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04 julho 2013

SEMINÁRIO_10 de JULHO / CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO _11 a 13 de JULHO DE 2013_UNL




SEMINÁRIO_10 de JULHO / 
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO _11 a 13 de JULHO DE 2013
_Campus do Monte da Caparica_ Universidade Nova de Lisboa


A terra como material de construção tem vindo a ser utilizada desde que há registos. 

Na arquitectura vernacular foi muito utilizada na execução de argamassas nomeadamente para assentamento de alvenarias e rebocos. 
Embora a sua utilização tenha praticamente desaparecido durante algum tempo, o interesse pelas argamassas de terra reapareceu com a necessidade de tornar a construção mais sustentável, com vista a possibilitar intervenções de conservação e reabilitação mais adequadas e eficientes e ainda para que a saúde dos utilizadores dos edifícios não seja comprometida. Em muitos países do mundo, e em grande parte dos países mais desenvolvidos da Europa, as argamassas de terra são correntemente formuladas, comercializadas e aplicadas. Felizmente em  Portugal este tema começa a prender o interesse por parte dos diversos agentes do sector da construção civil.  
As argamassas e os rebocos de terra apresentam particularidades que não são do conhecimento comum. Pela sua especificidade, no Seminário e no Curso de Especialização vai procurar-se aprofundar os seus diferentes aspectos. Este encontro de especialistas, investigadores, técnicos, construtores e empresários, da construção e ligados à indústria das argamassas e da cerâmica de barro vermelho, tem por objectivos motivar a utilização, desenvolvimento e inserção de novos produtos no mercado e demonstrar que é possível reconverter os meios disponíveis para a criação e aplicação de materiais construtivos inovadores / vernaculares e sustentáveis. 
Ver programa aqui
http://www.rebocosdeterra.blogspot.pt/

03 julho 2013

Exemplo_House Gulm_Austria_Aicher Ziviltechniker GmbH




© Photos: Norman Müller

House Gulm, Vorarlberg, Austria Rammed Earth | Taipa
Location: Vorarlberg, AustriaYear: 2010
Architects: Aicher Ziviltechniker GmbH
Area: 235 m²

For more information about the project visit here.

Exemplo_Earth Hunting Cabin_Belgium_BC-AS Architects


© Photos & drawings BC-AS Architects

Rammed Earth Hunting Cabin_Belgium_BC-AS Architects
Last year (2012), BC Architects organized Belgium’s first rammed earth workshop to build a small but comfortable hunting cabin from about 30 square meters of rammed earth. The foundation and roof work was completed by the architects, while workshop participants created the rammed earth walls. The resulting Maison de Chasse (a house for hunters) has a natural, organic color that blends in with the surrounding forest. The modest structure contains a chimney, a place for wood storage, and large windows that look out on the forest. “The texture of the rammed earth walls gives it a natural look, and the very existence of this building, proves that the triangle between architect-contractor-client can be modified to implement a more horizontal approach to construction,” the architects explain.
Original text by Wesley Degreef here.

18 junho 2013

Workshop Construção Sustentável em Terra | Taipa_13 Julho 2013_Almada


Vai decorrer no próximo dia 13 Julho 2013, no Centro de Arqueologia de Almada, um Workshop sobre Construção com Terra Crua, promovido pela entidade TerraFirme em parceria com o CAA e o ArquitecturasdeTerra.
Para mais informações relativas ao curso, poderão consultar o seguinte link:
Mais informações
Se pretenderem efectuar a respectiva inscrição online, basta clicarem no seguinte link:
Formulário de Inscrição

27 maio 2013

Workshop de Aplicação de Rebocos de Barro_14 Junho 2013_Embarro

Workshop de Aplicação de Rebocos de Barro 
dia 14 de Junho 2013, no Sítio dos Barrabés, 
8150 São Brás de Alportel








Embarro/ CasaDaCor
mail: info@casadacor.com / embarrosb@gmail.com
telf: +351 289 845 032 / +351 918 888 222

SEMINÁRIO Conservação e durabilidade de revestimentos histórico_LNEC 29-30 de maio de 2013_Lisboa

SEMINÁRIO "Conservação e durabilidade de revestimentos históricos - técnicas e materiais compatíveis"
_LNEC 29-30 de maio de 2013, Lisboa

http://www.lnec.pt/congressos/eventos/pdfs/sem_limecontech.pdf

Workshop Construção em Taipa_07-10 Jun 2013_Aljezur

CONSTRUÇÃO EM TAIPA
ALJEZUR - 07, 08, 09 e 10 de Junho 2013
http://www.arqcoop.com/construcao-em-taipa/
Só falta 1 inscrição para confirmar!!!












