quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Rebocos de Cal_24 e 25 de Outubro_Avis



Ora aí está um tema bem interessante!
Para mais informação contactem a Delegação de Portalegre – OA-SRS
R. Almeida Sarzedas, nº 36, 1º7320-115 Castelo de Vide
Telefone: 245 919 280 (9h00-13h00)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

VI Congreso Internacional de Arquitectura de Tierra_Espanha

Apresentamos aqui, mesmo em cima do tempo, o programa definitivo do VI CONGRESO INTERNACIONAL DE ARQUITECTURA DE TIERRA. TRADICIÓN E INNOVACIÓN, que vai decorrer nos dias 26 e 27 de Setembro de 2009 em Cuenca de Campos, Valladolid, Espanha.

Organiza o evento o Grupo TIERRA-UVa com a colaboração do Ayuntamiento de Cuenca de Campos, da Cátedra UNESCO Patrimonio, Restauración y Hábitat da Universidad de Valladolid

Destaque caseiro para as apresentações lusas do Arquitecto Filipe Jorge com o tema 'Alentejo-Terra actual e contemporânea.' e também dos Engenheiros António Figueiredo, Humberto Varum e Aníbal Costa, pela Universidade de Aveiro, sobre a 'Avaliação experimental de uma solução de reforço sísmico de paredes de alvenaria de
adobe.'

PROGRAMA
SÁBADO 26 de septiembre
10.00h Recepción de participantes y entrega de documentación.
10.30h INAUGURACIÓN DEL CONGRESO
Salón de Plenos del Ayuntamiento de Cuenca de Campos. Alcalde y Autoridades.
José Luis Sainz Guerra, Director del Congreso
10.45h Recomendaciones para renovar conservando. Criterios de intervención en la Arquitectura
Tradicional.
José Luis Sainz Guerra, Dr. Arquitecto. Universidad de Valladolid (España).
Profesor de Urbanismo ETSA. Director grupo-TIERRA
11.30h Análisis tipológico y constructivo de muros curvos de tapial. Molinos de viento en Tierra
de Campos.
David Muñoz de la Calle, Luis Pahino Rodríguez, Arquitectos, y Félix Jové, Dr. Arquitecto.
Universidad de Valladolid (España).
12.15h Análisis de la nueva norma AENOR para bloques de tierra comprimida BTC
Pedro Olmos Martínez, Dr. Ingeniero de Caminos, Canales y Puertos.
Universidad de Valladolid (España). Profesor de Mecánica del Suelo.
13.00h Utilización de materiales naturales en el revestimiento de muros de adobe.
María Teresa Méndez, Dra. Arquitecto. Eduardo Mendiola Morales y Frank R. Morales Rojas,
estudiantes Ingeniería Civil/Arquitectura.
Universidad Ricardo Palma, Lima (Perú)
14.00h COMIDA
16.30h Densidad, Oquedad, Luz.
José Manuel González Vázquez, Santiago Bellido Blanco y Concepción Pérez Martín.
Arquitectos.
Profesores e Investigadores de la Universidad de Valladolid (España); Universidad Lusíada de
Oporto (Portugal).
17.15h El barro en la arquitectura industrial de las provincias de Valladolid y Salamanca.
Alicia Sainz Esteban y Mónica del Río, Arquitectos.
Universidad de Valladolid (España).
18.00h La cal en el diseño y conservación de arquitecturas de tierra.
Beatriz García Koch, Luis Fernando Guerrero Baca y Francisco Javier Soria López, Dr.
Arquitectos.
Profesores-Investigadores Universidad Autónoma Metropolitana- Xochimilco, Ciudad de México
(México).
18.45h Experiencias de construcción con tierra. Tres viviendas VPO en Gotarrendura (Ávila)
Carlos Jiménez Pose, Arquitecto.
Ávila (España)

DOMINGO 27 de septiembre
10.45h Las Pegueras en Tierra de Pinares.
Raquel Martínez, Arquitecto.
Valladolid (España).
11.30h Innovación en la construcción con tierra. Convivencia con las nuevas exigencias y
normativas.
Marta Molina Huelva, Dra. Arquitecto.
Sevilla (España).
12.15h Alentejo-Terra actual e contemporânea.
Filipe Jorge, Arquitecto
Lisboa (Portugal)
13.00h Avilação experimental de una solução de reforço sísmico de paredes de alvenaria de
adobe.
António Figueiredo, Ingeniero Civil. Humberto Varum y Aníbal Costa, Dr. Ingenieros Civiles.
Universidade de Aveiro (Portugal).
14.00h COMIDA
16.30h Rasgos y deterioros constructivos de la arquitectura en tierra del oriente cubano.
Idamnis Monteagudo Rodríguez, Belkis Saroza Horta, Yami Castro Conrado, Miguel Ángel
Rodríguez Díaz, María del Rosario González Moradas, Pedro Nolasco Ruiz Sánchez,
Arquitectos.
Universidad Central de las Villas (Cuba); Universidad de Oviedo (España); Instituto Superior
Politécnico “José Antonio Echevarría” (Cuba)
17.15h Caracterización de los cajones de tapial del Castillo de San Pedro de la Tarce (Valladolid) Félix Jové, Dr. Arquitecto. Profesor de Construcciones Arquitectónicas ETSA. Subdirector grupo-TIERRA. David Muñoz de la Calle y Luis Pahino Rodríguez, Arquitectos. Universidad de Valladolid (España)
18.00h ACTO DE CLAUSURA
Iglesia-Museo de Santa María. Entrega de Certificados

