate

Escola de Artes Plásticas_Oaxaca_Mauricio Rocha


































Escola de Artes Plásticas em Oaxaca, pelo gabinete de Arquitectura - Mauricio Rocha
The School of Visual Arts of Oaxaca by Taller de Arquitectura-Mauricio Rocha




“We often think of sustainability in terms of high-tech solutions and it isn’t possible for everyone in the world to have high-tech solutions. That’s exclusive, which isn’t sustainable. Building with earth, you can have a lot of people involved – it’s about communities too.”

Anna Heringer











Testing of different earth mixtures: hands-on tests besides theoretical background-informations are vital to understand the characteristics of the material.

Photos from the Workshop on Modern Earthen Structures and Sustainable Architecture
Dhaka, 17th - 29th March 2009
Jointly organized by: Institute of Architects Bangladesh (IAB) and the Housing and Building Research Institute Bangladesh (HBRI) and BASEhabitat/ University of Art Linz

Fotos_ARMA: Workshop I - "Argamassas e Revestimentos - A Sua Utilização no Mundo Antigo"

Aqui ficam algumas fotografias tiradas durante o ARMA: Workshop I - "Argamassas e Revestimentos - A Sua Utilização no Mundo Antigo", que decorreu no passado dia 27 de Outubro de 2012, no Museu Monográfico de Conímbriga.
Aqui ficam também os nossos parabéns à organização do evento TerraFirme/CAA, ao Museu Monográfico pelas suas excelentes condições para eventos deste género, ao nosso companheiro de formação Fradical que abordou na parte prática os rebocos e argamassas, e sobretudo o nosso agradecimento aos participantes do workshop pelo seu entusiasmo,  interesse pelos temas abordados e a boa disposição ao longo do dia.









 






domingo, 18 de novembro de 2012

Archivo_El País_Jaime Millas Valencia_16|Nov|1983

Abierta en Valencia la exposición de 'Arquitecturas de tierra', organizada por el Centro Gorges Pompidou

Jaime Millas Valencia 16 NOV 1983
 
La exposición Arquitecturas de tierra, del Centro Georges Pompidou, de París, quedó inaugurada el pasado lunes, tras la visita que realizaron el ministro de Obras Públicas y Urbanismo, Julián Campo, y el presidente de la Generalitat valenciana, Joan Lerma. Organizada por el Ayuntamiento de Valencia en el salón de Columnas de La Lonja, cuenta con el patrocinio del MOPU, Centro Georges Pompidou, diputación provincial y Generalitat valenciana.
Después de su permanencia en España, y tras un periplo por países de Europa y norte de África, Arquitecturas de tierra cruzará el Atlántico para iniciar su ruta americana. Se trata de una exposición que ha despertado gran interés en las ciudades donde se ha presentado a lo largo de los dos años que cuenta, porque integra la tradición de la arquitectura de tierra -en la doble modalidad de adobe y tierra pisada- con su valor moderno, al adoptarse para proyectos actuales por suponer ahorro de energía y reencuentro con los materiales nobles y pobres procedentes de la naturaleza. En el Reino Unido, donde todavía no se ha visto, el catálogo de la exposición es uno de los libros más vendidos. Al menos 10.000 años tiene esta arquitectura, que se empleó en Mesopotamia y Egipto, en las civilizaciones romana y musulmana, y en Asia, entre monjes budistas y emperadores chinos.
Con tierra sin cocer se construyó la torre de Babel, de la que no quedan vestigios, y largos tramos de la muralla china. Siglos después, durante la segunda guerra mundial, también el Ejército norteamericano hizo uso de la tierra para construir presas, almacenes y pistas de aviación, por sus propiedades defensivas.
Jean Dethier, arquitecto responsable de la muestra y adscrito al Centro Georges Pompidou, asegura que no pretende hacer arqueología del pasado. "Hay que tomar conciencia de la raíz histórica conociendo la tradición", afirma. "Pero esta exposición pretende, ante todo, plantear una renovación y nuevo uso de la arquitectura de tierra como alternativa para solucionar la crisis de la energía". Habitualmente se parte, de prejuicios sobre la tierra (pobre, poco resistente, poco sólida), que, en opinión de Dethier, son desmentidos por la propia exposición. "La tierra es un material con el que se han construido viviendas de cuatro o doce pisos, iglesias o edificios públicos resistentes, con gran economía presupuestaria".
En el caso de España, la tierra estuvo presente en obras de los romanos, en la Alhambra (donde los organizadores quieren reponer la exposición), en la antigua ciudad de Sagunto (Valencia), incluso en proyectos del Ministerio de Obras Públicas de principio de siglo, según atestigua Jean Dethier. "Los más viejos edificios de EE UU fueron realizados en tierra por españoles. El palacio de Santa Fe y la iglesia del mismo nombre, en Nuevo México", asegura el arquitecto francés, que ha trabajado seis años en Marruecos con la ONU.
La exposición subraya la importancia de esta arquitectura en el cambio social operado con la Revolución Francesa, en 1789; el arquitecto François Cointeraux, artífice de casas para tres niveles sociales distintos -obreros, burgueses y aristocracia-, fue el teorizador del uso industrial del adobe y de la tierra pisada. Este combate cultural lo siguió un siglo después el arquitecto egipcio Hassan Fathy.
Arquitecturas de tierra plantea una reinserción actual de las arquitecturas tradicionales en la cultura propia de cada comunidad. "Francia no tiene nada que vender con esta exposición", afirma Dethier. "Propone una polémica para que cada país la adopte".
Fonte: El País

