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13 março 2025

Exemplo_Children and Youth Center_Beauregard Vendon_France

Architecture:
@borisbouchetarchitecte

Children and Youth Center in Beauregard Vendon for the Combrailles Sioule & Morge cocom with @recita_architecture - in rehabilitation and extension of the old disused town hall @borisbouchetarchitecte + @recita_architecture + @atelierljn + Cs2n Economist + IB2A bet structure + Qui Plus Est bet Fluides et environnement + Geoval bet VRD 
- Images @iwann_studio and @m_s.illustrations At the agency Matthieu Faria, project manager Lancelot Gonindard.

Manufacture by @terrio_cie of prefabricated rammed earth blocks for the 5 lighting and natural ventilation chimneys in rammed earth.







06 maio 2024

Glossário de Construção em Terra_Tempo de Secagem

Tempo de Secagem

É a operação ou intervalo de tempo compreendido entre a aplicação de um determinado material e a sua secagem completa, consolidando ou fixando em profundidade.

O processo de secagem é muito importante para a qualidade de produção ou intervenção de reabilitação de uma parede de terra, variando nas suas diferentes técnicas, pelo que deve ser bem compreendido e acompanhado em fase de obra, e na utilização e/ou manutenção do edificio em terra crua.

No caso da construção em taipa, aquando do processo de compactação, a terra pré-preparada do tipo areno-argilosa deverá conter cerca de 5 a 8% de humidade, valor variável de acordo com a curva granulométrica e o tipo de argilas presente na mistura, formando uma massa heterógenea, húmida e com a plasticidade da argila, nunca demasiado molhada.

Ao contrário do betão, que cura e ganha rigidez totalmente por meio de uma reação química interna e irreversível, mas que permite após o fabrico, estimar a resistência máxima, por processos de controlo, possível apenas ao fim de vinte e oito dias (mantendo o material elevada rígidez, e ponte de transferência higrométrica, mineral e térmica), uma parede em taipa, compacta e heterogénea, com elevada inércia térmica e excelente isolamento acústico, internamente em termos de humidade, nunca deverá secar totalmente. 

A parede em taipa mantém na sua ‘alma’ um valor de humidade interna, que garante a coesão base e que serve de veículo para a sua principal característica de regulador higrométrico / inércia térmica. Neste sentido, em termos de resistência, por se tratar de um bloco areno-argiloso, este atinge um endurecimento ‘optimum’ (não necessariamente o máximo), após a compactação e aquando da retração das argilas por secagem natural, e que pode variar à medida que esta tem lugar. 

tempo de secagem depende principalmente: 

- das condições climatéricas do local da obra no momento da construção (se nos 38-40ºC do Verão do interior ibérico ou nos 10-15ºC do Inverno chuvoso do litoral atlântico); 

- da composição granulométrica;

- da utilização ou não de aditivos de estabilização;

- e claro, da espessura total das paredes (podendo variar de 45 a 70 cm).

Neste processo, o bloco / parede de taipa diminui cerca de 1% em volume, devido à retração/consolidação, e visível sobretudo nas suas juntas verticais (espaços facilmente preenchíveis e/ou reparados) e a coloração geral da parede ficará substancialmente mais clara na secagem.

Este espaço de tempo pode variar de 2 a 4 semanas (secagem superficial), ou seja, após a descofragem e para suportar em pleno as cargas/esforços atuantes na construção, a taipa deve ter no mínimo 14 dias de idade e estar plenamente seca ao toque. 
A parede levará no entanto aprox. 6 a 12 meses para atingir a referida humidade interna mínima de equilíbrio, e antes da aplicação de rebocos e pinturas definitivas. 
Se falamos de uma taipa que contém na sua mistura / composição aditivos estabilizantes naturais, ao tempo de secagem estará associado  um período de cura, que deverá ocorrer, variando de acordo com as recomendações para o estabilizante empregue, por um período mínimo de sete (7) dias, no caso de aditivos naturais. Caso a taipa estabilizada contenha um aditivo hidráulico cimentício (não ecológico e apenas eficiente mecanicamente com percentagens reduzidas, de 6 a 8%), e caso não existam recomendações especifícas no projeto de estruturas, ela deve ter no mínimo vinte e oito (28) dias de idade.
As formas de cofragem podem no entanto ser desmontadas logo após o término da compactação da mistura no bloco.

