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25 fevereiro 2011

Ciclo de Conferências LA TIERRA CRUDA: un Material de Construcción Actual_Sevilha_Março 2011



Conferencias LA TIERRA CRUDA: un material de construcción actual

Programa:
Miércoles 16.
9-10. Fuentes documentales para su difusión e investigación. Mercedes Ponce.
10-11.30. Adobes y entramados: caracterización y aplicación. Ana González.
12-13.30. Tapia: caracterización y aplicación. Jacinto Canivell.
13.30. Mesa redonda

Miércoles 23.
9-11. El revoco: caracterización y aplicación. Laurent Conquemont.
11.30-13.30. La construcción actual con tierra cruda. El caso portugués y español. Francisco Seixas.
13.30. Mesa redonda

Salón de actos de la Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Sevilla.
Av. de Reina Mercedes. Sevilla.

Conferência e Lançamento de Livro_ISMAT Portimão_16 Março 2011



Conferência: Arquitectura de terra: passado e futuro.
Arquitecta Maria Fernandes

Lançamento do Livro: O Adobe na Arquitectura do Barlavento Algarvio - estudo para a sua recuperação como material de construção
Isa Landeiro Sequeira

21 fevereiro 2011

Workshop: COBERTURAS MEDITERRÂNICAS VERDES E PRODUTIVAS_24Fev.2011_Lisboa


WORKSHOP: COBERTURAS MEDITERRÂNICAS VERDES E PRODUTIVAS (Prosperidade Renovável)
24 de Fevereiro 2011, entre as 14:00 - 18:00 Horas
Entrada Gratuita - Inscrição Obrigatória em
www.construcaosustentavel.pt - Tel: 918 613 023

Auditório da Ordem dos Engenheiros
Av. António Augusto de Aguiar Nº 3D
1069-030 - Lisboa

As coberturas mediterrânicas, verdes e productivas promovem o bem estar e a qualidade de vida das populações e contribuem decisivamente para o aumento da resiliência das cidades. Por esta razão é essencial não apenas o conhecimento das soluções existentes que melhor se adaptam ao nosso clima, como ainda o desenvolvimento das competências essenciais para a boa implementação daquelas soluções.

O enfoque deste Workshop está na demonstração das oportunidades de intervenção na “quinta fachada” do edificado, conducentes à melhoria do desempenho energético dos edifícios, à redução do “efeito ilha de calor”, à boa gestão das águas pluviais, à melhoria da qualidade do ar, ao aumento da biodiversidade e à segurança alimentar das populações urbanas.

O Workshop é dirigido a todos os decisores que influenciam a qualidade de construção do meio edificado.

14:00 Recepção dos Participantes
14:30 Sessão de Abertura: Alexandre Fernandes (ADENE) - Livia Tirone (ICS)
14:50 Coberturas Verdes - Benefícios e Oportunidades de Intervenção na Cidade: Helena Farrall (Faculdade de Ciências e Tecnologia / UNL)
15:10 A Quinta Fachada dos Edifícios são a Fachada Principal da Cidade - Livia Tirone (ICS)
15:30 Tendências e Boas Práticas para as Coberturas Verdes - Green Roof Policy - An International Review of Good Practices and Future Trends: Artur Pereira (International Green Roof Association (Espanha) (Apresentação em Espanhol)
15:50 Sistema Integrado para Coberturas Verdes no Clima Mediterrânico: João Venceslau (INTEMPER)
16:10 Inovação em Materiais Incorporados em Substractos - Leves e com Elevada Capacidade de Armazenamento de Água: (Fabio Invernizzi VYDRO) (Apresentação em Inglês)
16:30 Integração da Produção Descentralizada de Electricidade Proveniente de Fontes Renováveis em Coberturas Verdes: Joaquim Pescada (SONNENKRAFT)
16:50 Diálogo Moderado: Helena Farrall (Faculdade de Ciências e Tecnologia / UNL)
17:30 Sessão de Encerramento: Alexandre Fernandes (ADENE) - Livia Tirone (ICS)

NOTA: Não haverá tradução simultânea para as apresentações em Espanhol e em Inglês.