Inscripciones:
Abonadas después del día 18 de septiembre de 2009:
• Para inscritos que presenten comunicación 70 euros
• Para inscritos 115 euros
• Para estudiantes universitarios (50%) 60 euros
• Para estudiantes universitarios que presenten comunicación (50%) 35 euros

Abono cuota de inscripción: Caja de Arquitectos ARQUIA. C/C nº 3183-4700-13-0000854291
Indicar en el abono: "Congreso Tierra" y nombre y apellidos del participante.
La inscripción dará derecho a la asistencia al mismo, al material del Congreso, CD con la Publicación Digital completa de las ponencias, almuerzo, comida de los dos días y Certificado de Asistencia y/o participación.
El justificante de pago de la cuota de inscripción deberá ser enviado a la dirección de correo electrónico arriba indicada.

ALOJAMIENTO
:

-Albergue de Peregrinos. Ayuntamiento de Cuenca de Campos. Telf.: 983.740.006
-Posada Rural “La Tata” (Cuenca de Campos) Telf.: 983.761.131

Para mais informações e/ou dúvidas podem contactar a organização pelo e-mail: tierra@arq.uva.es

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fotografia_Terra_Cal_Yémen

Há fotos engraçadas... e que demonstram bem as ironias deste Mundo...

Um homem, todo pintalgado de branco pelo trabalho, reveste com argamassa de cal e terra uma parede numa rua estreita e cinzenta de Sana'a, no Yémen, enquanto duas mulheres seguem o seu caminho com um negro traje.



© Tim Dirven Panos

Earth Workshops em San Miguel de Allende_San Antonio

Recebemos informação relativa a 2 workshops a decorrer na América Latina, promovidos pela empresa Tierra e Cal, primeiro nos dias 29,30,31 de Octubro em San Miguel de Allende, no México, e em seguida nos dias 5,6,7 de Novembro em San Antonio, Texas, USA.
A quem estiver interessado em participar nos cursos, podem conhecer melhor o trabalho da TierraYCal através do site empresa.

Quanto aos worshops têm acesso a mais informação nos flyers clicando nas imagens.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Formação Inicial de Construção em Taipa_Matriz_Setembro_2009



A Associação Matriz, no decurso das actividades anteriores, vai realizar já em Setembro de 2009, mais uma acção de formação inicial sobre conservação e recuperação de construções em Taipa. O local onde vai decorrer a acção será em Taliscas, Odemira, na sede da associação (ver mapa aqui).
Aqui fica, para os interessados, o Plano de Formação:

DIA 11
9.30h / 13.00h
- Apresentação da formação e seus intervenientes
- Abordagem à construção em taipa
- Análise de terras
14.30h / 17.00h
- Execução e análise de provetos
- Apresentação os utensílios
- Início dos trabalhos de construção

DIA 12
9.30h / 13.00h
- Execução de taipa com pilão manual utilizando diversos tipos de matéria prima
14.30h / 17.00h
- Execução de taipa com pilão pneumático

DIA 13
9.30h / 13.00h
- Finalização dos trabalhos de taipa
- Análise dos resultados
14.30h / 17.00h
- Execução de rebocos de terra
DIA 19
9.30h / 13.00h
- Panorama histórico e actual da construção em terra, em Portugal e no Mundo
- Organização e gestão de uma obra em taipa
14.30h / 17.00h
- Principais patologias das construções em taipa
- Técnicas de prevenção e conservação
- Observação de ruínas e obras de recuperação

DIA 20
9.30h / 13.00h
- Visita a uma obra em curso e a um edifício actual, ambos em taipa.
14.30h / 17.00h
- Apresentação da obra de recuperação do Castelo de Paderne.
- A cal e a sua utilização nos rebocos ditos tradicionais.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Ser Taipeiro é Fixe! (II)

Como combinado e sempre com o apoio inestimável do pessoal na obra, que de resto não têm parado! aqui fica mais um ponto de situação na obra em Odemira.
Eles entusiasmaram-se, aceleraram o andamento e se não nos despachamos, quando voltarmos já temos os donos a morar na casa!

