terça-feira, 31 de março de 2009

Angola_novas tecnologias na construção casas de terra

Angola: novas tecnologias aplicadas na construção de casas de terra melhoram habitação- Especialistas
17 de Maio de 2008, Braga

(Lusa) - Os investigadores da Universidade do Minho, Said Jalali e Rute Eires, defenderam, hoje, em Braga que "as recentes inovações tecnológicas aplicadas na construção de casas em terra" podem ser aplicadas em Angola, onde não falta matéria-prima adequada.
"A introdução de técnicas inovadoras pode desfazer preconceitos em relação a este tipo de construção e promover a sua utilização no mercado da habitação e construção", afirmaram.
Os dois peritos do Departamento de Engenharia Civil falaram na Conferência intitulada "Angola: Ensino, Investigação e Desenvolvimento (EIDAO 08)" que, hoje, terminou na Universidade do Minho e que, sob a presidência do universitário angolano, Joaquim Macedo, juntou 100 académicos, investigadores, homens de cultura e agentes económicos, sociais e políticos de Portugal, Angola e Brasil.Said Jalali e Rute Eires lembraram que "Angola é um país com excelentes condições para a utilização da construção em terra, pelo seu clima e pela sua abundante matéria-prima".
Revelaram que "as inovações neste tipo de construção consistem, sobretudo, no desenvolvimento de soluções de estabilização do solo que trazem melhorias significativas em termos de durabilidade, economia, sustentabilidade e estética".
Referiram que "a estabilização do solo é realizada por diversos meios, como por exemplo, pela mistura de terra com outros materiais como o cimento, a cal, pozolanas e cinzas volantes e adições, em pequenas quantidades, de alguns aditivos de origem material".
Com estas especificações - sublinharam - "é possível obter um material de construção mais durável, pelas suas maiores resistências à água, a bactérias e fungos e pela sua maior resistência mecânica".

Tal permite, ainda, "reduzir o tempo de cura do material e obter um aspecto mais adaptado às actuais exigências sociais".
Os dois peritos lembraram que a introdução desta tecnologia pode mudar a percepção desajustada de que o uso da terra na construção "está ligado à pobreza", acentuando que "se estima que metade da população do globo, três biliões de pessoas viva em construções de terra crua, realizadas através de diversas tecnologias".
LM.
Lusa

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