Yemen Conference in Earthen Architecture | 28 Feb. to 4 March 2011




Attached you can find information and programme regarding the conference

to be held in the East of Yemen, organised by the Foundation Daw'an Mud Brick Architecture.

The event will take place between the 28th of February and the 4th of March 2011.

It will be attended by experts from 20 different countries.

More information available at: www.dawanarchitecturefoundation.org

Earth_Architecture_Conf2812011.pdf

Yemen_PROGRAMME_SESSIONS_20Feb2011.pdf

17 fevereiro 2011

Artigo Revista Única_Expresso_Terra Firme_12Fev2011


Foi-nos ontem enviada um interessante artigo recentemente publicado na revista Única do jornal Expresso sobre construção com terra, para o qual tivemos oportunidade de contribuir e que agora divulgamos no ArquitecturasdeTerra.

Para lerem o artigo podem clicar aqui ou sobre a imagem.

Programa Biosfera nº 303_Arquitectura Verde


"Passamos noventa por cento da nossa vida em espaços fechados e são poucos os edifícios saudáveis.

Ter uma habitação arejada, adaptada ao clima e com reduzidas necessidades energéticas depende de uma panóplia de decisões tomadas nos gabinetes de arquitetura. Conheça alternativas ao tijolo e ao betão. No Biosfera desta semana, descubra as vantagens de construir em terra, pedra e madeira. "

Este episódio do Biosfera passou há uns dias na rtp2 e falou bastante e bem sobre construção com terra e por isso divulgamo-lo agora no ArquitecturasdeTerra.

Para verem o programa cliquem aqui ou então na imagem.

Dutch Studygroup Earth construction_Holanda


Dutch Studygroup Earth construction


It’s already 20 years ago that the first little modern house in the south of Holland was built in clay with some enthusiastic volunteers. This marks the beginning of several projects, workshops and publications about earth and earth construction in the Netherlands. Meanwhile there are several professional architects, builders and manufacturers specialised in earth construction. The Dutch Association for Integral Biological Architecture (VIBA) recently started the Dutch Workgroup on Earth Construction.


It has the aim to centralise and share the knowledge present nowadays, to organise excursions/workshops/seminars, to research and make publications, start a database, participate on an international level etc.


For more information contact Sjap Holst eco-design@arTchitecture.nl or Charles Thuijls info@leemwerk.nl.


The first coming big event of the DWEC is the Dutch National Conference on Building with Earth. Planned on the 17th of March 2011 in Tilburg, in the southwest of the Netherlands.


Gernot Minke will start the conference with a presentation about research and the qualities of clay. We’ll have several masterclasses about durability of clay, designing wit clay, large-scale clay construction, and the possibilities of mechanization.

On the site there will be several practical workshops during the day.

For more information see www.sbr.nl/leembouwcongres.

03 fevereiro 2011

Rammed Earth in Panyaden School_Tailand


How Rammed Earth Buildings Can Save Energy

By Markus Roselieb

Rammed earth is ideal for hot and dry climates because of its great capacity to store heat. Therefore it is perfect for Chiang Mai during the dry season where we have hot days and cool nights. The heat gets absorbed by the rammed earth walls during the day and is released into the surroundings during the night. In this way, it balances out the temperature of the surrounding area.

In the case of a high moisture content in the environment, rammed earth is very suitable as it has good moisture absorption. The humidity content of the earth when it is dried out is very low. The earth can absorb up to 30 times more water than concrete which means that in the long and heavy rainy season, the rammed earth walls will absorb the moisture of the environment, and balance out the moisture content, providing a mold- and fungus-free space.

Comparing Thermal Performance

The table below compares the thermal performance of classrooms built with two different types of walls.

Source: Earth Architecture in Western China
Red curve = indoor temperature in a rammed earth classroom (like those in Panyaden)
Yellow curve = indoor temperature in a conventional brick and concrete-based classroom
Blue curve = outdoor temperature
It is obvious from the study above that the indoor temperature of the earth classroom is always stable. In summer, it swings only between 21oC and 24oC. In winter, without any energy consumption for heating, it can reach an acceptable indoor comfort.
If you touch earth, concrete, steel and asphalt that are exposed to the sun, you will find that the different materials have different temperatures. The metal will be by far the hottest, followed by asphalt, then concrete (both are still so hot that you cannot walk barefoot on them for more than a few minutes). The earth will, however, be cool.
A concrete building is like an oven in which an air-conditioned interior space is inevitable. On the other hand, rammed earth has an excellent thermal mass because of its high density, and the high specific heat capacity of the soils used in its construction. It can store the heat during the day and release it slowly into the surroundings during the night. This energy-saving feature is one reason why we built our classrooms with this technique.