Um destaque especial e particular para alguns pormenores de arquitectura/construção que já se começam a perceber, como os remates dos vãos, avançados em relação à volumetria da casa, a estrutura de pilares interiores em betão onde vai apoiar a cobertura em madeira e os topos da paredes onde irá assentar o lintel, com o objectivo de agarrar estruturalmente o conjunto e produzir esforço vertical de compressão, fundamental sobre as paredes.


Não podemos já agora deixar de referir a resposta aos posts e fotos do "Ser Taipeiro é Fixe!" que tem sido fantástica, com gente de sitios tão diferentes como o Brasil, França, Londres, Vidigueira, Portalegre, Tavira e Lisboa a enviarem mails com comentários e parabéns que muito agradecemos!

Já sabem... próximos episódios desta novela de taipa em breve , sempre num blog perto de si...
eheh

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Arq_Terra_Casa entre Muros_Equador

Divulgamos aqui mais uma pequena pérola recente (daquelas que ainda não vêm nas revistas mas que nos deixam felizes!) de construção com terra, desta vez mostramos a Casa Entre Muros, moradia construída em Tumbaco, Quito, no Equador, projectada por al bordE Arquitectos (David Barragán e Pascual Gangotena).


Segundo os donos, esta casa surgiu do desejo de se estabelecerem num espaço que o sentissem como seu, vivendo em harmonia com a Natureza; pela necessidade de autonomia dos três membros da família e construiu-se com a ideia inicial de que” existe sempre uma outra forma de fazer as coisas e diferentes formas de habitar”.
Deste modo, longe da poluição da cidade, esta moradia encontra-se encaixada numa das encostas do temível vulcão Ilaló, integrada numa paisagem de elevada pendente e espantosa beleza, virando-se o terreno de modo quase escandaloso!! para a vista do vale e limitado por dois pequenos ribeiros que se cruzam lá em baixo.
Assim, um corte em desaterro na geografia da paisagem permitiu criar uma plataforma onde implantar o projecto e também conseguir suficiente matéria-prima para construir as enormes e maciças paredes de terra.
Este corte no terreno determinou também a posição de cada parede de taipa, criando uma sucessão de paredes com diferentes alturas de cobertura. Um longo corredor é aqui utilizado como separação da envolvente para criar uma série de áreas distintas, reforçando por outro lado, a autonomia de cada espaço. E promovendo a abertura para a vista atractiva do vale
Outro dos aspectos interessantes neste projecto é a procura de uma relação harmoniosa entre objecto e lugar, determinante no desenho construtivo e no funcionamento da casa, por exemplo através do aproveitamento e tratamento das águas pluviais e o sistema de aquecimento solar, quer presente também pela via da tradição cosmológica.
Para isso procedeu-se a uma peculiar cerimónia de pedido de permissão ao vulcão e limpeza de energias negativas, com oferendas e bons augúrios a serem enterrados no centro energético da casa, na zona que divide o social e o privado, ponto de contacto entre os utilizadores e o vulcão.
Por outro lado percebemos uma forte preocupação com a materialidade em que a terra faz todo o sentido e tem papel de destaque.
A terra como material de construção é aqui, e muito bem, entendida como gerador de baixo impacto na envolvente, de baixo custo económico, a matéria prima é retirada do desaterro, não produz lixo de obra, armazena calor e regula o ambiente interior, ao possuir a capacidade de absorver a humidade mais depressa e melhor que outros materiais.
Este exemplo de Arquitectura de terra, seleccionado para os WA Awards Third Cycle Março 2009, procura assim colocar em evidência a natureza material dos elementos que a compõem potenciando as suas qualidades estéticas, formais, funcionais e de estrutura.
Ficha técnica
Arquitectos:
al bordE, David Barragán y Pascual Gangotena
Localização: Tumbaco – Quito – Equador
Dono de Obra: Sra. Carla Flor
Apoio Técnico: Arq. Bolívar Romero
Construtor: Sr. Miguel Ramos
Colaboração: Estefanía Jácome
Área do terreno: 5000 m2
Área de construção: 180 m2
Projecto: 2007
Construção: 2007 - 2008
Links para o site al bordE Arquitectos aqui e para a fonte da notícia aqui.

O que acham da obra, gostaram? Querem experimentar?
Falem connosco!
Querem divulgar projectos e ideias com terra?
Contactem o Arquitecturasdeterra!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ser Taipeiro é Fixe! (I)

Recebemos entretanto fotografias fresquinhas da evolução da obra em Odemira, que nos foram enviadas pelo encarregado, o Sr. Francisco Marques, a quem agradecemos, e que, para além da execução dos vãos e respectiva padieira em cimento, mostram a incrível velocidade de construção, sem dúvida dos aspectos que mais nos surpreende no processo da taipa.