Neste sentido é considerada uma boa prática construtiva in situ executar as paredes em linhas de avanç ohorizontais ou por fases, permitindo alguma secagem, a natural retração e endurecimento, previamente à aplicação estrutural de lintéis de bordadura e coroamente, o encosto de pilares, contrafortes (os tradicionais 'gigantes') ou mesmo pré-esforços verticais e horizontais, ou mesmo antes de compactar outros blocos acima destes.

ventilação (fluxos de ar/humidade transversais) e a luz solar direta são também fatores relevantes considerar na secagem das paredes. Como impacto negativo eles podem causar uma secagem irregular dos blocos, originando patologias  como os arqueamentos ou empenos diferenciais dos paramentos.

Assim, é importante considerar em paralelo, sempre que necessário, em projecto e/ou em fase de obra, reforços de sustentação dos blocos mais expostos a esforços transversals, bem como a manutenção nestes da cofragem durante a fase inicial de secagem. 

Para além destes reforços e, num contexto de condições climatéricas mais adversas, com chuva e neve persistentes, de modo a preservar a taipa da exposição e humedecimento prolongados à água, será de considerar a protecção   contra as intempéries dos topos de paredes de taipa desenformadas durante a obrae a cobertura / revestimento,  com recurso a mangas plásticas hidrófugas, salvaguardando deste modo o respaldo ou 'alma' da taipa, e desde que assegurem o comportamento higroscópico da parede.

Numa fase posterior deste momento da intervenção, poderá considerar-se a aplicação de rebocos, desejavelmente compatíveis e bem ventilados, bem como enquadramentos de taipa à vista, que permitam à parede ‘respirar’, secando naturalmente e deste modo de forma mais homogénea.

ArquitecturasdeTerra Maio2024

30 novembro 2023

Exemplo_Cemitério de Eschen_Liechtenstein_2012

Cemitério de Eschen, Liechtenstein

Muros de taipa (terra apiloada), 
sistema construtivo auto-portante e pré-fabricado
Área global 125 m², aprox. 112 t
Ano: 2010 − 2012
Cliente: Paróquia de Eschen
Arquitectura: Hans-Jörg Hilti
Conceptualização: Martin Rauch
Construtor: Erden Lehmbau GmbH / Lehm Ton Erde Baukunst GmbH
Créditos das fotografias: Bruno Klomfar

27 novembro 2023

Publicação_Taipa na arquitectura tradicional_Mariana Correia

Taipa na arquitectura tradicional_Mariana Correia

Artigo em http://www.restapia.es/files/14812

Exemplo de taipa com pedra no topo das juntas verticais na Casa do gado do Monte Pelicão em Saraiva, concelho de Ourique

24 novembro 2023

'The Mecca of re-use and circularity': Brussels startup turns waste earth into buildings_Léém_BC Materials_Belgium

'The Mecca of re-use and circularity': Brussels startup turns waste earth into buildings

Monday, 25 September 2023
By Lauren Walker at Brussels Times here
Photo Credit: BC materials

One Brussels-based startup is looking to tackle pollution caused by the construction sector one brick at a time. The innovative method transforms excavated soil into circular building materials to lower its price.
On the global scale, urbanisation contributes the equivalent of one surface of new buildings the size of Paris every day. From the construction to the operation of buildings (heating, cooling and lighting), emissions from these structures account for almost 40% of the total global output, highlighting the need to make the sector more sustainable.
The Belgian capital is becoming a global pioneer on this front with Brussels-based BC (short for Brussels Cooperation) Materials pioneering new techniques.

Upcycling waste
In Belgium, about 37 million tonnes of excavated earth goes unused each year. But a new project called Léém transforms this into building materials, greatly reducing waste and removing the need for a large amount of polluting and CO2-intensive building materials.
While a traditional brick or concrete block has a CO2 cost of 77-170 kg per square metre, a Léém brick emits just 3–10kg. It composed of 80% secondary raw materials; in traditional building materials this is just 0-10%. The bricks also help improve the air quality and the acoustics of buildings.
Photo Credit: BC materials

