sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Diálogos sobre a Terra_Resposta_Comentários

Testemunho / Comentário de Porta Paralela:
"Tenho de confessar uma coisa, ao ver estas fotos só me vem à ideia de que quando chove estas paredes se vão desfazer todas com a agua.
Uma vez numa feira alternativa que teve lugar em Oeiras, estive à conversa com um responsável por uma empresa que faz construção deste tipo.
E por muito que ele me garantisse que tal não acontecia, não sai de lá convencido.
Uma situação muito à semelhança das casas de madeira. Neste tipo de construção (que me cativa bastante, mesmo tendo em conta a manutenção exigida - vejam o exemplo de degradação de alguns Bungalows da Serra da Estrela) existe uma garantia de resistência ao fogo que em muito excede o recomendado/Lei exige.
Mas no entanto fico sempre de pé atrás em relação à sua real eficácia. E não vamos querer comprar primeiro e ver se realmente funciona depois.
Tanto mais que a ideia seria a de construí-la em plena Zona do Pinhal/Beira Baixa... "
Porta Paralela

Resposta de Taipal:
Amigo "Paralela",
a questão que coloca da manutenção é um aspecto que está verdadeiramente no cerne do modus vivendi associado à construção com terra (e isto não tem nada que ver com filosofias alternativas).
A manutenção existe, é necessária, como em todas as construções aliás, e introduz uma relação com o habitar e com o acto de estimar a nossa casa que vai muito para além do material ser terra, ferro ou plástico.
A manutenção é o que garante a continuidade e por isso é importante, e no caso da terra nem sequer é dispendiosa.

A questão que importa colocar é se a terra é um material eficaz no global das exigências que consideramos importantes numa construção para viver, o conforto térmico, acústico, o desempenho estrutural, a resistência ao fogo, a perspectiva plástica, entre outras.
Na verdade, não sendo o melhor material em todas elas, é sem dúvida o que responde melhor na globalidade, e pode ser melhorado com adição de outros materiais. É um material vivo, heterogéneo e fácil de se encontrar.
O mais difícil mesmo é tirar das pessoas os conceitos confortáveis e difusos que lhes foram incutidos durante anos.
A ideia de que "é pobre", e "suja muito" ou "desfaz-se toda", são imagens feitas criadas pela "concorrência" que distorcem a realidade do que é ver, sentir ou viver num espaço construído em terra.
E a verdade é que quase todos já o fizeram, cerca de 80% das construções por todo o Alentejo e algum Ribatejo (até em Aveiro) são construções em taipa ou adobe, obviamente muitas delas revestidas. Muitos dos palacetes em França, que associamos à Nobreza, são em taipa, alguns dos projectos do conhecido Arquitecto Frank Lloyd Wright contemplam estruturas com Terra.
Posso dar-lhe muitos e bons exemplos que no entanto não se comparam à experiência de desfrutar de um espaço abobadado de paredes grossas e quentes.
Quanto ao receio de construir acima da linha do Tejo, por ser mais frio ou chuvoso, encontra construções com utilização de terra na Alemanha, Áustria, França ou mesmo Suiça.
Tudo Países ricos e com clima rigoroso!
Estamos a falar de tecnologias recentes adaptadas a um material “sábio”, e é esse o caminho, temos de deixar de olhar o futuro com o medo dos modos de construir de antigamente, que sendo extraordinariamente inteligentes, se tornam mais onerosos.

A temática da terra é neste sentido muito vasta e a opção de construir com qualidade resultará sempre do facto da pessoa estar a par das vantagens e desvantagens, como qualquer outro material.
Não é concorrência directa aos outros materiais, é apenas uma abordagem diferente.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Livros_Arquitectura de Terra

Um dos aspectos mais importantes na divulgação e promoção da Arquitectura de Terra passa necessariamente pela publicação de estudos, opiniões, bons exemplos, trabalhos práticos e de investigação.

É hoje possível encontrar na net, nas livrarias e alfarrabistas portugueses um universo amplo de literatura referente à temática da Construção com Terra por todo o Mundo.

Em Portugal, a editora Argumentum em colaboração com a Associação Centro da Terra e a Escola Superior Gallaecia em Vila Nova de Cerveira, desenvolvem há alguns anos um trabalho consistente e aprofundado nesta matéria.