Fotos da edição anterior Novembro 2012)












21 maio 2013

Construção em taipa_Serpa, Alentejo
© Pedro Parente João

20 maio 2013

09 maio 2013

Seminário_"O Património Cultural Construído Face ao Risco Sísmico"_16/05/2013_Lisboa

Seminário "O Património Cultural Construído Face ao Risco Sísmico"
16 de maio de 2013
14:00 - 18:30
Museu Nacional de Etnologia,
Av. ilha da madeira, Lisboa

ENQUADRAMENTO
Os sismos que todos os anos assolam diversas regiões do planeta, têm, frequentemente, consequências catastróficas não só em perdas de vidas humanas mas também em termos de destruição do edificado e da infraestrutura necessária ao bem-estar das populações e ao normal funcionamento da economia.
O impacto dos grandes sismos faz-se também sentir sobre o Património Cultural das regiões atingidas, provocando perdas irreversíveis, como demonstram, em anos recentes, as destruições ocorridas na cidadela de Bam, no Irão, ou na basílica de S. Francisco de Assis, em Itália.
Em Portugal, são conhecidas as destruições de bens culturais de grande importância, tanto imóveis como móveis, provocadas pelo grande sismo de 1755 e pelo incêndio que se lhe seguiu.
Para além de centena e meia de edifícios religiosos e da maior parte do respectivo recheio, perdeu-se a biblioteca real e os seus mais de 70 000 livros, e, num único dos cerca de cinquenta palácios destruídos, perderam-se 200 quadros de pintores famosos, incluindo Rubens e Ticiano, uma biblioteca de 18 000 livros e cerca de 1 000 manuscritos.
Sendo o risco sísmico uma realidade em Portugal, em particular na sua metade sul, faz todo o sentido promover, junto dos técnicos e responsáveis portugueses, uma reflexão sobre esta temática e, em particular, sobre as medidas que podem ser postas em prática para reduzir a perigosidade representada pelos sismos para o património cultural.
Para tal, constitui um excelente pretexto a recente conclusão do projeto de I&D de âmbito europeu, “NIKER”, que teve por objectivo desenvolver e validar estratégias, metodologias, tecnologias e materiais para melhorar o comportamento dos monumentos e edifícios históricos face à ação sísmica, tendo em vista mitigar, de modo fiável e economicamente eficiente, os danos potenciais causados por um sismo intenso ao património cultural construído europeu.
Foi neste contexto, e ao abrigo do protocolo de colaboração celebrado em 2006, que o GECORPA - Grémio do Património e a Direção-Geral do Património Cultural decidiram organizar conjuntamente o presente seminário de divulgação.
No seminário estão representadas a Universidade de Pádua (entidade coordenadora do projecto) e as duas entidades portuguesas que participaram no projecto (a Universidade do Minho e a empresa Monumenta, Ld.ª), na sequência de uma candidatura apoiada em Portugal, desde o início, pelo GECoRPA – Grémio do Património.
Link para + informação aqui 

08 maio 2013

Koichi Kurita_Japan


"There are unlimited colors in soil caused by the complex combinations of various forms of life."
Koichi Kurita_Japan






