Fonte: http://www.panyaden.org/blog/conserving-energy/

24 janeiro 2011

Lançamento do Livro ENERGIA SOLAR PASSIVA


Lançamento do livro ENERGIA SOLAR PASSIVA e Palestra sobre o tema

Autoria de Francisco Moita


Terá lugar na Biblioteca do Laboratório Nacional e Engenharia Civil , em Lisboa, na próxima 5ª feira, 27 de Janeiro, pelas 15h00, a Apresentação Pública do Livro ENERGIA SOLAR PASSIVA pela Editora ARGUMENTUM, o Autor e o Grupo HABITAR.

Esta apresentação estará integrada numa palestra sobre o tema promovida pelo Grupo Habitar.


ENERGIA SOLAR PASSIVA é um livro da autoria do Arquitecto Francisco Moita que conta com o Patrocínio da Direcção-Geral de Energia e Geologia.


A edição expõe as potencialidades da utilização da energia solar nos edifícios, no caminho para uma arquitectura sustentável, através da explicação das regras de construção e processos térmicos, apresentadas de forma compreensível para um público vasto e diversificado sendo acessível a leitores sem conhecimentos profundos.


Esta obra, agora numa 2ª edição revista e actualizada, vem preencher a lacuna deixada pela sua 1ª edição (ed. INCM, 1987), esgotada logo após o seu lançamento em 1987 e sempre procurada.


No livro ENERGIA SOLAR PASSIVA descrevem-se, numa primeira parte, as várias matérias

teóricas, com relevo para a geometria da incidência solar, o conforto ambiental e o desempenho passivo dos principais elementos construtivos da envolvente dos edifícios. Na segunda parte desenvolve-se a aplicação destes conhecimentos a um método de cálculo simplificado que permite determinar o desempenho térmico passivo dos edifícios. Inclui ainda, em anexo, diagramas solares e valores micro climáticos muito úteis para o entendimento do aproveitamento solar e para a aplicação do método.

ENERGIA SOLAR PASSIVA tem a autoria do arquitecto Francisco Moita, especialista em

arquitectura bioclimática, estudioso e divulgador da Arquitectura Solar Passiva e da Eficiência Energética, e é editado pela ARGUMENTUM, conhecida editora dedicada aos temas de arquitectura, urbanismo e património.

“Um livro técnico e pedagógico de fácil entendimento, indispensável para a formação profissional de técnicos e estudantes.”

21 janeiro 2011

Colóquio "Construire en terre : du patrimoine historique à l’architecture contemporaine"_Marselha

Colloque de Marseille
4&5 mai 2011


Colloque "Construire en terre : du patrimoine historique à l’architecture contemporaine".
Organisé conjointement par l’Ecole d'Avignon, dans le cadre du projet Terra [In]cognita, et par ICOMOS France, dans le cadre de ses journées techniques, ce colloque aura lieu à Marseille, les 4 et 5 mai 2011, au Conseil régional de Provence-Alpes-Côtes-d’Azur.
La première journée sera consacrée aux résultats du projet Terra [In]cognita : cartographie européenne des architectures en terre et leur état de conservation, acteurs européens identifiés.
Elle donnera par ailleurs la parole à ces acteurs pour qu’ils témoignent de leur réflexion, de leurs recherches et de leurs réalisations dans le domaine de la construction terre et de la conservation du patrimoine en terre, le but étant de les faire se rencontrer et échanger en vue de la création d’un réseau européen des acteurs de la construction terre.
La deuxième journée sera consacrée à la conservation du patrimoine architectural de terre en France, à ses techniques, ses technologies innovantes, ses champs de recherche, ses savoir-faire mis en œuvre et ses acteurs.
Elle pourra toutefois se faire l’écho d’initiatives internationales qui alimenteront débats et réflexions sur les pratiques et approches nationales.
Les informations relatives à ce colloque seront disponibles en février 2010