Despite the environmental savings, construction companies are often put off by the higher price and slower production of circular building materials. To overcome these challenges, BC materials collaborates with industrial players to cut prices for the compressed earth blocks by 39%.
"Léém collaborates with industrial partners to revalorise 'waste' – like excavated earth – into plasters, paints, blocks, etc. In this way, we can make circular materials as accessible as possible," BC Materials' CEO Ken De Coom told The Brussels Times.
The company has also stepped up production hugely, from 1,000 blocks per day to 80,000 blocks per day. It hopes this will see more projects adopt circular building materials.
De Coom added that Brussels' attitude towards sustainable architecture helped birth the idea. "We don’t think there’s another city – with its amazing architectural diversity and polyvalent spaces – where we could have started this whole project."
"It's no coincidence that architects all over the world visit us – from Copenhagen to Cambridge and from Canberra to L.A. – talking about Brussels as a 'Mecca of re-use and circularity'."

More information at https://bcmaterials.org/

17 novembro 2023

Quote_Citação_Alexandre Bastos


Nunca antes os arquitetos que trabalham com terra pensaram tanto na construção e na sua destruição. 
A tradição diz-nos que as casas nascem, vivem e depois morrem. 
Esta utopia da construção permanente, a escolha entre o ser efémero e o ser eterno, altera o conceito de construção e, sobretudo, o de arquitectura. 
Traz no entanto consigo outras utopias: a  liberdade plena e a grande flexibilidade que a taipa nos oferece, e que pode ser modificada para as próximas gerações, tornando o efêmero um material eterno e reaproveitando o mesmo material a custo zero, dando-lhe uma nova vida.”  
Alexandre Bastos, Mestre e Arquiteto português, Odemira

Never before had architects who work with earth thought so much about construction and its destruction. Tradition had it that houses were born, lived and then died. This utopia of the permanent construction, the choice between being ephemeral and being eternal, alters the concept of construction and, above all, that of architecture. It brings with it others utopias: the full freedom and great flexibility that rammed earth offers, which can be modified for the coming generations, making the ephemeral with an eternal material and reusing the same material at zero cost, giving it new life.
Alexandre Bastos, Portuguese Master-Architect, Odemira
at Earthen Architecture: Past, Present and Future – Mileto, Vegas, García Soriano & Cristini (Eds) © 2015 Taylor & Francis Group, London, ISBN 978-1-138-02711-4
Contemporary rammed earth construction. Alexandre Bastos—creativity and maturity
Francisco Jorge, ARGUMENTUM Edições, Lisbon, Portugal pp. 205-208

02 novembro 2023

Premio de Arquitectura Terra Ibérica_2023

Premio de Arquitectura Terra Ibérica 2023
Categoría Vivienda
-Raw Rooms en Ibiza Peris+Toral Arquitectes
Fotografía: José Hevia.
43 viviendas proyectadas por Peris + Toral Arquitectes para el IBAVI, Instituto Balear de la Vivienda, en una zona de nuevo crecimiento urbano al sur de la ciudad de Ibiza. Su propuesta plantea un sistema energético con una baja huella de carbono empleando muros de carga con bloques de tierra compactada (BTC) de 20 centímetros de espesor.

Fotografía: José Hevia.
El jurado ha valorado la complejidad técnica de su diseño y el «resultado excepcional de integración en el entorno y aprovechamiento de recursos de la arquitectura vernácula».
En esta categoría se ha entregado un segundo premio aequo a dos obras:

-Proyecto Entre Tierra (Cal Jordi & Anna) en Poal , Lleida, de Hiha Studio.

-Rehabilitación de dos casas entre medianeras en Terrassa , Barcelona, de arqbag coop.
Y, finalmente, se ha otorgado un accésit a la Casa de tierra en Boadilla de Rioseco (Palencia) por Lara Fuster Prieto de Heredera Estudi.

Categoría Edificio de otros usos. Premio ex aequo
-Intervención en la torre de Castilfalé (León), de Ramón Cañas Aparicio
El trabajo del arquitecto Ramón Cañas Aparicio ha consistido en la consolidación, restauración, protección y acceso al cuerpo superior desarrolladas en el entorno de la torre.
-Aula de Natura de Franqueses del Vallés, Barcelona, de Edra Arquitectura Km0 y Bunyesc Arquitectes
Edra Arquitectura Km0 y Bunyesc Arquitectes han respondido al encargo de proponer un aula de interpretación de la naturaleza en un entorno de alto valor ecológico rompiendo el volumen en tres contenedores construidos con materiales naturales y locales: madera prefabricada y tierra procedente de los desprendimientos del meandro del río Congost.
Ambas propuestas comparten una misma filosofía en común, ha destacado el jurado, «la búsqueda de la contemporaneidad» en un diálogo con el paisaje que «respeta lo ya existente».
En esta categoría se ha entregado un accésit a la obra:

-Centro Comunitario de Manica, Mozambique, de CAS Studio
CAS Studio ha diseñado un espacio comunitario y una escuela de formación social y cívica que el jurado ha valorado por su «puesta en valor de la labor social de la arquitectura».