Após a feliz e fundamental publicação do livro "Arquitectura de Terra em Portugal" em Outubro de 2005, têm sido publicados diversos textos, conferências, projectos de investigação e dissertações de Mestrado que muito têm contribuído para mostrar a Arquitectura de Terra ao público em geral. Falaremos mais sobre eles em próximos posts.

Para quem procura algum título em particular aqui ficam os contactos e a referência de algumas das principais publicações:
Associação Centro da Terra
Editora Argumentum
Escola Superior Gallaecia
"Arquitectura de Terra em Portugal"
(coordenação da edição: Maria Fernandes e Mariana Correia).
Edição: Editora Argumentum. Lisboa, Outubro 2005.
300 páginas com 250 ilustrações. 54 autores reunidos pela Associação Centro da Terra.
Livro bilingue em português e inglês.
Preço: 50 euros.
"Terra em Seminário"
(coordenação da edição: Mariana Correia, Maria Fernandes e Filipe Jorge).
Edição: Editora Argumentum e Escola Superior Gallaecia.Lisboa, Outubro 2005.
288 páginas a duas cores.
Colectânea de 75 comunicações apresentadas no "IV Seminário Ibero-Americano de Construção com Terra" e "III Seminário de Arquitectura de Terra em Portugal".
Artigos de 130 autores de 22 países, em Português, Espanhol e Italiano.Preço: 20 euros


"Houses and Cities built with Earth: conservation, significance and urban quality"
(coordenação da edição: Maddalena Achenza, Mariana Correia, Marco Cadimu e Amadeo Serra)
Edição: Editora Argumentum com o Apoio da União Europeia, no âmbito do programa Cultura 2000.Lisboa, Junho 2006.
160 páginas a duas cores.
Contribuições realizadas por meio de seis sessões de trabalho, em Itália, Portugal, Espanha e Marrocos.Artigos de 46 autores de 22 países, em Português, Espanhol e Italiano, Francês, Inglês e Hungaro.
Preço: Oferecido, na compra dos outros 3 livros.

"Terra: Forma de Construir .Arquitectura. Antropologia. Arqueologia"

(coordenação da edição: Mariana Correia e Vítor Oliveira Jorge)
Edição: Editora Argumentum e Escola Superior Gallaecia.Lisboa, Outubro 2006.
144 páginas a duas cores. Contribuições realizadas por meio da 10ª Mesa Redonda de Primavera".

Colectânea de 20 comunicações em Português, Espanhol e Francês.
Preço: 20 euros.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Passeios Pedestres, Paisagem e Arquitectura

Ora aí está uma forma ECOLÓGICA e SAUDÁVEL de conhecer a PAISAGEM e a Arquitectura de TERRA do LITORAL ALENTEJANO!!


A autarquia de Odemira apresentou três novos percursos pedestres, durante a feira de Turismo que decorreu entre 21 e 23 de Março em Vila Nova de Mil Fontes.
Os novos percursos (criados de acordo com as normas definidas pela Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal) englobam a conhecer a zona costeira da freguesia de Longueira/Almograve, a Serra de S. Domingos e o vale do Rio Mira, na zona de Troviscais, na freguesia de S. Luís.

Os trilhos estão marcados no terreno, com sinalética própria e foram elaborados folhetos promocionais e painéis com a descrição dos mesmos.



O primeiro percurso intitula-se “Lapa de Pombas” e desenvolve-se em 8,9 km, na zona costeira da freguesia de Longueira/Almograve, entre a localidade de Almograve, a praia e o Porto de Pesca de Lapa de Pombas, em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. O percurso tem um grau de dificuldade baixo e uma duração aproximada de três horas e meia, sendo o piso em terra batida, asfalto e trilho nas dunas. A temática incide sobre as formações dunares e rochosas (nota para as deformações a que foram sujeitas as rochas do Paleozóico, com mais de 300 milhões de anos).


S. Domingos” é o nome do Percurso 2 de Odemira, na freguesia de S. Luís, com destaque para as temáticas serra e arquitectura tradicional. A primeira parte do percurso é urbana e oferece a possibilidade de observar a arquitectura tradicional em taipa. Ao longo do caminho nota-se a presença de exemplares da flora típica da região, como o medronheiro, a esteva, o rosmaninho, a carqueja, a urze e o tojo. A serra de S. Domingos proporciona uma vista magnífica sobre toda a área circundante, sendo possível avistar Vila Nova de Milfontes, Sines, Odemira e outras povoações em redor. Este é também um local de eleição para observar a avifauna: andorinha das rochas, melro-azul e águia de asa redonda. Com grau de dificuldade médio, o percurso tem uma duração aproximada de duas horas e uma distância de 8,1 km, em piso de asfalto e terra batida.