SOIL LIBRARY / NIIGATA (2012)
The soil we harden with our footsteps has a characteristic color of particular area. Soil collected from all over Niigata Prefecture - from rice fields, farmland, cliffs; and so on - is dried and sifted, and plant roots, stones and pebbles are carefully removed. When this is done, the soil starts to show its more vivid colors - red, blue, purple, yellow, beige, orange, brown, jet black.
In 1988, artist Koichi Kurita was in the middle of a trip through Asia when he picked up a handful of the soil at his feet. On returning home, he looked at the soil of Japan with new eyes and found it be as beautiful as a rainbow. In the early '90s he began a project to collect soil from all over the Japanese archipelago. Soil is not only made up of inorganic substances, but also contains plants, animals, and even our own ways of life. It was soil that showed and taught Kurita in a visible form that we are part of the natural world. He has decided to take only a handful of each type of soil, because his desire has no limits. Like an ascetic monk copying sutras, he dispassionately collects soil from all over Japan. He objective is to collect soil from every city, town and village in the country. Currently, his stock contains over 30,000 types of soil.
In Hokkaido, it's white in the north and black in the east. In Tohoku region, pinks and greens appear, perhaps because of minerals. In Kanto region, it's almost always grayish brown and ocher. In the Tokai region it's much lighter - white and beige. As you go west from Kansai region, it's more vivid, with colors like red and orange. In Shikoku region there are many stones, making the soil hard to collect, but one finds blues in unexpected places. In Kyushu region, there's even purple soil - due, perhaps, to activity of old volcanoes. This is the way in which Kurita, who has traveled the globe, reveals "the world's diversity" from the perspective of soil.
The color of soil is affected by its components, by average temperature, precipitation, changing seasons, vegetation, and the activity of hot spreeings and volcanoes. It is also changed by human activity. You could also say that human activity is affected by the soil.
When people paint pictures, they have a strong tendency to use brown paint for the ground. Standing in front of this work, we understand that the reality is different. Japan's natural beauty could not be fully expressed even with 12 colors of paint. It's these fine, smooth, sigh-inducingly beautiful particles of soil that tell us this is true.























2012 Artwork Catalog Echigo-Tsumari Satoyama Museum of Contemporary Art [KINARE]



























Bunbu School of Matsushiro (Nagano, Japan)

Photo:Koichi Kurita, Kazuko Kurita
YouTube (1)
YouTube (2)
YouTube (3)
Fonte: http://soillog.exblog.jp

30 abril 2013

Formação Arquitecturasdeterra_25 e 26 de Maio 2013_Arqcoop_Lisboa













Formação Arquitecturasdeterra
25 e 26 de Maio 2013
Sábado e Domingo, das 10h00 às 18h30
http://www.arqcoop.com/arquitecturas-de-terra/
 
Conheça os conceitos teóricos e as ferramentas práticas associadas à construção com terra crua, adquirindo os conhecimentos necessários à implementação em projecto e obra das diversas tecnologias tradicionais e modernas de construção com terra!!!
- Introdução, especificidade, diversidade e universalidade da construção com terra.
- Sustentabilidade, práticas construtivas e gestão de recursos.
- Técnicas construtivas com terra crua.
- Identificação, análise e ensaios de solos para construção.
- Construção de modelos protótipos em Taipa.


Local: Arqcoop_Lisboa
25 e 26 de Maio 2013
Sábado e Domingo, das 10h00 às 18h30

Actividade formativa validada pela Ordem dos Arquitectos, permite a obtenção de 8 créditos para efeitos da formação obrigatória em temáticas opcionais, complementar ao estágio profissional.

29 abril 2013

Comunicação Argamassas de Barro_ISMAT_José Lima

No âmbito das “Conferências de Arquitectura”, na próxima quinta-feira, dia 2 de Maio, às 17h00, no auditório do ISMAT, será apresentada uma comunicação intitulada “O contributo das argamassas de barro para a qualidade do ambiente interior dos edifícios: o caso das argilas do sotavento algarvio“, pelo Arquitecto José Lima.