Esperamos regressar a Odemira em breve, desta vez para ver fazer o lintel e montarem a cobertura da moradia.
Mais fotos desta novela de taipa em breve, num blog perto de si...

Rigoroso Estudo de uma Universidade Americana

Finalmente chegou aquilo de que precisávamos para dar credibilidade em Portugal à construção com terra...um rigoroso estudo de investigadores de uma Universidade Americana!
Uff, estamos salvos!...Qual crise!? Agora sim... damos a volta a isto...
Em seguida aqui fica a reportagem sobre o estudo apresentado.
"
"A new research has determined that the secret of a successful sandcastle could aid the revival of an ancient eco-friendly building technique.
The researchers, led by experts at Durham University’s School of Engineering, have carried out a study into the strength of rammed earth, which is growing in popularity as a sustainable building method.
Just as a sandcastle needs a little water to stand up, the Durham engineers found that the strength of rammed earth was heavily dependent on its water content.
Rammed earth is a manufactured material made up of sand, gravel and clay, which is moistened and then compacted between forms to build walls.
Sometimes, stabilizers such as cement are added but the Durham research focused on unstabilised materials.
The research showed that a major component of the strength of rammed earth was due to the small amount of water present.
Small cylindrical samples of rammed earth underwent “triaxial testing”, where external pressures are applied to model behavior of the material in a wall.
The researchers found that the suction created between soil particles at very low water contents was a source of strength in unstabilised rammed earth.
They showed that rammed earth walls left to dry after construction, in a suitable climate, could be expected to dry but not lose all their water.
The small amount of water remaining provided considerable strength over time.
According to the researchers, their work could have implications for the future design of buildings using rammed earth as the link between strength and water content becomes clearer.
There is increasing interest in using the technique as it may help reduce reliance on cement in building materials.
Rammed earth materials can usually also be sourced locally, thereby reducing transport needs.
As well as informing new build designs, the team hopes their findings could also aid the conservation of ancient rammed earth buildings by putting methods in place to protect against too much water entering a structure, which would reduce its strength.
According to research project leader, Dr Charles Augarde, of Durham University’s School of Engineering, “We know that rammed earth can stand the test of time, but the source of its strength has not been understood properly to date.”
“Our initial tests point to its main source of strength being linked to its water content,” he said.
“By understanding more about this, we can begin to look at the implications for using rammed earth as a green material in the design of new buildings and in the conservation of ancient buildings that were constructed using the technique,” he added. (ANI)"
Brincadeiras à parte, embora algumas das conclusões apresentadas sejam interessantes, e desmistifiquem alguns preconceitos, o estudo demonstra sobretudo como os americanos (alguns...é bom não generalizar) caiem facilmente em lugares comuns nestas coisas da construção com terra, e tudo nos é vendido como descobertas revolucionárias !
Oh senhores, saiam mas é do laboratório, vistam lá o calçanito, o téninho e a meínha branca, e visitem países como o Mali, Marrocos, o Yémen ou aqui o Sul de Portugal (reparem como aproveitamos e promovemos o Turismo nacional!) e deixem-se de tretas! Parem lá de inventar a roda!
aqui fica o link para a fonte

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Reportagem BBC_Marcial Blondet



Ainda bronzeados das férias recentes, aproveitamos para divulgar no ArquitecturasdeTerra uma interessante reportagem para a BBC no Perú, onde o conhecido engenheiro e professor Marcial Blondet nos fala da relação e influência dos sismos nas estruturas de construção em adobe e como é possível melhorar o seu desempenho face a esses fenómenos naturais, através de técnicas e materiais actuais.

Para ver a reportagem, podem clicar aqui.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ser Taipeiro é FIXE!!







Regressados que estamos de umas férias saborosas nos Açores, aqui ficam algumas fotografias da mais recente aventura do Pedro como taipeiro no Alentejo litoral, mais propriamente na Boavista dos Pinheiros, junto a Odemira, de 20 a 24 de Julho.
Há uns mesitos atrás fomos convidados, (desafiados do tipo - vocês querem experimentar?! não eram capazes...querem mesmo?! ok, vejam lá! ok...está bem...eheh, ok chatos!) pelo arquitecto Henrique Schreck, a quem não me canso de agradecer o convite.
Já tinhamos feito taipa anteriormente em vários encontros e workshops, mas nunca "a sério". A ideia era assim responder a uma paixão daquelas que a gente não explica... assentar as muitas teorias arrecadadas sobre o assunto, pôr as mãos na massa e aprender fazendo!
A Eva teve que se cortar (são mais lúcidas as mulheres...) por não ter mais dias de férias disponíveis e lá rumei eu para o sol do Alentejo com destino São Teotónio, a partir daí as imagens dizem o resto... e adorei a experiência! Fiquei com as mão cheias de bolhas e um caparro considerável... foi durinho fisicamente mas sinceramente espero repetir! Agora contamos seguir de perto o resto que ficou por fazer da moradia.