20 janeiro 2011

2º Curso ArquitecturasdeTerra_Janeiro 2010



2º CURSO ARQUITECTURASdeTERRA *
O
ArquitecturasdeTerra vai promover em parceria com a ARQCOOP e o apoio da associação CentrodaTerra um segundo curso teórico-prático de Construção com Terra a ter lugar em Lisboa a 31 de Janeiro + 02, 04, 05, 08, 10 e 12 de Fevereiro!
Para todos os interessados aqui ficam os dados de informação relativos ao curso, aqui em formato PDF e aqui a respectiva ficha de inscrição:
DESTINATÁRIOS:
Estudantes, recém-licenciados e profissionais das áreas de Arquitectura, Engenharia Civil, Património, Arqueologia, Investigação e Tecnologias de Materiais, e todos os interessados pela temática da construção com terra crua que desejem adquirir formação específica, ampliando e aprofundando os seus conhecimentos nesta área.

OBJECTIVOS:
Domínio dos conceitos teóricos e ferramentas práticas associadas à construção com terra crua, dotando os formandos dos conhecimentos necessários à implementação em projecto e obra das diversas tecnologias tradicionais e modernas de construção com terra.

PROGRAMA:
- Introdução, especificidade, diversidade e universalidade da construção com terra.
- Sustentabilidade, práticas construtivas e gestão de recursos.
- Técnicas construtivas com terra crua.
- Recuperação do património construído em terra, conservação e manutenção.
- Identificação, análise e ensaios de solos para construção.
- Construção de modelo protótipo em Taipa.

FORMADORES:
Arq.ª Eva da Silva Quaresma
Arq.º Pedro Alves de Abreu
CARGA HORÁRIA E CALENDARIZAÇÃO:
23 horas;
2.ª, 4.ª, 6.ª, 3.ª e 5.ª, das 19h00 às 22h00, e Sábados, das 10h00 às 14h00.

INSCRIÇÃO:
200 € (Isento de IVA, ao abrigo do n.º 14 do artigo 9.º do CIVA.)

Para + informações e inscrições por favor contactem:
ARQCOOP - Cooperativa para a Inserção Profissional em Arquitectura, CRL
Rua João Nascimento Costa, Lote 7
1900-269 Lisboa
Telf: 210107840
Fax: 210107841
arqcoop@gmail.com
http://www.arqcoop.com/

* Esta actividade formativa foi validada pela Ordem dos Arquitectos e permite a obtenção de créditos para efeitos da formação obrigatória em temáticas opcionais, complementar ao estágio profissional.

15 dezembro 2010

A Arquitectura Contemporânea na Costa Alentejana

Aqui fica uma boa prenda de Natal! Um texto de reflexão sábia, apaixonada e obrigatório, do Arqt.º Alexandre Bastos
Boas Festas!!


"Dedico estas curtas páginas a Manuel Maria Mansos - o Taipeiro que me ensinou a sentir a terra em 1993, a batê-la, a molhá-la, a escolhê-la e a marcar o ritmo, a tornar-me mais culto pela sua sabedoria de vida

A Arquitectura Contemporânea na Costa Alentejana
Sempre alimentámos o nosso imaginário com utopias, com a terra servindo de matéria para a implantação das diversas culturas, sejam elas da simples subsistência à rendibilidade a longo prazo, desde a floresta, às culturas arvenses, do jardim à horta, serve e sempre serviu também de abrigo, da construção de terra ou mesmo da Arquitectura.
Descodificando por momentos a nossa memória, construir quase tudo com quase nada ao custo zero do material, não deixa de entusiasmar, de tal maneira é utópico. Ao contrário de outrora, hoje constrói-se em terra por opção e não por necessidade. Esta diferença marca o sentido da utopia. Infelizmente temos construções medíocres com ar eterno e feliz. Por vezes mesmo com um ar vitorioso esmagando a delicadeza do ambiente, ou das construções adjacentes. Ao planear a obra de taipa tenta-se indiscutivelmente evitar erros que podem sair bem caros e simultaneamente ela é sob o ponto de vista construtivo limitada, quer na altura, quer nas grandes fenestrações, caso não seja bem ponderada. Impõe-nos também uma melhor inserção no terreno por questões económicas e até de coerência perante o respeito cultural.
Cabe aqui citar Ernesto Veiga de Oliveira, Benjamim Pereira e Fernando Galhano,”…e até por razões climáticas e económicas, e poderiam constituir ensinamentos estética e funcionalmente utilizáveis, na elaboração de uma arquitectura local racional, na vanguarda de todas as experiencias- isto é: mais actualizada. Em vez disso, porém, vemo-las tantas vezes sistematicamente recusadas como formas desprezíveis, em nome de um tipo de construção de péssima qualidade e de uma hedionda vulgaridade, em que o “modernismo” está apenas na utilização indiscriminada e errada do cimento e do concreto, por gente menos esclarecida que, nessa recusa dos valores antigos, julga afirmar a sua superioridade que é apenas ignorância.”Edição de 1969.