23 abril 2013

Castelo de Alcácer do Sal (Al - Qasr)

Castelo de Alcácer do Sal (Al - Qasr)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

"Toda construída em taipa, com poderosas torres de alvenaria, esta fortificação foi, por diversas vezes, aumentada, ainda durante o período muçulmano, principalmente no século IX, quando dos assaltos de povos normandos. Desta importante estrutura militar resistem alguns troços da muralha de taipa e partes de algumas das torres.
O avanço das tropas cristãs, a conquista de Lisboa, em 1147, e a de Palmela, trazem um perigo visível para esta praça-forte. Desprotegida, devido à queda das suas similares mais a norte, Alcácer torna-se um alvo prioritário para as tropas cristãs. É que, para além da sua riqueza, representava o acesso para o Além Tejo e era a guardiã das estradas para Beja e Évora.
Em 1151, o bispo de Lisboa escoltado por uma armada de bretões, a quem prometera o saque da cidade, tenta conquistá-la. Mas, as poderosas muralhas cumprem eficazmente a sua função e os cristãos são forçados a retirar.
Seis anos mais tarde, nova tentativa foi falhada. Os ataques consecutivos vão, no entanto, fragilizar a competência defensiva e a cidade acaba por ser tomada em 1160, por D. Afonso Henriques, após dois meses de cerco.
Esta ocupação não é, contudo, definitiva. Trinta e três anos mais tarde Yacub o "Almansor" consegue recuperá-la. Porém os esforços muçulmanos para defender esta fortaleza vão ser em vão.
Em 1217, cavaleiros da Ordem de Santiago auxiliados por cruzados e sob o comando do bispo Sueiro conquistam Alcácer definitivamente.
Novo período abre-se, então, para a vida desta cidade. A Ordem de Santiago, a quem a sua defesa é entregue elege Alcácer como centro das suas acções militares. Os frades cavaleiros instalam os seus paços no castelo junto ao convento de Nossa Senhora de Aracaelli."
Marta Leitão
 
Em 1573 Rui Salema, fidalgo da Casa do Infante D. Luís, fundou dentro da cerca da fortaleza o Convento de Nossa Senhora de Aracaeli que foi ocupar as "instalações do palácio da Ordem de Santiago da Espada aí pré existente".
(FERREIRA, GOMES, 2008, p. 8)
As freiras clarissas habitaram o espaço por mais de 300 anos, até que a extinção das ordens religiosas ditou o fim progressivo da comunidade conventual.
Da estrutura do convento, de traça maneirista, subsiste o templo de nave única com coro duplo e capela-mor coberta por zimbório, e o claustro de quatro alas, com amplas arcadas no piso térreo e janelas de sacada no superior.
Já no século XV, o castelo perdeu a sua função militar e foi palco de alguns episódios expressivos da História de Portugal: no reinado de D. João II (1481-1495), o Príncipe Perfeito foi aqui informado da conspiração articulada pelo duque de Viseu; e D. Manuel I (1495-1521) aqui desposou, em segundas núpcias, a infanta D. Maria de Castela (30 de Outubro de 1500).
Aquando da crise de sucessão de 1580, as defesas de Alcácer do Sal, mal preparadas para o fogo da artilharia, não ofereceram séria resistência às tropas de Filipe II de Espanha. Deixado sem função a partir dos finais do século XIX, o antigo castelo medieval foi progressivamente sendo consumido pelo tempo e pelo abandono.
Classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910, somente na década de 90 do século XX se iniciaram obras profundas de consolidação e recuperação, tecnicamente discutíveis, a cargo da DGEMN, tanto do antigo convento como do castelo.
Em 1998 o antigo espaço conventual foi transformado numa pousada, e dez anos depois foi aberta a Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer do Sal, "Foi também neste período que importantes escavações arqueológicas no local puseram a descoberto vestígios de ocupação desde o Neolítico ao período pós-Reconquista, atravessando a Idade do Ferro e as épocas de ocupação romana e árabe. Muitas das peças encontradas estão actualmente expostas no museu arqueológico do castelo."
Catarina Oliveira DIDA/ IGESPAR, I.P./ Outubro de 2010
Exemplo importante da Arquitectura militar islâmica no nosso país, o castelo de Alcácer a colina onde está edificado o castelo é habitada desde a Idade do Ferro, tendo-se tornado num importante município durante a ocupação romana.
Com o domínio islâmico, a partir do século VIII, Alcácer manteve-se como um dos mais importantes centros urbanos e militares do território islâmico peninsular. com um poderoso e eficaz sistema defensivo.
Já na posse da coroa portuguesa, o castelo medieval foi reformado e ampliado, possuindo, à época, uma estrutura bem maior e mais imponente do que hoje se apresenta.
A construção ergue-se na cota de sessenta metros acima do nível do mar, com planta irregular aproximadamente elíptica, alcançando uma extensão de 260 metros no seu eixo maior e de 150 metros, no menor. com duas linhas de muralhas onde se dispõem torres de planta quadrada a espaços regulares.
Nos troços remanescentes das muralhas observam-se os vestígios de cerca de trinta torres em alvenaria de pedra e outras estruturas defensivas, incluindo uma albarrã semelhante à do Castelo de Badajoz, testemunhos de diferentes épocas construtivas.
Entre estas torres destacam-se a chamada Torre da Adaga, por apresentar esta arma esculpida numa pedra, a Torre do Relógio e a Torre de Algique, que foram erguidas também em taipa militar, elevando-se a 25 metros de altura.