Edificios y Conjuntos de Arquitectura Popular en Castilla y León | José Luis Sáinz Guerra

Edificios y Conjuntos de Arquitectura Popular en Castilla y León | José Luis Sáinz Guerra.
 


 
 
 
 
 
 
 
 
  

 
 
 
 
 
Autor:
José Luis Sáinz Guerra
Descripción:
Publicación electrónica elaborada a partir de la información obtenida en los trabajos de documentación de bienes inmuebles integrantes del patrimonio etnológico en el conjunto de la Comunidad de Castilla y León.
Este proyecto promovido por la Dirección General de Patrimonio Cultural se inserta en las acciones previstas en el Plan Sectorial del patrimonio etnológico del Plan PAHIS 2004-2012 y ha sido ejectuado técnicamente bajo la dirección de un equipo de profesores de la Universidad de Valladolid, adscritos al Departamento de Urbanismo y Representación de la Arquitectura y al Laboratorio de Fotogrametría, de la Escuela Superior de Arquitectura, contanto con un amplio número de colaboradores de esa institución y de profesionales externos.
El proyecto se integra en un Sistema Territorial de Patrimonio global de inmuebles y lugares integrantes del Patrimonio Etnológico en los diferentes espacios territoriales de Castilla y León, que incluye la realización de estudios y trabajos de documentación, la planificación de intervencíones y la gestión de este diverso y complejo conjunto patrimonial.
Los objetivos específicos han sido:
- Identificar, seleccionar y documentar un conjunto de bienes inmuebles integrantes del Patrimonio Etnológico, representativos de los diferentes espacios territoriales y modos de vida agropecuaria de Castilla y León.
- Proponer un conjuntos de iniciativas y actuaciones viables en el conjunto de la arquitectura tradicional.
Es un plan sectorial a medio plazo cuyas acciones se irán desarrollando progresivamente en diferentes fases y períodos por la Consejería de Cultura y Turismo en concertación con los titulares de los bienes y otras instituciones.
Tipo de publicación:
Libro
Editorial:
Junta de Castilla y León. Consejería de Cultura y Turismo
 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

International Colloquium on World Heritage Earthen Architecture Conservation_17-18 Dec.2012_Paris

International Colloquium on World Heritage Earthen Architecture Conservation
17 - 18 December 2012
UNESCO, Paris

















UNESCO, as part of the World Heritage Earthen Architecture Programme (WHEAP), is organizing an International Colloquium on Conservation of World Heritage Earthen Architecture. This two-day international event will gather a network of global experts in earthen architecture conservation, including site managers, researchers and specialized institutions, to share knowledge and experiences in conservation of World Heritage earthen architecture.
This event is organized in partnership with CRAterre-ENSAG and made possible through the generous financial support from the Government of Italy and a contribution from ENSAG / Labex AE&CC.
For further information and online registration, please click here :
programme’s website -

Colloque international sur l'Architecture de terre du patrimoine mondial
Dans le cadre de WHEAP, Programme du patrimoine mondial pour l'architecture de terre, l’UNESCO organise un colloque international sur la conservation de l’architecture de terre du patrimoine mondial. Cet événement international réunira pendant deux jours un panel international d’experts en conservation de l’architecture de terre, des gestionnaires de sites, des chercheurs et des institutions spécialisées, dans le but de partager les connaissances et expériences acquises dans le domaine. Il est organisé en partenariat avec CRAterre-ENSAG et sa tenue a été rendue possible grâce au généreux soutien financier du gouvernement italien et à la contribution de l’ENSAG/Labex AE&CC.
Pour plus d’informations et inscription en ligne veuillez cliquer ici:
 web du programme du patrimoine mondial pour l’architecture de terre :