A Arquitectura de terra e a terra na Arquitectura tem a sua expansão sobretudo a partir dos anos 90, no Litoral Alentejano. Enfim não tão litoral quanto isso, pois será mais correcto dizer a 10 ou 15 km da linha de costa marítima para o interior. Tem uma razão de ser. Junto ao Litoral, (tanto no concelho de Odemira como em Santiago, Sines) o solo não é muito propício. É constituído por areias, sem xisto nem argila. Claro está que existem excepções, mas esta é a regra. Se verificarmos as pré-existências, veremos que estas estão mais destruídas no Litoral e menos a 10/15km da costa. Por vezes mesmo usando taipa de areia, muitas das coberturas originais eram de estrume, bocados de cortiça, estormo, caniço, ou seja muito leves. A parede de taipa de areia trabalha muito mal à torção e tracção e resiste menos às chuvas, o seu índice de plasticidade é fraco. A altura é limitada por razões óbvias. Os gigantes são frequentes. Os vãos reduzidos.
Recomeça a Taipa sensivelmente com algumas experiências aqui e ali sem grande significado por volta de 87/88.(depois de um interregno a partir da década de 50) Marco decisivo foi o ano de 1993 no Litoral Alentejano, por várias razões: primeiro, porque se concretizou uma obra de taipa, actual ao tempo (projecto de 1992 e obra 1993), dum atelier de pintura, que veio a ser exposta na “7ª Conferência Internacional sobre o estudo e conservação da Arquitectura de terra”, que se realizou em Portugal, na cidade de Silves.
Segundo factor, foi a publicação de um artigo do historiador Dr. António Quaresma sobre esta obra, no jornal “Noticias de Odemira”, (nº 31 de Dezembro de 1993), que como é óbvio teve leitores. Este artigo tinha por base recordar a memória do tempo, lançar um desafio, sensibilizar o anónimo, os técnicos e os próprios políticos.

De seguida, outro artigo é publicado no mesmo jornal, (nº32 de Janeiro/Fevereiro de 1994), que vem explicar tudo acerca da técnica, dos tempos e dos custos e também publicado no Bulletin de Information 1995, no 16-17, Projet Gaia. Simultaneamente esteve patente na Fundação Calouste Gulbenkian a exposição “Arquitecturas de Terra” – o futuro de uma tradição milenar – Europa, Américas e Terceiro Mundo”, concebida pelo Arqt.º Jean Dethier para o Centro Georges Pompidou.
De facto faz-se taipa para o mercado de habitação, que funciona normalmente, seja ela a primeira ou a segunda habitação sendo este tipo de construção pioneiro. É no atraso de Portugal diria, (quase tão perversamente no conceito abstracto e concreto na sua expressão, como Yourcenar) que está a sua grande modernidade.
“ De todas as modificações causadas pelo tempo, nenhuma afecta tanto as estátuas como a alteração do gosto daqueles que as admiram” - Marguerite Yourcenar.
Até mesmo na sua expressividade, seja interior ou exterior como por exemplo: a taipa fica à vista ao invés de ser rebocada, no interior irá impor-se um vector de força no seio de todas as paredes brancas…etc. A Taipa, dá-nos uma possibilidade criativa, tanto como na pintura… O pintor Eduard Hoper oferece-nos essa liberdade de pensar para além das figuras expostas. Que se passa? Será que eles?…,…de que estarão eles a falar?… e a casa? Isto será ruína ou uma ampliação?…Ou será que ainda está em construção?…Será que posso fazer a minha casa apenas com terra.?..Esta utopia alimenta o Homem e é irrelevante quanto à nacionalidade. O belo texto de Léon Krier L’amour des ruines ou les ruines de l’amour, fez-me lembrar o arquitecto perante o destroço , a pré-existência… penso, salvo isto ou não, ponho-a em evidência ou integro-a como se nada fosse…sonho.
E é isso que interessa na Obra, para o arranque do estímulo do projecto e também da vidara intensidade do percurso artístico e os vectores da criação é que podem ser explicados. E serão sempre diferentes em cada arquitecto.
A taipa ajuda a pôr a nossa imaginação em funcionamento - vou fazer um buraco aqui agora, ou depois de construída, - vou fazer um baixo-relevo, ou vou usar pigmentos coloridos pela ordem que entender, junto tijolo á vista e reboco ou não, ponho-a lisa ou texturada, posso também caiá-la sem mais. etc. Também posso diminuir ou aumentar a espessura, criar mais inércia numa determinada orientação solar. Porque não? Basta-me aumentar o frontal.