21 abril 2013

Isoler sa maison en pisé? (ENTPE/CNRS)

Isoler sa maison en pisé?

Un article de Pierre-Antoine CHABRIAC (ENTPE/CNRS), Jean-Claude MOREL (ENTPE/CNRS), Erwan HAMARD (ENTPE/CNRS)
Face à l’évolution de la réglementation thermique qui vise à améliorer les performances thermiques des habitations en général, la question de l’isolation des constructions en pisé, en particulier, se pose actuellement et les professionnels de la construction en pisé doivent faire face à une demande de plus en plus pressante de la part des propriétaires de ce type de maisons. Néanmoins, isoler une maison en pisé peut se révéler contre-productif voire dangereux pour l’intégrité du bâtiment. Nous vous proposons donc ici de faire le point sur l’état des connaissances actuelles afin de vous aider à prendre les décisions les plus pertinentes possibles. 
La technique de construction en pisé est utilisée depuis l’antiquité. Elle s’est développée en France plus particulièrement à partir du 18ème siècle dans une zone géographique s’étendant approximativement de Clermont-Ferrand jusqu’aux Savoie d’Ouest en Est et de Chalon-sur-Saône à Valence du Nord au Sud ainsi qu’en Midi-Pyrénées. Un mur en pisé est constitué de terre prélevée localement et compactée en couches successives dans un coffrage. Les terres à pisé sont constituées d’argiles, de limons, de sables et éventuellement de graviers voire d’éléments encore plus grossiers. Contrairement aux murs à base de ciment ou de terre cuite qui peuvent être considérés en première approximation comme imperméables à la vapeur d’eau et très peu poreux, le pisé, lui, a la capacité d’absorber de l’eau sous forme vapeur ou liquide. Ces caractéristiques rendent le comportement thermique de ce matériau plus complexe que celui d’un matériau de construction plus conventionnel comme le béton ou le parpaing de sable ciment, par exemple.
Le premier effet qui se manifeste est l’inertie thermique du mur : les murs en pisé ont une forte épaisseur (de l’ordre de 50 cm) et, donc, une masse très importante. De ce fait, lorsque le soleil chauffe la paroi extérieure, il faut au moins une demi-journée avant que la chaleur correspondante ne commence à traverser le mur. Ainsi, à l’automne, en hiver et au printemps la chaleur captée dans la journée est restituée la nuit. Ceci explique, en partie, l’effet de « climatisation naturelle » connu dans les maisons en pisé et parfaitement quantifiable. L’été, en revanche, le soleil est plus haut et son rayonnement est moins intercepté par les murs.
Le deuxième effet thermique est lié aux changements de phase de l’eau dans les murs : les murs en pisé absorbent l’eau-vapeur provenant de l’utilisation normale de la maison par ses habitants (douches, cuisson, respiration…). Ils peuvent aussi absorber de l’eau-liquide qui remonte par capillarité du soubassement si celui-ci n’est pas totalement étanche ou de l’eau de pluie si celle-ci est localement interceptée par les façades extérieures. Cette eau s’accumule dans le mur pendant les phases humides et froides. Elle est ensuite restituée par évaporation dans l’atmosphère extérieure et intérieure pendant les phases ensoleillées plus chaudes. Or, lorsque l’eau passe de l’état liquide à l’état vapeur, en absorbant de l’énergie pour sa vaporisation, elle abaisse la température du mur (le même phénomène se produit lorsque vous transpirez pour lutter contre la chaleur) et inversement, lorsque l’eau passe de l’état vapeur à l’état liquide, en restituant cette énergie, elle augmente la température du mur.
Ainsi, en été une partie de l’énergie apportée par le soleil est consommée par l’évaporation de l’eau du mur et en hiver la condensation de la vapeur d’eau dans le mur lui apporte de la chaleur. L’effet de changement de phase de l’eau s’additionne donc à celui d’inertie thermique du mur pour tempérer le climat intérieur du bâtiment.