Quanto ao processo construtivo da taipa, enfim, fiz de tudo como os outros, bati muita taipa, acartei baldes, montei e desmontei vezes sem conta o taipal...tudo!...menos as aguardentes depois do almoço e depois ir trabalhar, isso naaa! Preferia ficar-me por uma garrafinha de água das pedras enquanto os meus colegas davam uma de macho!
Já agora, uma palavra para a hospitalidade e amizade com que fui recebido na obra, o Jorge (meu companheiro de taipal), o Carlos e o Márcio, o amigo Zé, o Garcia e o sr. Loução, (o patrão) tudo gente boa! é claro, são alentejanos!



Assim, para aqueles que pensam "mas este moço é maluucooo! tá paarvo, tira-me férias para ir trabalhar para as obras!" aqui ficam então algumas fotografias gostosas que mostram o porquê, a beleza do material (esta taipa é mesmo uma sedutora!) e vislumbram o processo construtivo que é verdadeiramente simples mas ao mesmo tempo cheio de truques, deixando no ar questões (como a respiração da taipa ou a resistência do material) que tocam um raciocínio físico e palpável e ao mesmo tempo o domínio filosófico e intangível.

Para acabar e como resposta a alguns mails que temos recebido, aprendi também que este pode ser um processo economicamente imbatível (já vejo os vossos olhinhos a brilhar com cifrões...ou euros!), sem sombra de dúvida, pela rapidez de execução, pela origem e disponibilidade do material, sai mais barato, exige apenas boa coordenação e optimização na obra.




Cumprimentos e...boas férias
Pedro, o taipeiro

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Minuto Verde...com Terra

Bom Dia Portugal!!
Vamos agora fazer uma pausa para... um minuto Verde...com terra!!
eheheh!! Para ver clicar aqui.
Obrigado Francisco.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Curso Berzosa del Lzoya_Madrid_27/31Julho


Curso em Berzosa del Lozoya, Madrid

Podem ver mais informação sobre este curso aqui , o evento terá lugar em Julho, com conteúdos práticos e teóricos que abarcam as técnicas de construção com terra no domínio da cooperação internacional e o desenvolvimento rural.
Para mais informações contactar Jorge Seisdedos pelo correio electrónico:

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Curso Prático de Construção em Terra_COMTERRA_Julho 2009



Curso Prático de Construção em Terra
A construção em terra como uma via para a sustentabilidade é o conceito de inspiração do Curso Prático de Construção em terra que vai decorrer em S. João de Estoril, Almada e Vimeiro – Arraiolos em Julho, organizado pela COMTERRA Eco Arquitecturas.
O curso tem por objectivo "potencializar a construção em terra e evidenciar todos os seus benefícios”, tratando os "dois temas mais relevantes da construção em terra: o Adobe e Taipa, e um novo sistema de construção– o Barrocal, discutindo assim os actuais desenvolvimentos das técnicas” em causa.
Este destina-se a estudantes, licenciados, profissionais da área da arquitectura e engenharia, promotores de empreendimentos, construtores e “todos aqueles que se interessem pela construção em terra como uma solução ecológica e sustentável”.
Para os interessados em frequentar o curso a realizar no Vimieiro a organização informa que entrou em contacto com a Residencial Antiga Moagem (Largo do Areal, 266 467 153) que se localiza à entrada na freguesia do Vimieiro para a qual ficou acordada uma estadia por pessoa/noite no valor de €25 (inclui pequeno-almoço). Os quartos são duplos, variando entre camas de casal e individuais. Existe também a possibilidade de acampar no local da obra, utilizando os balneários públicos do Vimieiro para a higiene diária.

A deslocação até ao Vimieiro - Arraiolos pode ser feita através de carreiras de autocarro como a Rede-Expressos, ou no caso de alguém levar carro, pode combinar-se com + 2 ou 3 participantes no sentido de seguirem em conjunto dividindo a despesa entre todos.

Aqui segue a ficha de inscrição que deverá ser devolvida para os contactos indicados, e-mail, correio ou fax. Podem também ver aqui o folheto do curso.
Os membros da Ordem dos Arquitectos têm um desconto de 10 por cento na inscrição.
Mais informação em www.comterra.pt ou no blog www.comterra.blogspot.com
Aqui podem também aceder a uma breve apresentação sobre o Barrocal, um novo sistema de Construção em Terra. Os videos foram realizados na obra da Comterra que está a decorrer no Vimieiro.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Oficina de Construção com Terra_CdT_Abela_Santiago do Cacém

Uma vez mais a Oficina de Construção com Terra foi um sucesso!!
As inscrições esgotaram rapidamente, com um total de 24 formandos, compostos maioritáriamente por arquitectos, 3 engenheiros, 1 operário de construção e 1 profissional de cinema.
O interesse e o entusiasmo por estas técnicas de construção tem crescido de modo consistente em Portugal nos últimos anos e esta oficina vem comprovar isso mesmo.
Na primeira manhã (26), a oficina decorreu na sala da Biblioteca Municipal de Santiago do Cacém, onde a Arq. Teresa Beirão, presidente da associação Centro da Terra apresentou o panorama geral da Arquitectura de Terra em Portugal e noutros países, tendo de seguida Francisco Seixas da empresa Betão e Taipa apresentado a actividade desta empresa com sede em Serpa, especializada em construção em terra.