É a manufactura, o artesanato, mobilidade e a liberdade de criar, basta encontrar empatia com o cliente e os operários que aliás só têm a ganhar com o vocabulário. Estamos a usar a técnica ( com toda a possibilidade de introduzir materiais actualíssimos, ferro, betão, madeira e por aí fora) para dar valor ao sentido artístico e estético da obra - a Arquitectura!
Nunca os arquitectos pensaram tanto na construção e na destruição. Ora a tradição indica-nos e ensina-nos que as casas nascem, vivem e morrem ou falecem. Esta utopia da construção permanente, ser efémera (ou poder ser), ou ser eterna, modifica o conceito de construção e sobretudo de arquitectura. Significa outra utopia, a liberdade plena, a grande mobilidade na taipa, de a modificar para as gerações vindouras, e com um material eterno, fazer o efémero, e ainda outra utopia, aproveitar a mesma matéria fazendo-a renascer.
Digamos que a terra, a casa, a arquitectura acompanham as gerações, neste caso até, o mesmo pedaço-matéria-terra. (quase verdade não fosse a legislação do PROT e Parque Natural cercear essa liberdade, duma forma usurária, quanto aos limites de construção, não contemplando minimamente o que é uma área digna e razoável de habitabilidade).
O que se passa neste momento no litoral alentejano e na nossa contemporaneidade é um movimento de arquitectura que não se baseia apenas em aspectos formais e na expressividade, transcende-os, nasce na ruralidade nos finais do séc. XX, princípios do séc. XXI, mas vem das cidades, das culturas ditas eruditas, ou mais esclarecidas, que vão preservar a memória do tempo, do anónimo, dos diferentes extractos socioeconómicos, etc., que preservam o ambiente, que são preocupadas, pouco consumistas, enfim, um movimento cívico, consciente a que me é indiferente se é por moda ou não.
De qualquer modo contribui para o mesmo fim. Sem materiais estranhos à natureza preserva o ambiente. Não gasta energia inutilmente, não se impõe, mas absorve a cultura local, respeita e muito lentamente cresce, quase sempre silenciosamente.
É em suma, por tudo isto, uma arquitectura contra-corrente, Contemporânea de certeza, - a terra – feminina, cheia de inovação e perfume.”

Arqt.º Alexandre Ereira Bastos

09 dezembro 2010

TERRATECTURA 2011


Seminario- Taller de Arquitectura y construcción en Tierra, a realizarse del 18 al 20 de Mayo de 2011 en Bogotá, Colombia
Organiza: Asociación Colombiana de Facultades de Arquitectura (ACFA) y Pontificia Universidad Javeriana- Bogotá
Objectivos:
Principal
Difundir y capacitar a los participantes con una visión eco-sostenible,sobre las posibilidades que brinda la construcción en tierra, exaltando la importancia de transferir saberes y tecnología.

