quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Livro_A Construção com Terra

Recebemos recentemente informação enviada pelo Prof. F. Pacheco Torgal relativa a um livro intitulado “A Construção em Terra”, recentemente concluído e que se encontra já em fase de impressão.
Procedemos assim à sua divulgação mostrando a capa, prefácio e indice do livro.

"A Construção com Terra" tem como co-autores, para além do Prof. Pacheco Torgal, o Professor Catedrático Said Jalali e a Mestre Arquitecta Rute Eires ambos da Universidade do Minho, que tiveram no ano passado oportunidade para falar das vantagens da utilização deste tipo de construção na Conferência EIDAO 08.

O livro tem 175 páginas, 88 figuras e um preço unitário de 15 € (quinze euros), podendo a sua encomenda ser feita através do mail torgal(at)civil.uminho.pt.

Mostramos aqui o Prefácio e o Índice do livro:

"Até há bem pouco tempo, falar da construção em terra em Portugal, seria falar de uma construção utilizada num passado mais ou menos distante por franjas populacionais de fracos recursos económicos, que na impossibilidade de conseguirem adquirir materiais modernos como o aço, o cimento ou o tijolo, mais não lhes restava que utilizarem aquilo que a natureza fornecia gratuitamente. Infelizmente e embalados por essa errónea convicção, esquecemo-nos de procurar justificações racionais, para o facto de países economicamente muito mais folgados do que nós, como a França ou a Alemanha, se terem empenhado há já algum tempo em valorizar e fomentar a construção em terra. Na verdade não existem quaisquer argumentos que não sejam os de ordem estritamente cultural que possam justificar a forma como depreciativamente olhamos para a construção em terra no nosso país.
O panorama atrás descrito começou já felizmente a mudar, sendo hoje visíveis muitos exemplos no Alentejo e Algarve, que evidenciam um ressurgimento da construção em terra. Para além do caso da Câmara Municipal de Odemira que desde 2005 baixou substancialmente as taxas para a construção das habitações em taipa, ou mais recentemente o caso da Câmara Municipal de Vilamoura que este ano iniciou a construção de duas Escolas Básicas com alvenarias de adobe, juntam-se ainda vários empreendimentos turísticos junto na Costa Vicentina e também várias moradias unifamiliares um pouco por todo o Sul do país. No entanto e comparativamente às centenas de milhares de fogos que caracterizam o parque habitacional Português, a construção em terra representa ainda uma percentagem tão reduzida que praticamente não tem expressão estatística.
Tendo em conta que, para além de vantagens várias relativamente á construção tradicional como por exemplo, ser menos propensa a doenças do foro respiratório, apresentar menor poluição e menor geração de resíduos, a construção em terra apresenta ainda vantagens em termos de poupanças energéticas substanciais, sendo que este último factor se assume como crucial num país que tem no seu défice energético um dos seus mais graves problemas económicos e ambientais. Torna-se por isso não já só uma questão de bom senso, mas mesmo imperioso incentivar a construção em terra, tarefa para a qual esta obra pretende contribuir ainda que modestamente.

Said Jalali
Universidade do Minho "


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