À tarde realizaram-se os testes e ensaios à terra sob a orientação da Arq. Catarina Pereira e prepararam-se as terras para as diferentes técnicas. Terminou-se o dia com uma visita ao Museu do Trabalho Rural da Abela.
No dia seguinte (27), realizaram-se as diferentes técnicas em dois grupos de trabalho, o Arq. Miguel Mendes desenvolveu com os formandos os adobes e os BTC's e a Arq. Teresa Beirão acompanhou a técnica da taipa.

Pela tarde houve convívio com habitantes locais que em tempos foram taipeiros e adobeiros e visitou-se um monte em ruínas num fim de tarde luminoso e fantástico. As pessoas não queriam que o dia acabasse. A conversa durou até à hora do jantar.
Segundo a organização, este foi um curso muito gratificante e ficou o desejo de se realizarem neste local mais acções de formação como esta.

Aqui ficam algumas fotografias para a posteridade.









quinta-feira, 25 de junho de 2009

Acção de Formação_Marrakech_Julho_2009

Durante este Verão, vai decorrer em Marrakech, dos dias 10 a 23 de Julho e de 25 de Julho a 07 de Agosto, uma acção de Formação em Preservação do Património construído em Marrocos.
Mais informação sobre esta acção organizada pela Escola Nacional de Arquitectura (através do PATerre Marrakech), em concertação com a União Rempart ENA França, a Inspecção dos Monumentos Historicos e Conservação do Pallais Bahia Palace, em Marrakech, está disponível aqui (clicar nas imagens).



Red Earth_David Gissen

Fazemos agora a ligação a uma interessante reflexão teórica de David Gissen, arquitecto, historiador e crítico de Arquitectura, no seu blog www.htcexperiments.org sobre diferentes perspectivas conceptuais de utilização contemporânea da terra.
Cruzando exemplos do recente livro Earth Architecture de Ron Rael com projectos experimentais, Gissen desenha uma ideia da terra afastada do senso comum, um conceito de material vivo, com alma, ao mesmo tempo forte, histórico, pobre, frágil, imaterial, associado à morte e à vida.

"
I always enjoy talking to my friend and colleague Ron Rael. Ron is the author of Earth Architecture, an excellent book that outlines the history and explores in-depth contemporary uses of earth in architecture.

Ron’s book is a book about design, but it’s also a powerful corrective to those commentators that view buildings made of earth, or the matter that constitutes earth buildings (mud, sand, gravel, soils), as primitive, poor, or crude. One of Ron’s points is that earth buildings have a far more complex history; describing earth matter as inherently “poor” is often just a way to tie specific practices to specific (often global southern) geographies and histories. As Ron notes, earth is free; but this does not suggest that it is a defacto representation of poverty. In more recent discussions, Ron describes earth as a type of infrastructure. In his narrative and case studies earth emerges as a material with far reaching technologies and representational implications.

Ron’s book is engaged with aesthetics, technology, and history; it’s less explicitly concerned with political problems. But in releasing earth’s denigrating associations with poverty, we are left with more than just “rich” earth; we arrive at a less denigrating poverty of earth that is tied more to the “common” than the geographically poor. When I consider free earth molded into something more than a representation of the poverty of those building with it, I begin to imagine it also being part of a terrapolitical structure — a “red earth.” This earth that may be at some base level “poor” but also open to a new image, much more than “not poor”.

In arguing for a red earth, I’m not arguing that earth holds an innate leftist proletarian politics in its chemical composition, nor am I completely arguing for the social construction of earth. I am arguing that our engagement with earth offers the possibilities for new liberatory ways of understanding space, that remain tied to earth’s commonness.

A powerful concept of red earth, tied to its ubiquity and free nature, might be found in the roots of much red thought — Marx himself. In his Critique of German Ideology, Marx understood earth (as concept and thing) as the base of political economic philosophy. In one of his most famous passages, he wrote “In total contrast to German [idealist] philosophy, which descends from heaven to earth, we here ascend from earth to heaven.” Marx saw earth (both soil and “the earth”) as the base of his philosophy because it was the defacto element that contained the material and ideological possibilities of society (its nourishment, production, and metaphysics). For Marx, earth contains the conditions of society by society. Earth not only delivers the grains grown by a farmer, but when a person digs his shovel into earth to grow something he or she becomes “a farmer.” When a person binds the earth into bricks he or she becomes “a builder.” The earth is social matter and structure, how we engage with it repeats existing structures and opens up new concepts.