Il est important de comprendre que les constructions en terre crue (pisé, torchis, adobe, bauge …) s’humidifient, transpirent, respirent et sont perméables à la vapeur d’eau. La mise en place d’un isolant (ou d’un enduit) plus ou moins imperméable sur leur surface ne peut que perturber les phases d’humidification/séchage du mur. L’eau peut alors s’accumuler dans le mur et réduire sa résistance mécanique ce qui peut aller jusqu’à l’effondrement.
Il y a DANGER ! Si on doit appliquer un revêtement sur un mur en terre crue on doit d’abord s’assurer de sa perméabilité vis à vis de la vapeur d’eau. Les isolants imperméables à la vapeur d’eau (polystyrènes…) sont donc à proscrire aussi bien en intérieur qu’en extérieur pour le pisé. Les isolants poreux risquent de se gorger d’eau en dessous du point de rosée (température à partir de laquelle l’humidité présente dans l’air se condense) et, une fois humides, perdre leur capacité d’isolation et entrainer d’autres pathologies comme le développement de moisissures, par exemple.
Aujourd’hui nous ne savons pas encore quantifier précisément l’apport de chacun des phénomènes en jeu dans le contrôle hygrothermique du pisé. Il est donc difficile, à l’heure actuelle, de se prononcer avec certitude sur l’intérêt de l’isolation. Les conséquences sur le comportement hygrothermique de l’isolation d’une maison en pisé n’étant pas connues, il est préférable, pour le moment, de différer ce type de travaux lorsque c’est possible. Si toutefois la maison présente un inconfort thermique important, nécessitant une intervention, alors nous vous recommandons :
_ de faire vérifier la nature de vos enduits, un enduit à base de ciment empêche le bon fonctionnement hygrothermique du pisé, les seuls enduits compatibles avec les murs en terre crue sont ceux à base de terre, ou de chaux hydraulique naturelle (NHL) ou de chaux aérienne (CL et DL). Si votre maison est enduite avec un enduit imperméable, une solution peut être de l’enlever et le remplacer, (« Règles professionnelles pour la mise en œuvre des enduits sur supports composés de terre crue » à paraître)
_ de vous adresser à un professionnel du pisé expérimenté,
_ de ne jamais utiliser d’isolants ou de revêtements étanches à la vapeur d’eau,
_ de ne pas isoler les murs exposés au soleil
_ si nécessaire, de construire coté intérieur, un doublage ventilé sur les murs exposés au nord uniquement
_ de privilégier l’isolation du toit et des ouvertures (doubles vitrage)
Afin d’apporter des éléments de réponses à toutes ces questions, l’équipe de recherche « matériaux premiers » de l’Ecole Nationale des Travaux Publics de l’Etat a lancé un programme de recherche.
Les premiers résultats sont attendus à l’horizon 2013.
Rédigé avec la participation de Franck Janin (Ingénieur conseil en énergies renouvelables et thermique du bâtiment). Quelques chiffres
-Un pisé à une densité comprise entre 1,7 et 2,2 (soient 1700 à 2200 kg/m3), on peut se baser sur des valeurs de conductivité thermique (à sec) allant de 0,45 et 1,6 W/m.K (grande variabilité en fonction des terres et des méthodes de mesure) et une capacité calorifique massique de l’ordre de 900 J/kg.K.
-Pour un volume de 1m3 de pisé (soit un mur d’une surface de 2 m² d’un mur de 50 cm d’épaisseur), contenant 1% de teneur en eau liquide en poids, si toute cette eau devait se vaporiser à 20°C et sous pression atmosphérique (1 bar), l’énergie consommée serait de 12,5 kWh (ce phénomène thermodynamique est dit « réversible », ce qui signifie que si ces 1% d’eau sous forme vapeur cette fois se condensaient, la même quantité d’énergie serait alors restituée).
-Le potentiel énergétique moyen en provenance du soleil est de 1400 kWh/m² de surface horizontale/an au sol en France. Ce chiffre est évidemment très dépendant de la région.