Específicos
Exponer los avances en investigación y construcción de la tierra como material de construcción en el mundo y en Colombia.
Identificar los diferentes sistemas constructivos empleados en las edificaciones en tierra y sus características estructurales.
Conocer las propiedades físico- mecánicas de la tierra como elemento estructural y su comportamiento ante eventos sísmicos.
Comprender y facilitar experiencias sobre transferencia tecnológica con tierra como recurso material que aporta a un ambiente integral.
Temáticas:
1. Arquitectura Moderna: Nuevos proyectos y sustentabilidad
2. Patrimonio y restauración: Investigación e intervención
3. Transferencia Tecnológica: Educación, formación y capacitación
4. Ecosostenibilidad: Proyectos sustentables y sostenibles




Recibo de ponencias hasta el 25 de Enero de 2011 en terratectura2011@gmail.com

05 dezembro 2010

NATAL2010@ArquitecturasdeTerra


NATAL no ArquitecturasdeTerra
Este ano uma vez mais, o Mister Winter chegou com muito frio e chuva para dar e vender pelos nossos lados!

Lá em casa já iniciámos as "fraternidades" com as decorações "natalinas" e temos notícias por Maria Edineuza de "barrigão" e seu José do Bonfim de que em Belém do Pará as palhinhas já estão aquecidas e está tudo gostoso e confortável (pq as paredes são em taipa!) para receber o "minino Jésuis"!
A mirra, o oiro e o incenso foram este ano encomendados pela internet (www.reismagos.com) e já vão a caminho!
A equipa do ArquitecturasdeTerra deseja a todos os amigos e familiares um Feliz Natal e um Ano Novo de 2011 sem crises...pleno de saúde, paz e alegria!

Arq_Terra_Casa Sanitas_Colorado_USA




Projectada pelo Pyatt Studio, a "Casa Sanitas", em fase de construção, apresenta-se como a primeira habitação a ser construída em "insulated rammed earth" na cidade de Boulder, Colorado, USA.
Fonte das imagens : http://www.pyattstudio.com/

Earth Architecture | Mud, Stone & Shale Conference_2011

THE UNIVERSITY OF HADRAMUT FOR SCIENCE & TECHNOLOGY MUKALLA & DA‘WAN MUD BRICK ARCHITECTURE FOUNDATION
Are pleased to announce the Second Conference on Mud Brick Architecture to be held in Hadramut in 2011 under the title: Earth Architecture Mud, Stone & ShaleThe conference will provide a platform to discuss and exchange information amongst international architects, academics, participants and foundations on the condition of past and future cities with innovative and creative projects in construction and design including a wide spectrum from Chile to India.
This intends to create an important link and exchange between North and South, east and west, where the technology architectural language and environment of earth architecture requires to be more seriously and effectively implemented.
The fact that it is being held in the heart of the kingdom of mud brick architecture, Valley of Hadramut, serves a significant case in point.
Venue: Say’un, Wadi Hadramut Republic of Yemen
Dates: 28 February – 4 March 2011
Official Language English & Arabic for presentation - (Papers in French will be accepted for publication in the Conference proceedings).
Conference Themes:
1. Architectural Rehabilitation and Development
2. Modern & Contemporary Buildings: Innovation, Construction and Design (Case Studies and Projects)
3. Yemeni Cities & Vernacular Architecture at Risk: Dilapidation, Destruction & Flood Damage
4. Future Use of Restored Residential Clusters & Heritage Landmarks
5. Environmental Issues: Sustainable Planning Methods & Guidelines
Attending international participants include leading specialists, academics and architects from India, Chile, Portugal, Italy, UK, Morocco, Algeria, Egypt and France.
Queries please contact Salma Samar Damluji at: salmasamar@damluji.org

02 dezembro 2010

Filme_Dirt!



Este é um pertinente filme sobre a relação do homem com a terra.

Mostra-nos como a terra (seja fértil, para contrução ou o planeta) e os seres humanos não poderiam estar mais próximos. Somos feitos do mesmo material.

Biliões de anos de evolução fizeram da terra a fonte viva de toda a vida na Terra.

A terra dá-nos comida, casas, combustível, medicamentos, cerâmicas, flores, cosméticos - tudo o que é necessário para a nossa sobrevivência.