O Percurso 3 de Odemira chama-se “Troviscais”, também na freguesia de S. Luís. O percurso inicia-se na localidade de Troviscais e tem como temática o Rio Mira e o montado. É bem visível a arquitectura em terra e o património industrial rural, relacionado com a pesca artesanal no rio e os moinhos de maré. No património natural destaca-se o Rio Mira e toda a diversidade de fauna e flora que ele engloba. O grau de dificuldade é médio e o percurso tem uma duração aproximada de quatro horas, numa distância de 13,5 km, sempre em terra batida.

Boas Caminhadas!!!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Formação Taipa_Taliscas_Outubro


Terminada com sucesso a formação que decorreu entre Agosto e Setembro de 2008, a Matriz encontra-se já a organizar aquela que será a 7ª acção de formação realizada no Polo de Actividade das Taliscas.
"Conservação e Recuperação de Construção em Taipa" 3ª edição

Ao longo das duas edições anteriores têm-se vindo a intervir numa ruína localizada a cerca de 1km da Escola das Taliscas.
Nesta próxima formação pretende dar-se continuidade aos trabalhos de recuperação já iniciados, complementados com uma sólida componente teórica e exemplificativa.
O programa da formação, mantendo a sua linha condutora inicial apoiada por um manual técnico de informação, tem vindo a ser adaptado consoante o perfil da equipa de participantes.

Se na 1ª edição a equipa era composta maioritariamente por construtores e operários da construção civil, o mesmo não aconteceu na segunda, onde a participação foi variada e reunir desde arquitectos, engenheiros, gestores e, finalmente, construtores.
A formação decorrerá entre 6ª e domingo das 3ª e 4ª semanas de Outubro entre as 9.30h e as 17h com 1.30h para almoço.
As inscrições estão abertas até ao dia 10 de Outubro com o número máximo de 12 participantes. * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * * *susana sequeira Matriz, adl Odemira



terça-feira, 16 de setembro de 2008

Imagens_Texturas_Terra_Continuação

A beleza plástica e texturada que a terra possui é lhe conferida pelas diferentes percentagens dos seus constituintes (gasosos, liquidos e sólidos), com ou sem estabilização (cal, cimento, etc), e as características específicas dadas por esses componentes, de que resulta uma infinidade de tipos de terra com uma variação de características infinita!

Falarmos de beleza na caracterização da terra pode trazer consigo perigos pela sua relatividade pouco científica, mas aceitemos à partida que o conceito de Belo implica uma afeição, e que esta, sendo subjectiva, utiliza critérios plásticos e sensoriais tão importantes como o rigor físico e químico que explicam todos os materiais de construção.













quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Formação Taipa_Taliscas

Aqui ficam algumas fotografias da Acção de formação sobre "Conservação e Recuperação de Construções em Terra" que decorreu em Taliscas.





























quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Adobe_Idanha-a-Nova

Casas em adobe, Ladoeiro (Idanha-a-Nova), 2008







Imagens retiradas do blog http://casadasbestas.blogspot.com/2008/03/arquitecturas-de-terra.html
(ver texto)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Amigos_Escola de Taliscas_Matriz adl

Existem Associações locais que merecem por inúmeras razões ser divulgadas.
Porque são pólos activos no domínio da promoção cultural e artística, na criação de oportunidades criativas, mas sobretudo pela natureza humana das suas intervenções, no contacto de proximidade com as tradições e a população.

A Associação Matriz adl com sede em Odemira e casa na aldeia de Taliscas, é sem sombra de dúvida uma destas Associações.
Odemira é hoje um concelho muito espalhado em termos de população, com carências de serviços e de oferta cultural. Daí a importância da Matriz como base de encontro e aproximação do património imenso que Odemira e o Sudoeste Alentejano contêem.

Não são apenas as praias fantásticas e a paisagem protegida, a gastronomia ou doçaria, são as pessoas e as tradições (acções vivas que as diferenciam) que merecem ser conhecidas e divulgadas, este é principal trabalho da associação Matriz.
E porque importantes são as pessoas que a constroem, todos os dias, um abraço ao amigo Raul Almeida, um homem apaixonado pela região e conhecedor das histórias do concelho, à Arquitecta Susana Sequeira, que se dedica e organiza as formações e também o pequeno Gaspar que com os seus "amigos" brinquedos anima o futuro da associação.