Evaluación de daños y soluciones para construcciones en Tierra Cruda_Manual de Terreno


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 





Evaluación de daños y soluciones para construcciones en Tierra Cruda
Manual de Terreno
2012
http://www.cdt.cl/cdt/uploads/Manual%20Tierra%20Cruda.pdf

Tapia en Mucuchies_Andes Venezolanos



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 










Tapia en Mucuchies, Andes Venezolanos
© Pablo Farfan


10 abril 2013

Seminário Internacional de Arquitectura de Terra_CIAMH_FAUP_2/3 Maio


































Seminário Internacional de Arquitectura de Terra_CIAMH_FAUP_2 e 3 de Maio 2013 

Revealing the Potential of Compressed Earth Blocks_Omar Rabie

Revealing the Potential of Compressed Earth Blocks—A Study in the Materiality of Compressed Earth Blocks (CEB): Lightness, Tactility, and Formability do arquitecto egípcio Omar Rabie, documenta experiências sobre o potencial dos BTC´S (blocos de terra comprimida), aquando dos seus estudos no MIT, The Architectural Association e em Auroville.
Rabie explora as diferentes possibilidades de conexão entre blocos utilizando apenas um modelo de bloco - especificamente como a forma de um bloco influencia as ligações e os padrões possíveis de alvenaria e a sua execução.
Estas porções de parede foram construídas com blocos interligados de modo a aumentar o atrito e testar como uma alvenaria com atrito elevado pode resistir a cargas laterais, em comparação com paredes construídas com blocos standard. Neste caso, os blocos são interligados na direcção longitudinal da parede. A experiência mostrou que é possível criar formar livremente CEBs mais complexos e construir paredes com um ligações incomuns, como uma ligação em ziguezague. (ver PDF).

Revealing the Potential of Compressed Earth Blocks—A Study in the Materiality of Compressed Earth Blocks (CEB): Lightness, Tactility, and Formability, by Egyptian architect Omar Rabie, documents explorations of the potential of CEB while studying at MIT, The Architectural Association and Auroville.
In these two experimental mock-ups, Rabie explored the different possibilities of bondings using one block—specifically how the shape of the single block influences the block bonding patterns in a stack bond and running bond.
This portion of a wall was built of specially formed interlocking blocks to increase friction to test how high friction masonry wall will highly resist lateral loads in comparison to walls constructed with standard blocks. In this case, the blocks are interlocked in the long direction of the wall. This experiment proved that it is possible to freely form more complex CEBs and build walls with an unusual bonds, like this strong zigzag bond.

07 abril 2013

CRATerre_Festival Grains d'Isère_2013

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CRATerre. Festival Grains d'Isère 2013
Aux Grands Ateliers, Villefontaine, du 29 mai au 2 juin 2013.
Pour sa douzième édition le festival Grains d'Isère poursuit son exploration de la matière et des architectures de terre crue. A partir d’un immense tas de terre sont mises en scène les extraordinaires qualités de la matière. Autour du triptyque architecture, arts et sciences, le festival convie les participants et les visiteurs à en découvrir les potentialités. Tous sont invités « à mettre les mains à la terre » pour en ressentir les propriétés et spécificités. Cette approche scientifique, artistique et culturelle, basée sur la compréhension et la manipulation de la matière, est développée sous la forme d’animations scientifiques et artistiques, de chantiers, d’expérimentations, de conférences, d’expositions et de spectacles. Le festival est aussi un formidable moment d’échanges associé à un temps de réflexions afin de promouvoir au sein du grand public, des élus, des formateurs et des professionnels un esprit de découverte et d’ouverture pour répondre aux grands défis et enjeux du développement durable et contribuer à réconcilier l’homme et son environnement.
 
Document à consulter : programme 2013.