Estamos hoje, no entanto, a destruir o nosso último recurso natural com a agricultura intensiva, com a exploração excessiva de recursos fósseis, com o exagero cego de produzir mais e mais, sem olhar para o que produzimos e como o fazemos. Nas nossas cidades lutamos por uma árvore, por um pedaço de terra para cultivar couves e batatas, por um pouco de ar respirável.

Precisamos trilhar por outro caminho, por outro futuro, localmente, pensando de modo universal.

A terra continua debaixo dos nossos pés e tem uma resposta!!)

Curso ArquitecturasdeTerra_Nov2010_Agradecimento


©Rui Vieira

O ArquitecturasdeTerra quer agradecer a todos os que com entusiasmo e empenho participaram no curso ArquitecturasdeTerra, no passado mês de Novembro.

Aos formandos Célia Gonçalves, ao Filipe Azevedo, ao João Miquel, à Marina Félix, à Patrícia Pereira, ao Paulo Jacinto, ao Ricardo Encarnação, ao Rui Vieira, à Sara Dias e ao Tiago Gonçalves, o nosso sincero agradecimento por partilharem activamente connosco esta paixão pela terra!

O bom ambiente entre todos e os resultados dentro e fora do taipal estiveram à altura das nossas melhores expectativas!!)

Agradecemos também à Cooperativa de formação Arqcoop todo o apoio de organização e logística do curso, e vamos no futuro continuar a promover convosco a construção com terra em Portugal!

Aqui ficam também para os curiosos algumas fotografias tiradas durante a componente prática da formação:







22 novembro 2010

Curso ArquitecturasdeTerra_Fotografias_Aulas Práticas


Sala de Formação Arqcoop



Ensaios de campo


Ensaios de campo

Blocos apiloados para ensaios

Taipa

04 novembro 2010

Curso ArquitecturasdeTerra_Novembro 2010



CURSO ARQUITECTURASdeTERRA *

O ArquitecturasdeTerra vai promover em parceria com a ARQCOOP e o apoio da associação CentrodaTerra um curso teórico-prático de Construção com Terra a ter lugar em Lisboa de 15 a 27 de Novembro!

Para todos os interessados aqui ficam os dados de informação relativos ao curso, aqui em formato PDF e aqui a respectiva ficha de inscrição:


DESTINATÁRIOS:
Estudantes, recém-licenciados e profissionais das áreas de Arquitectura, Engenharia Civil, Património, Arqueologia, Investigação e Tecnologias de Materiais, e todos os interessados pela temática da construção com terra crua que desejem adquirir formação específica, ampliando e aprofundando os seus conhecimentos nesta área.

OBJECTIVOS:
Domínio dos conceitos teóricos e ferramentas práticas associadas à construção com terra crua, dotando os formandos dos conhecimentos necessários à implementação em projecto e obra das diversas tecnologias tradicionais e modernas de construção com terra.

PROGRAMA:
- Introdução, especificidade, diversidade e universalidade da construção com terra.
- Sustentabilidade, práticas construtivas e gestão de recursos.
- Técnicas construtivas com terra crua.
- Recuperação do património construído em terra, conservação e manutenção.
- Identificação, análise e ensaios de solos para construção.
- Construção de modelo protótipo em Taipa.

FORMADORES:
Arq.ª Eva da Silva Quaresma
Arq.º Pedro Alves de Abreu

CARGA HORÁRIA E CALENDARIZAÇÃO:
23 horas;
15, 17, 19, 20, 23 e 25 e 27 de Novembro;
2.ª, 4.ª, 6.ª, 3.ª e 5.ª, das 19h00 às 22h00, e Sábados, das 10h00 às 14h00.

INSCRIÇÃO:
200 € (Isento de IVA, ao abrigo do n.º 14 do artigo 9.º do CIVA.)

Para + informações e inscrições por favor contactem:
ARQCOOP - Cooperativa para a Inserção Profissional em Arquitectura, CRL
Rua João Nascimento Costa, Lote 7
1900-269 Lisboa
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* Esta actividade formativa foi validada pela Ordem dos Arquitectos e permite a obtenção de créditos para efeitos da formação obrigatória em temáticas opcionais, complementar ao estágio profissional.