Red earth also becomes red through its potential to release the history of the common, the poor, the defeated. Earth is an endless historical archive of tragedy that does not have to be nurtured, funded, or maintained (like most archives) to hold records of such tragedy. As an archive of social misfortune, our engagement with earth is a barometer of how we come to grips with our crimes. Murder, corruption, and lurking forms of power are hidden through manipulations of earth (from mass graves to buried toxic pits). But these things often reappear through manipulations of the earth.

What is the fascism and corruption that appears in contemporary film but a big earth-burying operation? The justice that often appears in film is a big excavation. Consider some of John Sayles recent films in which the bad guys bury their crimes and the good guys, quite literally, go into the earth to excavate those crimes. Or just about any film that explores genocide involves mass burials and excavations.

This more red earth, that is the condition of society and the history of society, appears in a few contemporary works of architecture. One of my favorite “earth” projects, The Irish National Pavilion is discussed by Ron in his book; it’s a project about history, denigration, and earth. Another more explicitly red project (not in Ron’s book) is the Open Air Cafe proposal by Manuel Herz, which I wrote about in my article “Debris” in the current issue of AA files (and that also appears in Subnature (along with the Irish Pavilion)).

In this latter project (see image here), Herz proposes excavating the ground of Cologne — site of one of the most notorious bombings during World War II — and heaping the mixture of earth and war debris (held within the earth of Cologne) over a series of concrete armatures for a park cafe. The war debris becomes a type of historical material that forces residents of Cologne to consider the history within earth and the conditions of a future nature in this particular city. It’s a proposal that enables us to see earth, the crimes it holds, and its potential representational structure in historical terms.

This brief discussion of a red earth builds on Ron’s observations. I think it also positions some ideas about earth differently from those concepts of earth and ground in either contemporary green or parametric design. Both of these latter movements see earth as an uncorrupted source of vitalism for a future architecture; an instrument of literal or digital vectors springing out of its surfaces. The earth of Herz (or the Irish Pavilion) is an earth examined (versus generalized); it’s an earth that is historical without being historicist; and it offers us images of earth as both life and violence against life, versus a more flippant vision of life and beauty."

By David Gissen in Red Earth June 5, 2009

terça-feira, 23 de junho de 2009

Oficina de Bioconstrução_PERIFERIAS 09



No decurso do PERIFERIAS 09, III Encuentro Internacional de Cerámica em Nigrán, a decorrer entre 13 e 18 de Julho de 2009, no Colégio Panxón (Pontevedra) vai realizar-se uma Oficina de Bioconstrução, consequência da preocupação pelo aproveitamento de recursos e o meio ambiente, associado ao entusiasmo actual pela terra no sector cerâmico na Galiza.

O Arq. Iñaki Alonso (ver mais aqui) guiará este curso de construção tradicional e novas técnicas, centrando-se na construção com terra crua, sobretudo na sua modalidade mais acessivél: o adobe e a taipa.


Preço do curso: 300 € (inclui 5 refeições e seguro)

A página do PERIFERIAS 09 facilita informação sobre a organização, alojamentos e fotos de anteriores encontros.

Ficha de inscrição aqui.
Informações e contactos do PERIFERIAS 09:
628781587

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Oficina de Construção com Terra_CdT_Preparação



Porque temos uns amigos infiltrados muito bem relacionados junto da organização da Oficina de Construção com Terra, que se vai realizar em Santiago do Cacém já nos dias 26 e 27 de Junho, conseguimos umas fotografias inéditas da preparação e montagem da mesma e que aqui mostramos para aguçar a vontade de quem vai participar e divulgar a quem ainda não ouviu falar.


Local de recreio da Escola onde decorrerá a Oficina



Ensaios preliminares com diferentes tipos de terra



Assim sendo, ficam desde já TODOS convidados a passar pela Escola Primária da Cova do Gato na Freguesia de Abela (ver mapa aqui), mesmo aqueles que não vão pôr as mãos na terra, para ficarem a conhecer o trabalho desenvolvido durante a Oficina, e no caso de aparecerem no Sábado à tarde, participarem num convívio com habitantes da zona que noutros tempos fizeram construção em taipa e que assistiram a obras com terra no Concelho.
Apareçam! Venham passear pelo Alentejo e conhecer o que é a Construção com Terra!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Apresentação_Hubert Guillaud_Tierra2001


Construção em Terra no Vale das Rosas, em Marrocos (c) Xavier Fabre

Postamos aqui um excerto introdutório da apresentação pelo Professor-Arquitecto Hubert Guillaud, Director científico do CRATerre-EAG, no Congresso TIERRA: CONSTRUCCIÓN, RESTAURACIÓN em Valladolid, Espanha, em Maio de 2001 .
A apresentação está em Espanhol e o tema é « La conservación y el restauro de las arquitecturas de tapial : métodos, diagnostico y tipologia de las intervenciones ». Divulgamo-la pela sua clareza e para introduzir a temática da Recuperação de Estruturas em Terra de que falaremos nos próximos posts.