Cabe-nos as nós,
amadores e aprendizes das Arquitecturas de Terra,
contribuir e saudar o trabalho desenvolvido por estes "alemtejanos".

O blog da associação com notícias sobre as actividades é o

http://www.matriz-adl.blogspot.com/

Quanto a Novidades fresquinhas, teve início no dia 29 de Agosto e vai prolongar-se nos dias 6, 7 até dia 8 de Setembro uma acção de formação sobre "Conservação e Recuperação de Construções em Terra".



A associação convida todos os que estiverem interessados se quiserem assistir à finalização dos trabalhos a passarem pelo

Polo de Actividades das Taliscas (antiga Escola Primária).

A intervenção prática de recuperação centra-se numa ruína próximo da escola e consiste grosso modo no preenchimento de lacunas, execução de socos, argamassas, rebocos e taipa) .

Como estas formações têm tido muita procura, está já prevista para Outubro uma nova edição.



sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Colunas de Terra_Plano B_


Nos quatro fins-de-semana de Setembro o PLANO B e a Associação BARAFUNDA organizam uma oficina (WORKSHOP) para construir o projecto COLUNAS DE TERRA (mais informações no blog/diário de obra planob-barafunda.blogspot.com).

Os trabalhos abrangem várias tarefas, desde a mistura da TERRA (saída das escavações) até à sua moldagem nas COLUNAS, e decorrem em dois períodos ao longo do dia (10h00-13h00 e 15h00-18h00).

A local da obra é na Benedita (entre Rio Maior e Alcobaça) e, apesar de ser um trabalho voluntário, haverá almoço para os tarefeiros.

Quem estiver interessado em participar contacte para o email info@planob.com ou para o telemóvel 936505361 (Francisco Freire) indicando as datas de disponibilidade (6/7, 13/14, 20/21 ou 27/28).


Convite para o Workshop por intermédio da Associação Centro da Terra

Imagens_Texturas_Terra

Inicia-se aqui uma Pesquisa Temática que procurará ao longo dos próximos posts acompanhar todo este Maravilhoso Mundo da Arquitectura de Terra, nas suas diversas perspectivas, lógicas, teorias e práticas.
O plano é ambicioso mas acreditamos, dará um gozo imenso!
Servirá por um lado, para junto dos mais cépticos ou distraídos, queimar mitos e lendas, e por outro lançará bases e ideias de reflexão para quem procura projectar o futuro da Terra como um material ecologicamente Sustentável, que é antigo e moderno.
Começamos então pela Secção de Imagens sobre aquela que consideramos ser uma das principais características da Terra enquanto material de construção,
a sua Beleza plástica e expressiva.
Não será o critério mais científico, mas é o mais bonito!
Ainda assim toda a Poética inerente ao Material e à Construção com Terra introduz uma profundidade que não é apenas física, estética ou cultural, mas como diz a Arq. Mariana Correia, encontra-se no domínio do património intangível, que vai para além do material e da técnica, é no fundo uma dimensão que sobrevive enquanto o homem e o conhecimento existirem, uma questão de fé!!

Com um processo de construção ecológico, reciclável e reutilizável, a terra é um material com características isolantes e acústicas únicas, para além da sua disponibilidade e economia, mas é sobretudo a sua "Beauté" texturada, moldável e tactil que mais atrai ao primeiro olhar.


Caldeirinha_Troviscais_Odemira
Arq. Alexandre Bastos

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A Teoria e a Prática

Aqui há uns tempos numa entrevista ao Expresso o escritor António Lobo Antunes dizia esta coisa belíssima:

"É muito difícil fazer um bom romance antes dos trinta anos. Para escrever tem de se ter vivido. Um homem com quem aprendi muito foi o professor Eduardo Cortesão, que me fez gostar da Psiquiatria. Ensinava-nos a técnica e depois dizia: «Agora esqueçam tudo e vão lá para dentro». Escrever é um pouco isso: tem que se esquecer tudo."