Categoría Innovación y divulgación

- Manual 'Criterios de intervención en la arquitectura de tierra', de Camilla Mileto y Fernando Vegas López‐Manzanares

Un informe enmarcado en el Proyecto Coremans, impulsado por el Instituto de Patrimonio Cultural de España (IPCE) del Ministerio de Educación, Cultura y Deporte con el objetivo de crear líneas guía de referencia para las intervenciones de restauración que se lleven a cabo en el patrimonio construido, cuyo contenido está disponible en: Criterios de intervención en la arquitectura de tierra.

22 setembro 2023

8 logements sociaux et un commerce_Dechelette Architecture_Boulogne Billancourt_France





@dechelette.architecture
@salem.mostefaoui
@terrio_cie
@stmlbtp
@philippedart

More_Bamboo Hostels_Longquan_Baoxi_China



21 setembro 2023

LWL Open-Air Museum_ ACMSarchitekten_Detmold_Alemanha













O museu ao ar livre LWL Detmold, localizado em Detmold, na região de North Rhine-Westphalia, no sopé da Floresta de Teutoburg, será o maior museu ao ar livre da Alemanha. 
Cobrindo cerca de 90 hectares e com cerca de 120 edifícios históricos, fornece informações sobre o desenvolvimento e a mudança na história cultural da Westphalia. Com mais de 200.000 visitantes por ano, é o museu mais visitado do OWL.
A Associação Regional Westphalia-Lippe está a construir uma nova entrada e edifício de exposições para o museu ao ar livre LWL em Detmold. A principal função do novo edifício do museu é a comunicação didática da construção de conexões ecológicas no contexto histórico de um museu ao ar livre. O edifício será ao mesmo tempo uma exposição de objetos históricos e tangíveis para uma cultura de construção ecológica e inovadora.
O novo edifício terá uma área bruta de cerca de 5.000 metros quadrados, e exposições especiais de alto nível serão exibidas em cerca de 900 metros quadrados.
Com o novo edifício do museu ao ar livre LWL, está a ser desenvolvida uma nova geração de edifícios de museu neutros em CO 2 . Devido à sua função, os museus são frequentemente intensivos em recursos e emissões, e tem havido pouca atenção ao aproveitamento do potencial energético na construção e operação de museus.
O novo edifício em Detmold é um dos primeiros edifícios de museu com um conceito holístico e sustentável. A utilização circular de matérias-primas renováveis ​​ou recicladas como madeira, palha e terra/argila, bem como uma estrutura e construção inteligente do edifício serão optimizadas de forma a que o suporte técnico possa ser minimizado sem restringir os padrões climáticos e de conservação. As necessidades energéticas são cobertas localmente através de fontes renováveis.
Com a compactação de 760 m2 de terra compactada in situ e produção de 430 m2 de elementos pré-fabricados no local, o novo edifício de entrada e exposições do LWL Open-Air Museum será assim, o maior museu ao ar livre da Alemanha!
Projetado pelo gabinete ACMSarchitekten, o novo edifício será um projeto emblemático de construção sustentável com o objetivo de estabelecer um alto padrão para os edifícios públicos no país. O objetivo é atingir o mais alto nível de classificação da DGNB com um certificado de platina.
Através de uma longa e completa fase de desenvolvimento, o novo museu pretende mudar a realidade de emissões atual, concentrando-se na circularidade e no baixo consumo de energia primária nos seus materiais, utilizando taipa estrutural de origem local e vigas de madeira maciça sem colas e/ou aço.
Ele reflete a cultura de construção do local da região de Westphalia, demonstrando as vantagens sustentáveis ​​de processos de construção semelhantes que fizeram as tradicionais casas de madeira e terra locais.