"La cuestion crucial del mantenimiento y de la conservación de las culturas constructivas y arquitecturas de tierra

En todo el mundo existe un riquísimo y vasto tanto como mucho diverso patrimonio arqueológico-arquitectónico construido con tierra.
Tal situación suggiere un enorme esfuerzo en la conservación, restauración o rehabilitación de esta herencia excepcional. Podemos considerar la dimensión de la tarefa, verdaderamente colosal, si tomamos en conto todas las declinaciones del uso de la tierra en construcción y la tipología arquitectonica mucha ámplia cubriendo ciudades históricas enteras, sitios monumentales, arquitectura vernácula en regiones rurales, paisajes culturales, superficies decoradas, así como la variedad de las culturas constructivas y la complejidad de los sistemas constructivos.

Si la tierra es utilizada por milenios desde la antiguëdad en muchas regiones del mundo, uso universal que llegó a traves de los tiempos hasta hoy, si sabemos que muchas partes del mundo pueden siempre manifestar practicas vivas de construcción con tierra, sabemos también que la mayor parte del saber hacer en las prácticas de mantenimiento o de construcción ha desaparecido, particularmente en regiones desarrolladas que han quasi totalmente eradicado estas culturas milenarias.

Sin embargo, la importancia del patrimonio arquitectónico de tierra, su valor cultural y social como su valor económica vinculada a un mercado real o potencial de conservación, restauración o rehabilitación exige competencias profesionales para actuar. Porque lo que vemos considerando las practicas de conservación, en su mayoría, es dramático. De facto, muchas veces, las intervenciones no tienen conto de los carácteres específicos del material tierra, de los sistemas constructivos y del diseño arquitectónico próprio.

Excepcionalmente, cuando se actua sobre un patrimonio histórico, las practicas estan mejores por tanto que existe la competencia. Pero esto tipo de situación privilegiada es muy rara y constatamos una falta dramática de estas competencias que sea en el dominio profesional de la conservación arquitectónica como en el sectore de la construcción actual. Lo que vemos es restauración muy féa con el uso del hormigón armado o con bloques de hormigón, con repellos de cemento, con una carencia dramática en la realización previa de un diagnóstico analizando las patologías e integrando no unicamente los aspectos y criterios técnicos pero también los factores de los entornos físicos, climáticos, sociales y culturales que son también en la origen de problemas y degradaciones mayores.


Conjunto de edifícios em "pisé" (taipa), Saint Trivier, Moignans, em França

Así para hoy y para el futuro, la regeneración del saber hacer y de la competencia profesional es un reto crucial. Tan crucial que el interés por el estudio y la conservación de las arquitecturas de tierra, también si es creciendo, esta siempre reciente. No existe una amplia « toma de conciencia » de la parte de la comunidad profesional dedicada a la conservación o a la construcción. Esto interes se ubica en medios sensibilizados que son privilegiados, más a nivel científico o académico que a nivel profesional.
El reto de la actualización de las culturas constructivas de la tierra, para la conservación como para la construcción nueva es claramente vinculado al desarrollo más amplío del campo de estudio de las arquitectura de tierra, al reconocimiento de esto campo como una disciplina o como una ciencia y necesita el desarrollo de programas integrados de formación académicas, de capacitación profesional, de investigación, de aplicación en muchos más proyectos demostrativos y de difusión de los conocimientos científicos como técnicos relacionada a una dynamización de la concientización.

Esto reto es también mucho importante a nivel cultural si consideramos la pertinencia de un desarrollo sostenible que debe favorecer el transfero transgeneracional de la biodiversidad y de la tecnodiversidad para contraponerse a los devastadores efectos, ya patentes, de la transculturación en materia de arquitectura y en otros dominios en muchas regiones del mundo donde existe una herencia de excelencia de la arquitectura de tierra expuesta a un riesgo de desaparición rapida si no actuamos para crear y consolidar las condiciones culturales y sociales, técnicas, económicas y legales, también políticas adecuadas.

En favor de estas perspectivas podemos considerar que quizás, la conservación del patrimonio construido con tierra tendrá inevitablemente que pasar por la promoción del « nuevo ». Pero solamente una modernidad basada en el profundo conocimiento y consideración de la historia, así como de las tradiciones especificas y de los saber hacer locales parece ser factible y viable. (...)"