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Arq_Terra_Naturarte Campo_São Luís_Odemira

As fotos seguintes foram tiradas há dois anos (como o tempo corre!) durante uma das várias visitas "à pesca" de Arquitectura de Terra que temos feito pelo Alentejo.
Antes de entrar em São Luís pela estrada que vem de V. Nova de Mil Fontes à direita encontramos este núcleo de turismo rural ( há outro mas junto ao Rio Mira) ver http://www.naturarte.pt/
O arquitecto Rui Graça (que é também um dos donos) conseguiu aliar muito bem modernidade e tradição com a taipa em papel de destaque. Nos diversos espaços encontramos sempre expostas diversas peças de arte que se integram perfeitamente no conjunto e no conceito do empreedimento.

Não ganho comissão pela publicidade, mas acho que entre ir prás Maldivas ou passear por este Alentejo...já fiz a escolha!





PS: Estávamos junto à piscina a curtir o Sol e vimos do outro lado da serra uma moradia impecável..em Taipa!! Mas essas fotos ficam para um próximo post.

Concorso fotografico internazionale sul tema "Le case di terra: paesaggi di architetture"



http://www.casediterra.it/
Este Site Italiano muito activo promove todos os anos, entre outras actividades, um criativo Concurso de Fotografia em Terra com cada vez mais participantes.
Uma forma fácil de divulgar e disfrutar da beleza deste material.

Um destaque especial para os "fotografeiros" portugueses que já ganharam prémios de destaque como a dona Bárbara Costa Marques (Uma engraxadela aos amigos!!)
http://www.casediterra.it/fotogallery2007.htm

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Site_ArquitecturadeTerra.com


Encontrei há pouco tempo este site
http://www.arquitecturadeterra.com/pt.html do Arq. Henrique Schreck, cuja obra admiramos e acompanhamos e que pode ser visitada na região de Odemira (e não..não é verde!).

Este post pretende duas coisas, primeiro divulgar merecidamente a obra em terra deste Arquitecto e convidar toda a gente a visitar o Alentejo litoral e a conhecer a excelente Arquitectura de Terra que por ali se vai fazendo. Vale bem a visita!

Ait-Ben-Haddou_Marrocos




Ait-Ben-Haddou é uma cidade fortificada ou ksar em Marrocos, entre o Sahara e Marraquexe.
Situada numa colina à beira do rio Quarzazate, a cidade foi totalmente construída em terra.
A
maioria dos habitantes da cidade vive agora numa aldeia mais moderna, no outro lado do rio; no entanto, dez famílias ainda vivem no ksar.

Neste ksar foram filmados vários filmes famosos, incluindo Lawrence da Arábia, A Múmia, Gladiador e Alexandre, entre outros.
O sítio foi declarado Património Mundial da UNESCO em 1987.


Site da Unesco_http://whc.unesco.org/en/list/444

Site com Fotografias_http://photosbymartin.com/africa/morocco_ait_benhaddou_pictures.htm

Grande Mesquita de Djenne, no Mali


Fotografia de Ferdinand Reus

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Cidade de Shibam, Yemen











The Manhattan of the Desert_Shibam

Yemen is on the southern coast of the Arabian Peninsula. The city of Shibam is characterized by numerous mud-brick buildings huddled closely together. Many high-rise buildings were built like this to protect it from Bedouin attacks.
A defensive wall and two city gates protect the city. Clusters of five to eight storey buildings stand closely together in a small area. Some of the houses are linked by mid-air corridors. People can quickly move between the corridors, shifting from one house to another and fighting back when attacked by enemies. Wooden window frames fitted to mud-plastered walls are carved in an arch-shape. The history of Shibam dates back to the 3rd century. However, the buildings which remain today are mostly from the 16th century. But how did this city attain so much wealth that people had to fear and prepare for enemy attacks? The secret lies in Frankincense which is still sold in the town.
A bucket is being lifted up ... for house repair work. Earthen walls need to be re-plastered every now and then after erosion from wind and rain. These craftsmen are making bricks.
The bricks become gradually smaller for the higher floors. Which means the building walls gradually become thinner, forming a trapezium shape. The walls are thinner on higher floors to reduce the pressure on lower floors, making the building strong and stable. Each building is usually occupied by one family which uses the 3rd floor up as its residence. The 1st and 2nd floors are often used to store food and as a stable for livestock. People kept cattle inside their homes to live through times when the town was under attack. The earthen houses stay cool inside despite the heat outside.
The aroma of Frankincense filling the room creates an exotic atmosphere. In the Manhattan of the desert, people live in a state of timelessness."
Fonte:
Unesco

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